Posso desabafar aqui? Claro, o blog é meu, né? Então...
Sou meio que conselheira sentimental de amigos, adoro ouvir as histórias dos amores, dos encontros, desencontros, dos estudos, do trabalho. Gosto de saber da vida do outro, não me incomodo que as pessoas me falem dos problemas de relacionamento, do que estão passando, de dificuldades. Sei o quanto falar, principalmente para as mulheres faz bem. Os homens não são muito de falar, preferem recolher-se. Mas... cada um a seu jeito encontra uma forma de expor seus sentimentos. E eu gosto de ouvir. Claro, também dou opiniões a respeito, afinal, penso que se estamos dividindo um problema com outra pessoa é porque nos importa o que ela pensa a respeito, é porque queremos sua opinião, seu conselho, sua visão de fora.
Meus amigos contam todo o tipo de problema. É. A coisa vai de brigas em casa, ansiedade com o futuro incerto até a vez que brocharam por estar muito bêbados. Não me incomodo com a diversidade de temas, pelo contrário. O que me incomoda é a monotonia, é a mesma tecla, o mesmo "Ôh! Vida! Ôh! Azar"!
É tão chato esta coisa de pessimismo, de vitimização! A pessoa pode não acreditar em destino ou pré-destinação, mas uma coisa é inegável, não importa a crença, como diz o ditado "só se colhe o que se planta"! Não é a discussão do problema ou a "solidarização" (vamos dizer assim) que tornam a conversa chata e pesada, mas a monopolização e a inércia. Vou exemplificar! Conheço mulheres e homens que reclamam dos seus relacionamentos, dizem que é difícil, que o outro não entende, que não leva a sério, que não quer nada com nada. Só que, eles só reclamam! Não tomam uma atitude para mudar, ficam sempre na mesma tecla! Se pondo no lugar de pobres coitados, incompreendidos pelo mundo. O fato é que esquecem que estão ali por uma escolha deles mesmos e só uma nova escolha mudará a situação. Daí estas mesmas pessoas falam compartilham os problemas e na hora que o amigo vai dizer, "olha não é por aí, melhor agir assim, quem sabe tu faz deste jeito". Ficam bravos! Faz favor né?!
Vejam bem, não é a não divisão. E não considero uma coisa ruim alguém lutar pelo relacionamento, principalmente se ela tem certeza que ama o outro. Neste caso acho que tem que ir pra batalha mesmo! Agora, diz que não dá, não tem solução, não há jeito e continua ali por comodismo... vai querer que eu diga o quê? E se não quer ouvir o que eu penso, não me pergunta! É a velha e boa história do: NÃO QUER SABER, NÃO PERGUNTA!
Respeito o jeito de ser, de pensar, mas... se não pretende mudar, não venha encher meus ouvidos. Porque existem duas escolhas seguir na mesma se lamentando da sorte e afastando quem a cerco ou muda. Mais uma vez a decisão está em suas mãos.
Não pensem mal de mim, escrevo pra mim também, desta forma revejo conceitos, ideias e atitudes. E não pensem que não aconselho que meus amigos escrevam, façam um diário. No entanto... Agora chega! Já disse o que estava me incomodando. Agradeço a atenção dos queridos amigos que leram... ou não. Besitos
Contos de todo o tipo, historinhas da vida real, crônicas do cotidiano, contos, sonhos e desejos, todos mudando conforme as fases da lua.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Amor maduro
Tem um casal de velhinhos que moram no meu condomínio que eu acho muito lindinho! Eles são harmoniosos, ambos magrinhos, os cabelos prateados, simpáticos. Todo o final de tarde vejo os dois sentados em frente ao bloco do seu apartamento tomando chimarrão e conversando. A sensação que tenho ao vê-los é de que aquilo que existe entre eles, é o verdadeiro amor. É sereno, alegre. Não é possível, apenas lhes observando, saber se não há implicâncias ou briguinhas. Aliás, coisas comuns entre casais.
Mas isto não importa! Olho-os e fico pensando: "eles devem estar há muito tempo juntos"! Claro que não consigo evitar um outro pensamento, que vem de assalto e o qual por vezes até me faz ruborizar, pero no és possible impedi-lo de se acercar de mim. E mesmo sem querer admitir, acaba me perguntando terei eu, um dia, quem sabe, um amor maduro, assim?
