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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

O dia que a prova de física foi transferida por causa da fumaça pra espantar os mosquitos

Outro dia estava sem inseticida em casa! Como estava muito calor deixei as janelas abertas por muito tempo e a casa ficou cheia de mosquitos! Na falta de um produto pra eliminar esses músicos desafinados, resolvi queimar umas folhas de eucalipto, que segundo minha ex-colega Anadege, é bom para espantar os inconvenientes zumbidores. Isso fez eu lembrar de uma vez que queimamos folhas de eucalipto na nossa sala! 


Eu fiz segundo grau, porque sou do tempo do segundo grau haha, numa escola técnica agropecuária aqui da cidade! Estudei no Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, lá no CAVG! Fiz Economia Doméstica e nossas aulas eram num pavilhão próximo a sala da diretoria. Mas, apesar disso, na nossa sala havia uma janela que não fechava completamente e bem atrás do nosso pavilhão tinha um bosque, com muitas árvores, aliás, árvores eram que não faltavam! Na verdade ainda tem bastante! E consequentemente nossa sala acabava cheia de insetos! 

Um certo dia, a sala estava infestada de mosquitos! Eles voejam bem doidos pela sala, além de ficar nos picando. Então a Anadege nos deu a ideia de queimar umas folhas de eucalipto pra espantar os insetinhos de volta pro mato! Não sei se nossa atitude fez a gente entrar em transe, se os espíritos da floresta e dos indígenas se "apossaram" da gente. O que sei é que umas quantas de nós, inclusive eu, óbvio, começamos a tacar fogo nas folhas de eucalipto pra produzir fumaça! A Anadege fez um "charuto" de eucalipto com folha de caderno! A gente tacou fogo numa lixeira de metal que tínhamos na sala.  E a fumaceira se epalhou tomando conta da sala!

Realmente os mosquitos não gostam de fumaça! Não sei se especificamente de eucalipto! Naquele dia eles enlouqueceram! A nuvem de fumaça se misturou a nuvem de mosquitos que fugia da gente, que ia atrás deles baforando nossos cigarros de eucalipto pela sala! O detalhe é que naquele horário teríamos uma prova de física, com nosso querido professor Sérgio Bonini! E a sala ficou um caos com toda aquela fumaceira e mosquitos enlouquecidos! 

Nossas colegas haviam feito pequenos lembretes em suas mesas e arredores, apenas para sanar algum lapso de memória durante a prova! Acontece que quando o professor entrou na sala enfumaçada e cheia de mosquitos precisou abanar com as folhas da prova para abrir caminho até a mesa! hahaha Não posso lembrar que tenho um ataque de riso! Ele chegou a sentar e colocar as folhas sobre a mesa! Só que os rasantes dos mosquitos eram tamanho, que ele não teve como continuar ali!

Então ele resolveu que faríamos a prova no laboratório de física, porque ali não tinha condições! 

Gente! Vocês não tem ideia da raiva que nossas colegas ficaram! Fizemos com que elas perdessem todos os lembretes espalhados na sala! Só faltou elas nos fuzilarem de verdade, porque com o olhar já estávamos mortas! Eu, que tenho o riso frouxo, não conseguia parar de rir!  Não sei se era pela fumaça ou se era de nervoso mesmo!

Aquele dia nunca mais saiu da minha lembrança! hahahaha A fumaça realmente incomoda os mosquitos, mas não lhes dá uma direção, uma rota de saída! Nunca mai fizemos este tipo de experiência na sala! 

Bem, eu fiz aqui em casa, como podem ver nas fotos! Os mosquitos não me perturbaram, talvez porque tenham saído do meu quarto e ido pro outro! hahaha Mais tarde descobri que queimar folhas de eucalipto em casa é bom para a limpeza espiritual!

Em sala de aula no dia da prova não recomendo! Mas num dia qualquer depois de faxinar a casa, se quiser fazer uma limpeza das energias, tá valendo!

Eu tenho muitas histórias do CAVG! Nossa! Muitas mesmo! Mas essa é uma das mais engraçadas, depois da história das lagartas! hahahaha

Outro dia eu conta essa das lagartas! 


Para quem ficou curioso sobre as propriedades do eucalipto, aqui neste link tem alguma coisa!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Muitos dindos, muito amor recebido!

