segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fase de introspecção

Nestes últimos dias o corre-corre não permitiu postagens como eu gostaria de fazer. Foram períodos sem internet, outros sem tempo e outros aproveitando o prazer de estar ao lado de pessoas que amo.  Não vou só reclamar que os dias estão "mais curtos" como se diz a torto e a direito, até porque muito da minha falta de tempo é um pouco de preguiça, desorganização, enfim... 

Mas o lado bom é que períodos introspectivos ajudam no autoconhecimento. Também tem a fase da mudança, mudança interna, mudança externa, mudança de casa. 

Aos poucos as coisas vão entrando nos eixos e tomando seu lugar, mas por enquanto é fase de limpeza, organização e adaptação. 
Pretendo não ficar mais tanto tempo sem mostrar minhas formas por aqui. 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Paixonite de infância

Hoje quando fui buscar minha sobrinha na escola dois coleguinhas dela começaram a cantar "é o amor" numa alusão a paixonite que ambos tem por ela. Outro diz diz que eles brigaram porque os dois gostam dela. Mas ela não quer saber de nenhum deles. Assistindo a cena acabei, inevitavelmente lembrando de três colegas da segunda série que cantavam o tempo todo na minha volta uma música do extinto grupo Dominó e que traduzia sua sensação de tristeza por eu não corresponder seus sentimentos.
Uma tagarela como eu sempre tinha papo com todos da sala, não precisava que ninguém respondesse, bastava estar do lado escutando meu monólogo incansável. Então eu conversava com os colegas concentrados e com os "terríveis" da sala, no caso dois Leonardos e um Cristiano. É engraçado que eles gostavam de mim e supunham, lá com seus botões, que eu gostavam de algum deles, é claro. Ainda mais que eu sentava numa carteira próxima e conversava com eles.
Um dia antes de sair da sala para o recreio eles vieram os três juntos para saber, afinal de contas de qual deles eu gostava. Nunca fui uma pessoa de enrolar. Digo logo o que sinto ou não sinto, sem enrolação. Naquela época não era diferente.
Um dos Leonardos foi quem disse que queria falar comigo. O Leonardo era meu colega desde a primeira série. O outro Leonardo chegou depois transferido de outra escola e com uma fama de aluno mal comportado. O Cristiano também não tinha lá uma fama das melhores. Apesar de todos terem algum problema de comportamento, o que hoje considero apenas uma enorme energia e um comportamento compatível com o fato de serem crianças, todos tinham boas notas. O colega chegou dizendo de forma incisiva que eu tinha que decidir de qual dos três eu gostava.
Na época acho que não arqueava a sobrancelha, ainda, mas se o fizesse com certeza neste momento ela devia estar nas alturas. Mas nem deu tempo de uma resposta desaforada porque os outros me cercaram dizendo que era verdade e eu tinha que dizer de quem eu gostava, que tinha que decidir. Então eu decidi mui categoricamente e com uma gentileza sem tamanho...
_ Eu não gosto de nenhum dos três e nem temos idade para este tipo de coisa.
Depois desta resposta toda vez que eles se aproximavam era pra cantar "mas ela não gosta de mim/ vive me dizendo não/ nem tem pena do meu coração/Que só vive nessa ilusão". Confesso que ficava bem vaidosa, principalmente porque adorava o grupo Dominó.
Esta lembrança estava quase esquecida, não fossem os coleguinhas da Larissa saírem pela rua cantando pra ela, talvez não fosse lembrar disso tão cedo. Fiquei com vontade de escutar o Dominó.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A formiguinha e o elefante

Quando eu era pequena passei muitas tardes da minha infância na casa do tio Lauro e da tia Marli, com o Laudemir, o Miguel e a Maribel. Pra casa deles eu ia de caçamba quando o tio ia lá em casa me pegar e quando eu queria voltar pra casa cantava Lady Laura do Roberto Carlos, numa versão minha mudando Laura por  Lauro.
Foi numa destas tardes que a tia Marli me contou a história da formiguinha e do elefante.  Não sei se isto é uma fábula safada (uma safábula, diria a Jannah) ou se é realmente uma história de crianças que foi subvertida por adultos maliciosos. Pesquisando no google (óbvio haha) vi que tem uma porção de historinhas sobre a formiguinha e o elefante, demorei e encontrei num blog a versão da tia Marli que diz o seguinte:
Certa vez uma formiguinha precisava atravessar um riacho, mas sozinha corria o risco de afogar-se pois era muito fundo. Então que entra na água um elefante a quem a formiga pede ajuda.
_Ei amigo elefante eu preciso atravessar o riacho, mas sou muito pequena, pode me ajudar?
Logo o paquiderme responde:
_Claro suba nas minhas costas e te dou uma carona.
Ela mais que ligeiro se coloca no lombo do elefante e fica bem firme. Quando chegam do outro lado a formiguinha agradece ao amigo.
_Obrigada amiga, muito obrigada você salvou minha vida!
E o elefante mais que ligeiro retruca:
_Obrigado nada, pode baixando as calcinhas!