Geralmente a senhorinha está com um vestido branco de bolinhas preta. Ele costuma sentar-se em cadeiras de praia, de bermudas e sem camisa. Notei que ele está utilizando uma bengala para manter o equilíbrio e ela vai ao lado dele observar o jardim. Tão meigo!
Mas isto não importa! Olho-os e fico pensando: "eles devem estar há muito tempo juntos"! Claro que não consigo evitar um outro pensamento, que vem de assalto e o qual por vezes até me faz ruborizar, pero no és possible impedi-lo de se acercar de mim. E mesmo sem querer admitir, acaba me perguntando terei eu, um dia, quem sabe, um amor maduro, assim?
Geralmente a senhorinha está com um vestido branco de bolinhas preta. Ele costuma sentar-se em cadeiras de praia, de bermudas e sem camisa. Notei que ele está utilizando uma bengala para manter o equilíbrio e ela vai ao lado dele observar o jardim. Tão meigo!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Constatações
Durante minha adolescência passei por um período em que achava mais interessante estar com as mães das minhas amigas do que com a tchurma! Acho que nunca tive paciência para crises existenciais e inconformismo adolescente, mesmo sendo uma. Com isto aprendi muito ouvindo as experiências, vendo exemplos. Observando determinados comportamentos pude fazer, sem dúvidas, escolhas que considero mais acertadas. Mas isto não importa, pois este post não é sobre mim, pelo menos não diretamente.
A verdade é que com 33 anos, solteira, sem filhos e sem ter casado pelo menos uma vez, as pessoas querem saber o que foi que aconteceu comigo. Por um longo tempo me incomodou muito a pergunta: "e o namorado?", "não vai casar, ter filhos?". Me sentia pressionada a fazer as coisas como as pessoas acreditavam ser O NORMAL. Foi daí que me dei conta de que EU NÃO SOU NORMAL! Não sou louca, não rasgo dinheiro e nem como cocô, mas não faço parte da massa que prefere estar infeliz tomando as decisões que o "mundo" considera normal. Escolho as coisas de acordo com meu coração, o que é melhor PARA MIM. É claro que tomar esta atitude incomoda as pessoas e elas vão pensar que tu tem algum problema. Se és mulher e não tem namorado pergunta é: "será lésbica?". Se tem muitos namorados é puta. E por aí vai o desvario. Porque as pessoas não conseguem não se incomodar com o que desconhecem?
Mas, aprendi que não tenho que me preocupar ou me incomodar com o que as pessoas pensam, porque eu não estou nem aí para o que elas pensam. Li uma vez n'algum lugar algo do tipo "o que os outros pensam de ti não te diz respeito!" Portanto... filosofia da vaca*.
O bom de rever as coisas passadas, mesmo aquelas que incomodam ou são feridas (ainda não cicatrizadas), é que conseguimos ter consciência de que o que somos hoje é o resultado das escolhas que fizemos no passado. Como sabemos que nada é permanente ou imutável, se alguma coisa do que somos hoje não é o que queríamos podemos mudar, sempre podemos mudar! O passado não né? Óbvio!
Pode parecer arrogância (não é amigos, não é) mas a verdade é que estou satisfeita com as escolhas que fiz. Tem algumas coisas que quero pra mim hoje, acho que estou preparada. As coisas virão a seu tempo.
Peço desculpas se o texto parece uma viagem e por alguns momentos as ideias se misturam e não tem como entender. O objetivo é que eu consiga me ver através das minhas próprias palavras. São apenas constatações! Porque algumas pessoas reclamam e se vitimizam porque fazem isto ou aquilo e os outros não entendem ou não são o que os outros pensam. Então resolvi olhar pra mim e ver se não estou fazendo O MESMO.
*Filosofia da vaca = cagando e andando! =D
PS.: Reli o texto e percebi que... o post é sobre mim sim.
A verdade é que com 33 anos, solteira, sem filhos e sem ter casado pelo menos uma vez, as pessoas querem saber o que foi que aconteceu comigo. Por um longo tempo me incomodou muito a pergunta: "e o namorado?", "não vai casar, ter filhos?". Me sentia pressionada a fazer as coisas como as pessoas acreditavam ser O NORMAL. Foi daí que me dei conta de que EU NÃO SOU NORMAL! Não sou louca, não rasgo dinheiro e nem como cocô, mas não faço parte da massa que prefere estar infeliz tomando as decisões que o "mundo" considera normal. Escolho as coisas de acordo com meu coração, o que é melhor PARA MIM. É claro que tomar esta atitude incomoda as pessoas e elas vão pensar que tu tem algum problema. Se és mulher e não tem namorado pergunta é: "será lésbica?". Se tem muitos namorados é puta. E por aí vai o desvario. Porque as pessoas não conseguem não se incomodar com o que desconhecem?