Há dias fico pensando sobre o que iria escrever esta semana. Tenho dificuldade de elencar temas porque, como virginiana, tem alguns temas da minha vida que não considero relevantes e outros que penso que sempre precisam ser melhores avaliados e estudados. Daí fico dias pensando vou falar sobre isso, tenho que falar daquilo e no final acabo deixando pra depois.
Mas hoje decidi começar e depois a gente vê qual o tema da história. além disso, daqui a pouco texto "dá cria"!
Dindos Moraes e Sandra
Dindos Enilda e Vanderlei
Faz um tempo que decidi que eu ia procurar as pessoas, independente do retorno delas. Tipo compromisso comigo mesma de mandar uma mensagem, perguntar se tá bem, me oferecer pra tomar um mate ou café. Isso principalmente com familiares e amigos mais experientes (tipo os que já tem mais de 60!). Nessa conta estão meus padrinhos, que não são da minha família de sangue. Quer dizer... parte deles. Porque, por falta dos outros sacramentos da igreja (e isso aprendi graças ao padre Magnum, digo, Zattera, que me deu aula de Mistério Cristão na UCPel!), batismo eu tenho de sobra! Sou batizada em casa pela minha vó materna e meu tio Chicão! Não satisfeita e sem saber que este batismo já valia pra tudo (isso também aprendi no Mistério Cristão!) minha mãe foi lá cobrar do padre Schreimer o fato da igreja não permitir que eu, uma criança, recebesse o "santo sacramento" porque ela não era casada (outro sacramento!). Daí o padre que a conhecia desde sempre disse que me levasse lá que ele me batizaria sim. Adoro gente que quebra as regras que lhe parecem injustas!
Daí, pra completar eu fui batizada na umbanda! Lá os batismos anteriores também valiam, mas... eles pensaram, vai que ela resolva ser umbandista né, já tá batizada! Sorte que eles pararam por aí, se não era capaz de terem feito até um bar mitzvá! hahaha Eu sei, essa cerimônia é só pra meninos!
Mãe e pai
A escolha dos meus padrinhos não sei ao certo como aconteceu. Sei que minha madrinha na igreja, dinda Sandra, era colega de trabalho do meu pai. Um mulher linda gente, vocês não tem noção! Vou postar uma fotinho pra vocês verem que digo a verdade! Meu dindo Moraes também! Ela me contou que ela perguntou pro pai se ele teria um filho, ele disse que sim e ela falou que se fosse guria ela ia ser madrinha e foi assim. Não tenho ideia de quantas afilhadas ela tem! Só sei que filhos foram três, todos meninos! Com quem eu converso agora para ter notícias dela que mora em Bento Gonçalves. Há alguns anos ela teve um AVC. Está bem dentro do quadro. Conversamos uma vez pelo telefone e ontem recebi um vídeo dela, nossa! Que vontade que deu de dar um abração bem apertado!
Dindos Vanderlei e Enilda na missa da minha formatura do Técnico em Contabilidade
Meus padrinhos em casa certamente foram pra que eu tivesse dindos próximos, porque a vida acaba afastando as pessoas por conta de muitos compromissos. Mas eu vou atrás deles, perto ou longe!
Os da umbanda tenho uma convivência mais próxima! Mesmo com anos sem nos encontrarmos, como já aconteceu, no reencontro parece que foi ontem. Isso deve ocorrer porque os padrinhos e
Minha madrinha em casa Vó Amália
spirituais (não tinha falado deles!) não me deixam nunquinha! E sempre que o sapato aperta e a barriga dói a gente vai buscar ajuda. Então, depois que fomos buscar ajuda para a Larissa, nunca mais abandonei o centro ou os dindos, vira e mexe estou lá. Com o whats então, todo dia a gente se fala!
E porque resolvi falar disso hoje? Porque eu achei importante agradecer a estas pessoas pelo carinho que me dedicam, por aceitarem me apresentar pras suas religiões (mesmo que eu escolhesse seguir outros caminhos!), porque todo dia um laço afetivo deve ser fortalecido por mais forte que ele seja. Laços sanguíneos são indissolúveis, mas laços de amor se fortalecem a cada troca por mais singela que seja!
Parece um exagero todos estes batismos e padrinhos, mas, parafraseando Cazuza, "sou exagerada"! E sou tão grata por, na infância ter recebido tanto amor e ter podido conviver com gente tão diversa. Isso me fez  um grande bem! Sem contar que aumentou a minha família, afinal a família dos meus dindos é minha também, me aguentem! hahaha

PS.: Preciso tirar uma foto com o Chicão!





segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Final de ano outra vez

O final do ano anterior não foi muito legal pra mim, mas foi um ano de começo de encerramento de ciclo! O ciclo fechou-se no início deste ano a partir da minha decisão e mais pro meio do ano fechou-se. Acontece que esse fechamento é um processo mental, físico e emocional. Este último é o mais difícil de concluir, precisa de luto, de choro, de entendimento, de perdão e de amor! Amor próprio e amor pelos outros para permitir que cada um seja como é e admitir que, mesmo gostando ou amando aquela pessoa, a convivência com aquela forma de ser não é possível pra nós! Então a gente segue! Curando as feridas e resgatando nosso melhor!
Neste final de ano estou muito melhor do que no passado! Estou mais forte, mais feliz por ter me reencontrado. Sim, às vezes a gente se perde! Mas se reencontrar é bom demais!
Agora sinto-me pronta para novos ciclo! Que venham e sejam de crescimento!
Agora é despedir-se deste ano que foi feliz em muitos momentos e agradecer aqueles momentos que não foram bons pelos aprendizados que tivemos!
Dois mil e vinte está logo ali, façamos dele um ano de paz, harmonia e amor!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Homenagem de 25 anos de formatura

Parece que foi ontem que senti o frio na barriga ao começar a estudar num colégio tão grande! Eram vários ônibus, muita gente, só na minha turma umas trinta! E como num passe de mágica em pouco tempo já conhecia quase todo mundo! Já tinha me apaixonado pelo Hari 😂 e até os professores dos outros cursos me conheciam e davam carona! Entrar naquele corredor de árvores faz passar um filme de três anos maravilhosos na minha cabeça, anos de muita amizade e de diferenças que o tempo dissolveu e ao rever colegas deixa os olhos rasos d'água! Todos os dias agradeço por não ter passado na escola técnica! Minha vida talvez não tivesse tantas boas amizades como tive estudando no CAVG! Talvez minha vidinha fosse mais sem graça! 25 anos e parece que foi ontem!
Logo no primeiro ano muitos banhos, porque bicho tem que ir pro tanque! Eu muito grande que sou bastava um dos guris e já era! Passei o ano todo levando outras roupas pro colégio pra não passar o dia todo molhada! Também foi no primeiro ano que me apelidaram de "cascudinha"! A referência era a "Cascuda", que, olha o horror, não tenho certeza do nome, mas acho que é Adriana. Todos diziam que a gente era muito parecida e que ela era minha mãe! Óbvio que ficamos amigas, somos amigas até hoje! O apelido dela foi por causa do Cascão, um interno que já tinha se formado quando entrei e os guris diziam que ela era namorada dele. Daquelas coisas que pegam e a gente leva pra vida, Apelidos! :) 
Cheguei no CAVG com 14 anos! Na minha festa de 15 foram poucos colegas, mas "se Maomé não vai a montanha..." eu levei o coquetel de frutas pro colégio! Juntamos nosso grupinho Leandra, eu, o Clóvis, o Vó, o Claudiomar, o Jaspion e mais uns e depois do almoço tomamos aquele o coquetel. E como a gente conversava e ria! E a gente estudava também, embora pareça mentira!
Atrás da sala de aula em que estudávamos tinha (tem até hoje!) um bosque onde eu adorava dormir depois do almoço! Debaixo das árvores no verão e escarrapachada no sol em cima da minha jaqueta no inverno! As gurias jogavam cartas! Foi no CAVG que aprendi a jogar escova! hahaha Um dia, um calor terrível, resolvi ficar só com a camiseta que ia até os joelhos na sala de aulas que só tinha guria! Mas eu não contava que os guris da agropecuária iam lá paquerar minhas colegas! Que vergonha eu passei, porque antes de vê-los na janela, tinha feito um monte de palhaçada e até desfilado na sala! Essa foi a primeira vez que fui no CTG!
E meu amigo Vacaria me recitou a poesia, "Paisagens do açude grande - o fio dental"! Fiquei envergonhada de novo, mas era até bonitinhos os versos! 
Muitas coisas aconteceram naqueles três anos! Quantos amigos que nunca mais vi! Darci, Giba, Charles, Robson! Nossa sorte é que a internet apareceu e podemos reencontrar alguns deles. Também é sorte que naquela época não tinha, porque nossa! Cada mico! hahaha
Anos que valeram muito a pena! Aprendizados que carrego comigo pro resto da vida e amigos que carrego no coração!
Depois do CAVG fui direto pra faculdade. No ano seguinte a mãe foi fazer história na federal e encontrei alguns colegas do CAVG lá e foi muito legal este reencontro. A amizade cresceu ainda mais e o laço segue firme até hoje!
Ser homenageada por ter vivido estes anos de CAVG é até uma redundância! É bom ser homenageada, mas melhor ainda é poder reencontrar os amigos, matar a saudade e relembrar aqueles dias tão bons da adolescência! 
E nossos professores! Quantas brigas com o João Vicente de química! Quanta risada com a Janete de biologia falando dos filhos! Quanta comida fizemos nas aulas da Nonô! E as costuras que davam erradas, mas a Beth nos salvava! E as corajosas que aceitaram matar a galinha com o professor da agropecuária e depois não conseguiram almoçar!?
Os almoços no bandejão, as sobremesas musicais promovidas pelo Jorjão! Nossa, daqui a pouco começo a chorar! Estas lembranças estão tão vivas que custo mesmo a crer que já passaram 25 anos!
Só tenho a agradecer por tudo! Também aproveito a deixa para agradecer aos professores e aos funcionários da escola que tanto nos deram nestes anos! Agradeço às minhas amigas queridas! E vamos nos encontrar com mais frequência! ❤️

