Mostrando postagens com marcador #AmarÉ... #HistorinhasMinhas #Família #Lembranças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #AmarÉ... #HistorinhasMinhas #Família #Lembranças. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de março de 2021

A morte é uma gaiola aberta que liberta a alma


 Há muitos dias, na verdade meses, estou com este tema para escrever. E não parei para isso!

Faz alguns anos que venho me despedindo de pessoas amadas que partiram para a pátria espiritual. A proximidade destas partidas nos causa uma grande dor, algumas pessoas ficam com dúvidas, outras com revolta. Em mim tem uma imensa saudade! Um desejo gigantesco de poder rir junto com aquelas pessoas queridas! A saudade de ser envolvida num abraço cheio de carinho! 

Acredito que a morte é uma viagem. Compreendo-a como a porta aberta da gaiola para que o pássaro alce seu voo de liberdade.  A gaiola, no caso é nosso corpo. O pássaro, a alma (ou espírito)! Não sei onde li/ouvi essa metáfora, mas não tem, no meu entendimento, melhor explicação para estas coisas do que as metáforas. É como a metáfora da viagem, que o Dr. Alberto (da novela A viagem) usa para explicar para seu afilhado Dudu, que seu pai segue vivo. É difícil e é doloroso, porque no nosso pequeno entendimento o melhor para aquele que parte é estar conosco. É seguir ao nosso lado! Porque nós sentiremos falta, saudade, porque nós sentimos medo de que talvez, não seja verdade que numa outra dimensão seguimos vivos. Nossa fé vacila, nosso peito dói só de pensar que NUNCA MAIS vamos reencontrar nossos amores! 

A simples hipótese nos abala e faz com que a gente os prenda aqui, com pensamentos, com pedidos, com súplicas ao céu! Implorando a cura, rogando a recuperação daqueles a quem amamos tanto! Nesse momento não é possível pensar que nossos amores estão se libertando! A crença na imortalidade da alma tem que ser bem firme para não vacilar. Até porque, geralmente, a gente quer saber se é verdade, mas também não quer que ninguém venha lá da espiritualidade pra te provar! hahaha

No sábado, mais uma vez eu precisei dar adeus a um ente muito amado! Alguém que ao meu ver foi resignado em seu momento de fragilidade da saúde! Alguém que se preocupou muito em como os filhos ficariam e tentou bravamente vencer o câncer. Mas... infelizmente não foi possível! Nós choramos a sua saudade! Mas certamente na espiritualidade outros familiares e amigos se alegraram com a tua chegada. Com teu riso fácil, com teu jeito "graxa" de chegar nos abraçando! Sempre te amaremos! Sempre lembraremos dos bons momentos e é a certeza (ou esperança) de um encontro no futuro que ameniza a dor e a saudade! 

Fica bem! Te harmoniza, te fortalece! Desejo que a espiritualidade te acolha com todo o amor que tu merece e que console a tia Rosa, teus filhos, teus irmãos, a todos nós! Preto que Deus te abençoe! Te amo pra sempre meu professor de português!

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Relações com Brasília

 Nessa viagem a Salvador que conheci "minha relação com Brasília"! 😂 Love candango, como disse minha amiga Letícia! Essa viagem foi muito marcante, não só porque a Bahia é maravilhosa e o povo hospitaleiro. Mas porque foi durante os cinco dias dentro do ônibus não sabíamos como meu primo Miguel estava se recuperando do acidente que havia sofrido! Logo que chegamos lá ele desencarnou! 

Fiquei com uma sensação estranha quando Bizuim estava amarrando minha fita do senhor do Bonfim! Eu já havia amarrado a dita fita e quando ele vou no meu pulso perguntou se tinha sido um bahiano a amarrar. Respondi que não! Ele mandou que eu tirasse que ele iria amarrar. Então eu fiz meus três pedidos. Um a cada nó! Encontrar um namorado, retornar a Pelotas em segurança e protegida e que meu primo Miguel ficasse bem. Nessa hora Bizuim olhou nos meus olhos e disse, esse já se cumpriu. Fiquei com aquela sensação estranha e só mesmo tempo esperançosa. Não sabia da partida dele. 

Fiquei sabendo só quando voltavamos pra cada. Nós havíamos perdido, minha mãe e eu, uma sacola com nossos calçados. Como fiquei chateada por perde-los a mãe me disse que tínhamos perdido algo mais importante. 

Foi então que entendi porque Bizuim tinha dito aquilo. 

Depois descobrimos que nossos calçados tinham sido guardados pela Cristina na mala dela por engano. Pena que a notícia a respeito do Miguel não tivesse como voltar atrás! 

Seguimos! Aproveitamos bem a Bahia!