Mas, aprendi que não tenho que me preocupar ou me incomodar com o que as pessoas pensam, porque eu não estou nem aí para o que elas pensam. Li uma vez n'algum lugar algo do tipo "o que os outros pensam de ti não te diz respeito!" Portanto... filosofia da vaca*.
O bom de rever as coisas passadas, mesmo aquelas que incomodam ou são feridas (ainda não cicatrizadas), é que conseguimos ter consciência de que o que somos hoje é o resultado das escolhas que fizemos no passado. Como sabemos que nada é permanente ou imutável, se alguma coisa do que somos hoje não é o que queríamos podemos mudar, sempre podemos mudar! O passado não né? Óbvio!
Pode parecer arrogância (não é amigos, não é) mas a verdade é que estou satisfeita com as escolhas que fiz. Tem algumas coisas que quero pra mim hoje, acho que estou preparada. As coisas virão a seu tempo.
Peço desculpas se o texto parece uma viagem e por alguns momentos as ideias se misturam e não tem como entender. O objetivo é que eu consiga me ver através das minhas próprias palavras. São apenas constatações! Porque algumas pessoas reclamam e se vitimizam porque fazem isto ou aquilo e os outros não entendem ou não são o que os outros pensam. Então resolvi olhar pra mim e ver se não estou fazendo O MESMO.
*Filosofia da vaca = cagando e andando! =D
PS.: Reli o texto e percebi que... o post é sobre mim sim.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
"O amor transcende a distância"
A noite foi longa! Saber de tua partida, ver tudo sendo colocado no porta malas apertou meu coração! Os olhos não continham as lágrimas, como um rio que transborda. Tentei o controle emocional, coisa que algumas vezes era descontado na comida.
Lembrei daquele dia, quando pequenina, ouvi tua voz pelo telefone pedindo que eu viesse te encontrar. Nunca contei pra ninguém, acho, mas foi naquele momento que dei-me conta de que não podia continuar morando longe e sozinha. Tudo me fazia falta!
Durante o tempo que morei em Ijuí o CD Luzeiros do Cristiano Quevedo me acalentava a alma, os sonhos e os pensamentos. Em especial havia uma música me fazia chorar e ao mesmo tempo ter a certeza de que o amor... ah! "o amor transcende a distância". Agora, vendo a partida da minha filhota do coração não consigo pensar noutra canção que reflita o que sinto... e lá vem ela novamente! Cristiano Quevedo, nosso ídolo, e sua canção que representa por melodia e poesia o sentimento que tenho e a força dele transpondo qualquer distância.
Lembrei daquele dia, quando pequenina, ouvi tua voz pelo telefone pedindo que eu viesse te encontrar. Nunca contei pra ninguém, acho, mas foi naquele momento que dei-me conta de que não podia continuar morando longe e sozinha. Tudo me fazia falta!
Durante o tempo que morei em Ijuí o CD Luzeiros do Cristiano Quevedo me acalentava a alma, os sonhos e os pensamentos. Em especial havia uma música me fazia chorar e ao mesmo tempo ter a certeza de que o amor... ah! "o amor transcende a distância". Agora, vendo a partida da minha filhota do coração não consigo pensar noutra canção que reflita o que sinto... e lá vem ela novamente! Cristiano Quevedo, nosso ídolo, e sua canção que representa por melodia e poesia o sentimento que tenho e a força dele transpondo qualquer distância.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Não entendo porque aconteceu, então resolvi esquecer
Algumas coisas não se compreende, não tem mesmo como compreender. Tua entrada na minha vida por exemplo, não tem explicação lógica. Eu sempre busco uma explicação lógica pra tudo! Então eu procurei uma explicação por ter me apaixonado por ti, que nunca me notou, mas um belo dia apareceu na minha vida... assim... do nada! E aí veio todo interessado pro meu lado, procurou assunto, quis ficar ao meu lado.