Acho que a poesia é essa:
PAISAGENS DO “AÇUDE GRANDE” FIO DENTAL
Jayme Caetno Braun

Eu tenteio mais um amate
olhando o “açude brabo”,
nesse barulhão do diabo
como estrondos de combate,
enquanto o meu cusco late,
pro lado do litoral,
vem cruzando, por sinal,
um lote lindo pelado,
com aquele troço engraçado
que chamam de “fio dental”.

É um barbante colorido,
de cor berrante e moderna,
passado no entrepernas,
e na cintura prendido,
o fio termina escondido
e reparte pelo meio,
pra mim que domo e tropeio,
lidando com qualquer bicho,
o nome certo, é rabicho,
pra segurar o arreio.

Eu sempre usei o palito,
de guanchuma ou pitangueira,
na vivência galponeira
que integra o meu infinito
e não posso achar bonito
algo que assim me confunda;
não há primeira sem segunda-feira
e a quarta sucede a quinta,
porém a graça despinta;

com esse barbante na bunda.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Uma conversa com Seu Zé

Sou uma espiritualista! É, vou no centro espírita, estudo a doutrina, trabalho no passe, mas creio e faço coisas que não constam na Doutrina codificada por Kardec. Acredito em ervas e suas energias seja através de banhos ou chás! Não vejo problemas em utilizar uma imagem ou um amuleto para concentrar o pensamento e ligar-se com o altíssimo. Sei que Deus está nos lugares mais variados da natureza e que seus elementais estão lá para nos auxiliar no que necessitarmos. Nada disso é condenado pela codificação, mas também não é aceita pela federação espírita.
Tenho um pé em cada barca, penso eu algumas vezes! Então começo a ler as obras básicas e livros que falam do surgimento da umbanda e um véu se descortina! Sempre fui no terreiro, sou batizada lá! Sou afilhada de Itagiba  e sinto muita alegria quando estou lá ouvindo os pontos e observando as giras! Compreendo quando alguém diz que devemos andar de pés descalços na grama, tomar um banho de mar e um banho de ervas, sinto toda minha energia renovada quando entro numa cachoeira!  Porque será que pensei que estava com um pé em cada barca?!
Sei que é porque minhas lembranças de infância sobre religiosidade me levam pra um centro umbandista, mas comecei a descobrir o espiritismo num centro espírita e a partir daí procurei mais sobre a umbanda e mais sobre a doutrina espírita. Minha espiritualização tem fundamento nas duas!
No passe que trabalho faço minhas preces para que aqueles que vem em busca de auxílio recebam o que vieram buscar, dou um pouco da minha energia animalizada e o maior "trabalho" fica a cargo da espiritualidade. No centro de umbanda as pessoas podem conversar com o espírito que dá o passe através do médium e desta forma recebe orientações para resolver os problemas que enfrenta.
Sempre gostei de conversar com os guias, ouvir seus conselhos e orientações. Quase nunca perguntava coisas sobre meus problemas, deixava que a intuição me guiasse ou que o guia me dissesse as coisas sem que eu perguntasse, afinal, sempre acreditei (acredito) que tem gente com problemas mais graves para ocupá-los.
Desta forma sempre recebi a orientação de que precisava como "leia mais livros espíritas", "use menos roupas escuras e beba mais água", "estude, prepare-se, tá na hora de trabalhar" ou "fica tranquila nesta idade o coração dói mesmo, mas logo passa"!
Aí que em Campinas fui conhecer seu Zé Pilintra! Um ser de luz que te olha nos olhos e transmite uma grande doçura e um pouco de malandragem! Um ser cheio de alegria e de riso fácil! Começou perguntando se eu estava bem ao que respondi que sim! Ele falou que eu sempre ia no centro e não perguntava ou pedia nada e eu respondi que tinha mais a agradecer e que eles tinham pessoas com mais dificuldades pra ajudar do que eu. Então ele me contou que não existe isso de meu problema e menos grave ou tem menos importância! "Cada um tá na sua caminhada e tem um aprendizado e as dificuldades são importantes para o crescimento não pelo tamanho que elas tem, mas pela forma que cada um passa por elas!"  Algumas vezes o problema é pequeno e ainda assim podemos pedir auxílio para passarmos por ele com mais sabedoria!
Seu Zé me mostrou a mim mesma de uma forma que eu nunca tinha me visto! E cá pra nós precisava me ver assim! Tinha me perdido um pouco de mim! Agora me reencontrei! Retornou a mim uma paz e uma alegria das quais estava com saudade! Uma felicidade que me permitia rir e cantar na rua sem vergonha! Por isso, se me ver na rua sorrindo que nem boba é a minha meditação sorridente, que aprendi em "comer, rezar, amar", a gente sorri com o fígado e com a cara!
E as dúvidas que tenho sobre as barcas estão pouco a pouco se elucidando e creio que logo saberei em qual barca preciso ficar! Sou lhe muito grata seu Zé! Saravá!

