segunda-feira, 15 de março de 2010

Cecília Meirelles

"Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua."

Cecília Meireles

sexta-feira, 12 de março de 2010

Não corro nem pra pegar ônibus!

Sempre que digo isto as pessoas ficam me olhando meio assim, desconfiadas, como que pensando, que mulher maluca! Mas eu não corro mesmo, me recuso terminantemente a correr seja por qual motivo for. Tá, se vier rolando uma pedra imensa que nem aquela do filme Indiana Jones acho que aí eu corro, mas vai ser por um instinto de sobrevivência.
Porque me recuso a correr?! Não sei direito, mas lembro que desde criança nunca gostei de brincadeira de pegar. Achava um saco ficar correndo atrás dos outros só para depois fazer com que eles corressem atrás de mim e assim sucessiva e cansativamente. Até que jogava futebol com meu primo, mas o espaço era restrito onde fazíamos o nosso "campo". Pra falar a verdade... nunca fui muito chegada, e ainda não sou, em esportes. Nada de voleibol, coisa que as gurias da minha idade adoravam, handebol ou seja lá qual bol mais possa existir.
Não costumava pular corda e o negócio de pular elástico não dava muito certo comigo, porque minhas pernas sempre foram bem curtas. hahaha Mas correr era de todas as modalidades a mais detestada por mim.
Logo que entrei na adolescência dei uma inflada básica. Coisa assim de ter aumentado uns quilinhos assim na região dos peitos e na dos quadris. Meu pai costumava correr pela manhã, e preocupado comigo resolveu que eu ia correr com ele. Daí já viu né? Juntou duas coisas da qual não me agrado muito, acordar cedo e correr. Jura!? Eu o acompanhei algumas vezes, mas caminhando.
No primeiro grau eu roubava um pouquinho quando o professor de educação física mandava correr em volta da quadra de futebol. Isso porque ele ficava perto. Mas no segundo sim. Eu roubava muito! Quando a Eliete, professora de educação física do CAVG, mandava a gente correr e me dizia que eu tinha que ir porque era gordinha, aahhhh! eu saia correndo... de perto dela. E ao chegar uns metros mais a frente, onde ela não me via mais, começava a caminhar. E isto sempre era assim. Não corro mesmo!
E agora que estou na casa dos inta... bem, agora mesmo é que não corro. Se precisar caminhar, caminho. Vou aonde for preciso desde que caminhando. Numa boa. Nada de correr! Andar de bicicleta também não gosto muito. Mas ainda fico mais feliz do que se tiver que correr meia quadra.
Tá certo, sou gordinha mesmo, admito! Mas prefiro gastar meu tempo e queimar calorias com as aulas de dança e caminhadas.Pressa e correria são duas coisas da qual não gosto e não acelero meu tempo não. Pode me chamar de lerda, não tem problema, mas adotei pra mim a filosofia da tartaruga "devagar e sempre". E é ela quem esta certa, não ganha a corrida contra o coelho, mas vive mais de cem anos.

Florbela Espanca

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.


Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!


Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...


Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lembranças da infância

Eu sempre gostei muito de música e de dançar. Mas nas minhas lembranças de infância sempre aparecem três músicas: Lady Laura do Roberto Carlos, O bom menino, do Palhaço Carequinha e Genghis Khan, uma música que não podia faltar jamais nas festas que minha tia Geni sempre fazia para comemorar os aniversários de família. A muito custo consegui encontrar a versão em português da música que era o sucesso das festas de família e nos fazia dançar freneticamente.

O original, com o grupo que eu imagino seja russo chama-se Moskau.

Que saudade que dá ao ouvir estas músicas e lembrar de mim no meio dos primos e tios dançando em roda de mãos dadas e sem pensar em nada. Os olhos da chorona aqui se enchem de lágrimas e o coração fica apertado. Chego a sentir aquela energia!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Parabéns mulher!

No dia internacional da mulher destacar as conquistas e reivindicar os direitos é o mínimo que podia fazer. Primeiro acho importante destacar a nossa condição humana, nosso desejo de um lugar melhor para nossos filhos e netos. Também é importante destacar que nos preocupamos em em deixar filhos e netos amorosos, felizes, educados e amados para este mundo pelo qual lutamos. É necessário pensar em deixar um mundo melhor para nossos filhos e, como diz minha amiga Nina Rosa, "temos que pensar em deixar filhos melhores para o mundo".
Brindando a todas as mulheres compartilho um poema bem bonitinho da Cora Coralina, poetisa de quem gosto muito.

"NÃO SEI...

Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar."

terça-feira, 2 de março de 2010

Testezinho básico para o mês da mulher


Oi!


Fiz o teste para ver qual é o meu jeito de ser mulher. Descobri que sei me cuidar e valorizar o que é realmente importante para mim. Me respeito como sou, com tudo de desafiante e encantador que carrego em mim. Veja mais sobre o meu resultado: http://www.personare.com.br/revista/teste/qual-o-seu-jeito-de-ser-mulher/resultado/3

segunda-feira, 1 de março de 2010

ô seu colibri


O pequenino Beija-flor estava lá, tranquilo em meio as folhagens. Quase não dá pra perceber sua presença. Não pude deixar de lembrar da canção do Pedro Munhoz:
"Música: Seu Colibri
CD: Encantoria
Autor: Pedro Munhoz
Veio um colibri pr’uma visita,
Em meu quintal e o frenesi,
De suas asas fez o sol se refletir
Por entre as cores matinais e escrevi,
Estes meus versos de ocasião.
Na completa emoção do ser,
Pra não ser completamente vão!
Ah, seu colibri, se tu soubesses
Como é bom em tê-lo aqui,
Tão carinhoso com as flores em botão,
Parando o tempo em teu voar parado,
Beijando a flor desta canção.
E entender que o belo é tão simples
Simples é entender o belo então!
Voa colibri, entre as folhagens da varanda,
Livre, pois és cantiga pelo ar,
Na florescência sempre estás,
A carinhar as azaléias ansiosas, ansiosas
Ansiosas no jardim.
Voa colibri, neste universo tão infinito,
No teu bailar que é tão bonito,
Na harmonia do lugar
Que enfeitas, enfeitas,
Enfeitas tudo enfim.
Diz aqui pra mim, pra mim
Quem te ensinou voar, voar
Assim,assim?
Mas diz aqui pra mim, pra mim,
Quem te ensinou.
Diz aqui pra mim quem foi,
Teu primeiro amor?
Teu primeiro beijo e quem foi a flor,
Me diz e quem foi a flor?
Diz aqui pra mim colibri,
Do teu novo amor?
Será a flor-de-lis ou sempre viva
Me diz que se apaixonou?
Seu colibri, casa é sua
Por favor me apareça
Nunca esqueça deste amigo que lhe tem,
Muito respeito e toda admiração,
De coração tenha certeza.
Na completa emoção do ser,
Belo é entender o simples então:
Seja..."