A razão que busco é pelo simples fato de depois deste dia teres sumido. Não culpo a mim mesma. Cansei de me considerar a culpada por tudo! Segui meu coração, meu instinto. Deixei a razão de lado, mandei ela para as cucuias e me expus sem vergonha. Entreguei meu sentimento, procurei por ti, mesmo quando por alguns momentos tinha certeza de que estavas nalgum lugar defendendo ideologias, percorrendo caminhos novos, seguindo os passos do Che. Não te culpo por nada! Fiz o que sentia ser o certo. Fui feliz por algumas horas e se te faz bem, quero que saibas que te saístes muito bem. Enfim... mas depois de ter procurado por ti, sem pudor, vergonha ou medo de levar um não, o silêncio de tua parte me indica que devo deixar aquele momento no passado e seguir adiante. Quem sabe, assim como da segunda vez que nossos caminhos se cruzaram, lá na frente, n'alguma curva do caminho nossas estradas não se cruzem novamente? Por agora é deixar o rio correr, fresco e com suas águas límpidas. Não posso garantir que teu sorriso sairá de minha memória instantaneamente, tampouco que nunca lembrarei da tua voz ou dos teus olhos... mas o fato é que neste momento o melhor a fazer é colocar tudo em uma caixa... deixar lá, no momento certo retira-se a poeira e enxerga-se a verdade. Será como o mar, não o vejo sempre, mas sei de sua força e beleza, estará sempre lá, quando quiser vou vê-lo.
Talvez não estejas entendendo porque te digo tudo isto, sem dizer. É que assim como não posso garantir que te esquecerei, o que seria bom para mim mesma, não tenho como prometer que quando nossas ruas formarem uma encruzilhada continuarei te amando. Não há garantia de nada, por isto não espero nada! Só quero que saibas que o sentimento existiu e foi verdadeiro. Busquei respostas não obtive nada, quis explicações e fiquei apenas com minhas dúvidas e outras incertezas. Não sei porque aconteceu, ainda não percebi a lição que deveria aprender. E como não entendo o motivo pelo qual este amor aconteceu, resolvi esquecer... Ou pelo menos tentar!
A razão que busco é pelo simples fato de depois deste dia teres sumido. Não culpo a mim mesma. Cansei de me considerar a culpada por tudo! Segui meu coração, meu instinto. Deixei a razão de lado, mandei ela para as cucuias e me expus sem vergonha. Entreguei meu sentimento, procurei por ti, mesmo quando por alguns momentos tinha certeza de que estavas nalgum lugar defendendo ideologias, percorrendo caminhos novos, seguindo os passos do Che. Não te culpo por nada! Fiz o que sentia ser o certo. Fui feliz por algumas horas e se te faz bem, quero que saibas que te saístes muito bem. Enfim... mas depois de ter procurado por ti, sem pudor, vergonha ou medo de levar um não, o silêncio de tua parte me indica que devo deixar aquele momento no passado e seguir adiante. Quem sabe, assim como da segunda vez que nossos caminhos se cruzaram, lá na frente, n'alguma curva do caminho nossas estradas não se cruzem novamente? Por agora é deixar o rio correr, fresco e com suas águas límpidas. Não posso garantir que teu sorriso sairá de minha memória instantaneamente, tampouco que nunca lembrarei da tua voz ou dos teus olhos... mas o fato é que neste momento o melhor a fazer é colocar tudo em uma caixa... deixar lá, no momento certo retira-se a poeira e enxerga-se a verdade. Será como o mar, não o vejo sempre, mas sei de sua força e beleza, estará sempre lá, quando quiser vou vê-lo.
Talvez não estejas entendendo porque te digo tudo isto, sem dizer. É que assim como não posso garantir que te esquecerei, o que seria bom para mim mesma, não tenho como prometer que quando nossas ruas formarem uma encruzilhada continuarei te amando. Não há garantia de nada, por isto não espero nada! Só quero que saibas que o sentimento existiu e foi verdadeiro. Busquei respostas não obtive nada, quis explicações e fiquei apenas com minhas dúvidas e outras incertezas. Não sei porque aconteceu, ainda não percebi a lição que deveria aprender. E como não entendo o motivo pelo qual este amor aconteceu, resolvi esquecer... Ou pelo menos tentar!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A falta que eu já sinto
Sei que partir é sempre mais difícil que chegar. Mas, talvez o mais difícil seja ver alguém que se ama ir. Despedidas para mim sempre são sofridas, sempre há lágrimas! Quando morei fora de Pelotas, toda vez que vinha era uma alegria. Bastava o ônibus sair da rodoviária de Porto Alegre e eu passava a me sentir em casa. Quando vinha por Santa Maria a chegada em Canguçu prenunciava minha casa, minha gente...
