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sábado, 12 de novembro de 2011

A Lua cheia de agora pouco...

Oferto para meus amigos apaixonados os lindos e singelos versos de Chiquinha Gonzaga. Certa vez, quando passava a minissérie sobre a compositora, um amigo disse que a maneira que ela tinha de defender suas ideias  o faziam lembrar de mim. Aí de mim ser comparada com estas mulheres tão fortes e tão exemplares! O mesmo amigo disse que algumas falas da Maísa (também na minissérie) faziam-no lembrar da minha pessoa. Fico lisonjeada em ser comparada com figuras da nossa história que possuíam um talento insubstituivel!
Sorte nossa que a beleza da arte e o talento destas duas mulheres brasileiras perduram, sobrevivem ao tempo e permanecem vivos. Admirando a lua cheia que se formava hoje, no tão comentado 11/11/11, não pude deixar de fotografar nosso satélite natural. Nossa Lua! E para exaltar as talentosas mulheres brasileiras reproduzo a canção Lua Branca de Chiquinha Gonzaga. Adoro esta música!

Lua Branca

Ó, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Vem tirar dos olhos meus o pranto
Ai, vem matar essa paixão que anda . comigo
Ai, por quem és, desce do céu, ó, lua branca
Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca
Dá-me o luar de tua compaixão
Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada
E em tua luz então me surpreendias
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
E ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo
Ela partiu, me abandonou assim
Ó, lua branca, por quem és, tem dó de mim
PS.: Como disse ao amigo Vaz (que está me dando dicas sobre fotografia) minha máquina não tem um flash bom e não fotografa muito legal a noite. Por isto peço desculpas pela qualidade da imagem. Espero que gostem!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cecília Meirelles

"Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua."

Cecília Meireles

sexta-feira, 12 de março de 2010

Florbela Espanca

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.


Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!


Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...


Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Poesia de Machado de Assis

Hoje eu descobri que o Machado de Assis também escreveu poesias. Não fazia idéia, mas gostei das que li e, como gosto das histórias machadianas, fiquei fã da poesia também. Transcrevo abaixo uma das que encontrei aqui neste sítio.
"AS ROSAS

A Caetano Filgueiras


Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;

Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.

Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio úmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
Como um elo das almas,

Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas, que sois então? — Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.

Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
Floresceis."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Poesia

Este moço além de um ótimo poeta e contista, é um gato!!!
Deixo Teu Nome nos Muros Caiados - Jaime Vaz Brasil

Soltei meus passos
na rua deserta.
Andei nas trilhas de dentro.

A tua casa
não é mais a casa,
mas mesmo assim fui lá perto.

Tudo faz parte
de tudo que fomos.
Hoje a sudade é uma sombra.

Ah, minha amiga,
escuta esse verso.
Sei que a distância nos une.

Põe Vento Negro a tocar e apanha
aquele beijo perdido.

(Ai, essa noite me trouxe de longe
um cheiro bom de outro tempo).


Aquela estrela
ainda é a mesma,
mas já não sei se me olha.

A tua casa
não é mais a casa,
mas mesmo assim fui lá perto.

Dom Minuano
inventa o inverno
o vinho tinto, a lareira.

E um frio de julho
em nossa janela
espalma as mãos contra o vidro.

Deixo teu nome nos muros caiados
deixo teu nome suspenso.

(Ai, essa noite me trouxe de longe
um cheiro bom de outro tempo).