Foto do google imagens

terça-feira, 16 de julho de 2019

E aí, e as novidades?

Essa pergunta é corriqueira quando encontramos pessoas que há tempos não vemos! Eu geralmente respondo que não tem nada de novo, tudo mais ou menos igual no vai e vem da vida! Claro que isso só ocorre quando é com pessoas sem muita intimidade ( e aqui o fator tempo não conta muito!). Já quando o encontro é com pessoas com intimidade e laços de amizade profundos essa pergunta não é nem feita, porque pulamos direto pros assuntos que nos fazem gargalhar, pras fotos dos filhos, sobrinhos e cachorros, pras receitas de comidas, bolos e sobremesas, pros comentários da vida amorosa (que deu ou não certo!), pros filmes, livros e séries que estamos assistindo e pras músicas bregas que ouvimos durante a faxina e que nos fez lembrar daquela festa que a gente foi e foi muito louca! E esse laço de afinidade e amizade é fortalecido com uma camada impermeabilizada de amor!
Eu tenho muitas novidades pra contar! Dos perrengues com casa, término de relacionamento, a intenção de voltar a estudar, a prática e os estudos do espiritismo, algumas tristezas da área política e a alegria imensa de poder contar e ver, mesmo que pela rede social, as crianças a minha volta crescendo e sendo felizes! Aliás, estas alegrias, pequenas do dia-a-dia, que são na verdade a felicidade que não percebemos, são sempre colocadas na frente de qualquer treta na minha narração das novidades! Porque meus amigos, eu sei quando vocês estão tristes e sobrecarregados e contar meu problema não vai amenizar o de vocês. Mas falar do quanto meu sobrinho é piadista e que falou uma coisa muito engraçada e sagaz durante o exame de faixa vai te fazer, por dois segundos esquecer a tua tristeza. Quem sabe até depois das bobagens que vamos falar tomando café ou bebendo cerveja tu não volte a olhar teus problemas de um jeito que te faça sentir menos sobrecarregado. Eu sei, eu também choro! Aliás, a primeira coisa que faço é chorar! Até aproveito para perguntar aos amigos que entendem de astrologia, isso seria por causa do meu marte em câncer????? Primeiro eu choro, depois eu brigo e depois eu choro de novo, porque sei lá...
E é justamente porque eu choro que me coloco aqui como um ombro pra ti chorar se quiser! Tenho pra ti um abraço acolhedor, mesmo que seja pelo zap, juro que prometo que faço o melhor para que te sintas acolhido! E se não quiser falar nada, rir de nada, nem chorar e quiser apenas ficar quieto também estou aqui, te percebendo, mandando uma boa vibração, fazendo uma prece e até pesquisando ervas, simpatias e assemelhados pra que tu consigas te re-energizar, te fortalecer e até arrumar um emprego.
Estou aqui pra ouvir as novidades, me alegrar com as tuas conquistas e recordar as coisas boas (e não tão boas!) do passado! Tô aqui pro que der e vier, com ou sem novidades!
Não estava sabendo muito bem sobre o que escrever hoje e essas palavras me vieram assim uma seguida da outra, uma grande inspiração! Fui eu quem escreveu, mas com certeza quem me inspirou sabe que, algum de vocês que me leem talvez precise do meu carinho, abraço, ombro ou acolhimento. Portanto, chama aí, não te acanhe!