Esta madrugada meu irmão voltou para nos visitar. A alegria de sua chegada mescla nossos olhares e nossos corações de uma pequena melancolia. A felicidade de vê-lo chegando e receber seu abraço anuncia uma nova partida, ainda mais dolorosa!
Existem filhos que nascem no coração. O útero é o aparelho que forma e expele pro mundo o recém nascido, o coração é quem o acolhe. É com base nele que protegemos e amamos. Para amar precisa ter coração, para ser mãe... para ser mãe é preciso muito mais coração...
Minha filha do coração nasceu prematura há 8 anos, 9 meses e cinco dias. Eu não estava perto fisicamente mas meu coração estava na mesma constância, batimentos sincronizados. Minha filha do coração é a coisa mais linda que poderia ter acontecido na vida da minha família inteira. Seu amor incondicional por cada um dos seus Familiares, como ela mesma diz é incontestável.
Receber meu irmão na sua volta é ótimo, mas faz com que eu pense num assunto que estou adiando propositadamente. Não quero pensar na partida. Na falta que irei sentir de preparar a merenda, de dizer pra que coma de boca fechada e perguntar como foi a aula. Meu coração parte só de pensar que daqui duas semanas ela irá para outro estado. Como toda a mãe sei que "os filhos são do mundo", e como toda a mãe também... é impossível não sofrer com a separação. A sorte é que ela tem duas mães... a primeira e a segunda, que sou eu. E sei que a primeira cuida muito bem dela, junto com o pai.
Será impossível conter as lágrimas... a única certeza que tenho é que a saudade se aconchegará num cantinho recôndito do meu coração de segunda mãe. A minha sorte é que mãe de coração não tem problemas de fertilidade, como disse, o útero apenas forma e expele o bebê o coração é o verdadeiro responsável pela maternidade. E como sou mãe de coração, tenho outras filhas e filhos. Mas tanto eu, como meus filhos de coração sentiremos uma imensa saudade da primeira, porque ela será sempre a primeira, nunca a próxima!
PS.: Parei de escrever se não ia causar um curto circuito com as lágrimas saltando no teclado, no monitor, inundando a sala, afogando a colega de trabalho...
Esta madrugada meu irmão voltou para nos visitar. A alegria de sua chegada mescla nossos olhares e nossos corações de uma pequena melancolia. A felicidade de vê-lo chegando e receber seu abraço anuncia uma nova partida, ainda mais dolorosa!
Existem filhos que nascem no coração. O útero é o aparelho que forma e expele pro mundo o recém nascido, o coração é quem o acolhe. É com base nele que protegemos e amamos. Para amar precisa ter coração, para ser mãe... para ser mãe é preciso muito mais coração...
Minha filha do coração nasceu prematura há 8 anos, 9 meses e cinco dias. Eu não estava perto fisicamente mas meu coração estava na mesma constância, batimentos sincronizados. Minha filha do coração é a coisa mais linda que poderia ter acontecido na vida da minha família inteira. Seu amor incondicional por cada um dos seus Familiares, como ela mesma diz é incontestável.
Receber meu irmão na sua volta é ótimo, mas faz com que eu pense num assunto que estou adiando propositadamente. Não quero pensar na partida. Na falta que irei sentir de preparar a merenda, de dizer pra que coma de boca fechada e perguntar como foi a aula. Meu coração parte só de pensar que daqui duas semanas ela irá para outro estado. Como toda a mãe sei que "os filhos são do mundo", e como toda a mãe também... é impossível não sofrer com a separação. A sorte é que ela tem duas mães... a primeira e a segunda, que sou eu. E sei que a primeira cuida muito bem dela, junto com o pai.
Será impossível conter as lágrimas... a única certeza que tenho é que a saudade se aconchegará num cantinho recôndito do meu coração de segunda mãe. A minha sorte é que mãe de coração não tem problemas de fertilidade, como disse, o útero apenas forma e expele o bebê o coração é o verdadeiro responsável pela maternidade. E como sou mãe de coração, tenho outras filhas e filhos. Mas tanto eu, como meus filhos de coração sentiremos uma imensa saudade da primeira, porque ela será sempre a primeira, nunca a próxima!
PS.: Parei de escrever se não ia causar um curto circuito com as lágrimas saltando no teclado, no monitor, inundando a sala, afogando a colega de trabalho...
sábado, 4 de dezembro de 2010
"Elas gostam de apanhar" dizia Nelson Rodrigues
Um dos meus autores favoritos é o Nelson Rodrigues, alguns que me conhecem já sabem disso, claro. Assim como aqueles que me conhecem pelo meu jeito contestador e revoltado com o machismo e os preconceitos me dizem, tu gostas de Nelson Rodrigues? Como?
Eu explico, gosto do que ele escreveu na vida como ela é, gosto das personagens e dos temas que ele trata. É certo de que ele era moralista, que tinha alguns preconceitos e era machista, como não ser naquela época? Mais perguntas eles me fazem quando lembram da expressão: "toda mulher gosta de apanhar". Completando o questionamento com a perguntinha cretina, Tu gostas de apanhar? Sempre respondo, a verdade é que ele disse "nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais". E eu sou, assumidamente, ANORMAL!
A verdade é que quando ele falava assim se referia a uma questão sexual. Nelson Rodrigues falava da mulher reprimida que quando podia liberava tudo, geralmente na cama. Quanto a isto cabe aqui a frase "ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível".
Mas o fato que realmente me levou a escrever este texto é aquela velha questão do tal "um tapinha não dói". Sei que quando Nelson Rodrigues se referia as mulheres que gostam de apanhar, esta fala tinha uma conotação sexual, induz a pensar que este gosto seja para a cama. Como anormal que sou, digo logo que não aceito tapas ou coisa que o valha nem no quarto, quanto mais noutro lugar da casa. Mas conheço sim mulheres que admitem gostar de apanhar na hora H.
Numa época em que cada vez mais seja necessário criar campanhas para defender e lutar pelo #FimDaViolênciaContraMulher acabo pensando que aceitar um tapa na hora h é admitir que outros tapas possam acontecer noutros momentos. Desta vez eu concordo com o Nelson Rodrigues, quando ele diz que "o homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor".
Como saber o limite que separa o tapinha da hora H do empurrão na cozinha? Há como distinguir?
Na minha opinião não dá, pra mim um tapa é um ato de violência, independente do momento. Por isto continuarei sempre fã do Nelson, acho que ele é um ótimo escritor e conhecia a alma humana e continuarei lutando pelo #FimDaViolênciaContraMulher! E com certeza isto não é contradição! "Elas gostam de apanhar", mas eu não!
Eu explico, gosto do que ele escreveu na vida como ela é, gosto das personagens e dos temas que ele trata. É certo de que ele era moralista, que tinha alguns preconceitos e era machista, como não ser naquela época? Mais perguntas eles me fazem quando lembram da expressão: "toda mulher gosta de apanhar". Completando o questionamento com a perguntinha cretina, Tu gostas de apanhar? Sempre respondo, a verdade é que ele disse "nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais". E eu sou, assumidamente, ANORMAL!
A verdade é que quando ele falava assim se referia a uma questão sexual. Nelson Rodrigues falava da mulher reprimida que quando podia liberava tudo, geralmente na cama. Quanto a isto cabe aqui a frase "ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível".
Mas o fato que realmente me levou a escrever este texto é aquela velha questão do tal "um tapinha não dói". Sei que quando Nelson Rodrigues se referia as mulheres que gostam de apanhar, esta fala tinha uma conotação sexual, induz a pensar que este gosto seja para a cama. Como anormal que sou, digo logo que não aceito tapas ou coisa que o valha nem no quarto, quanto mais noutro lugar da casa. Mas conheço sim mulheres que admitem gostar de apanhar na hora H.
Numa época em que cada vez mais seja necessário criar campanhas para defender e lutar pelo #FimDaViolênciaContraMulher acabo pensando que aceitar um tapa na hora h é admitir que outros tapas possam acontecer noutros momentos. Desta vez eu concordo com o Nelson Rodrigues, quando ele diz que "o homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor".
Como saber o limite que separa o tapinha da hora H do empurrão na cozinha? Há como distinguir?
Na minha opinião não dá, pra mim um tapa é um ato de violência, independente do momento. Por isto continuarei sempre fã do Nelson, acho que ele é um ótimo escritor e conhecia a alma humana e continuarei lutando pelo #FimDaViolênciaContraMulher! E com certeza isto não é contradição! "Elas gostam de apanhar", mas eu não!
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