Não é uma história muito própria pra crianças eu acho. Mas na época que ouvi pela primeira vez se quer podia dar qualquer conotação maliciosa. Devo ter levado pelo menos uns 15 anos pra entender a história.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Lua cheia é poesia!


"Pra poesia,
em noite escura, 
basta luz do poste 
refletindo em poça d'água." Nilza Menezes
Ou a lua cheia refletida numa janela da vizinhança! ;)

"Cada onda
reflete na areia
a nova lua cheia" Alice Ruiz

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Deixe-me nascer"

Minha prima Graziele e eu sempre estamos conversando e trocando ideias sobre os mais variados temas. Geralmente quando falamos sobre um assunto surgem inúmeras coisas relacionadas a ele ou outras pessoas vem falar sobre a mesma coisa. Isto aconteceu quando conversamos sobre o aborto e todas os debates que vinham ocorrendo seguidamente por conta do tal "estatuto do nascituro".
No dia que comentamos o assunto fui comprar um livro de aniversário pro meu pai e encontrei um livro psicografado pelo espírito Luiz Sérgio chamado Deixe-me viver. Comprei o livro porque na contracapa o resumo era mais ou menos o que eu penso a respeito da escolha pela maternidade. Mas ao começar a ler o livro não consegui encontrar aquela linha de raciocínio presente no resumo. Ainda não conclui a leitura, mas estou quase lá. Confesso que achei o texto do Luiz Sérgio muito rebuscado e não gostei muito.
Complementando as questões do aborto encontro no youtube o belíssimo filme d'Os Espíritos. Um filme lindo que destaca o livre arbítrio, causa e consequência, o que é Deus, a importância das relações familiares e de amizades e trata a questão do aborto com delicadeza, verdade e de forma direta. Para os espíritas a evolução e o aprendizado só se dá através das reencarnações, como bem disse a personagem de Nelson Xavier, Dr. Levi "tudo passa pelas portas da maternidade".

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Nos nossos caminhos

Eu cumprimento  tanta gente no caminho que faço de casa até o trabalho que quando não encontro alguma delas sinto meu dia incompleto. São pessoas que não conheço, gente comum que tá indo para o trabalho também, ou outras que vem, outras tantas que estão no seu trabalho, já desempenhando seus afazeres. Sempre tive o costume de começar a cumprimentar as pessoas que vejo duas ou três vezes no mesmo caminho.
Com estes frios grandes que tem feito não tenho encontrado um senhor que se exercita em frente ao prédio onde mora. Não sei o nome dele, mas posso dizer com toda a certeza de que, das primeiras vezes que o vi até agora seu caminhar esta mais firme.  Sua idade pra mim é uma grande incógnita, mas sei que ele se recupera de algum tipo de doença que sofreu, um avc ou talvez um infarto (não sei). Das primeiras vezes que eu o encontrei na vinda pro trabalho ele seu caminhar era cambaleante e inseguro, precisava agarrar-se na grade, como uma criança que está iniciando a caminhar, sob o olhar vigilante da esposa. Agora, meses depois, com muita persistência ele já anda com mais firmeza, sem segurar-se na grade, usando como apoio uma bengala.
Uns dias atrás ele perguntou se eu tinha percebido a sua melhora. E arrematou dizendo que quando estiver caminhando como eu ficará feliz. Não duvido nadinha que logo-logo chegará este dia.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Tenho sede"

Vou sentir saudade do xodó que a sanfona do Dominguinhos fazia aos meus ouvidos.  Sou o tipo de pessoa que vê coisas sempre com um viés muito meu. Por exemplo, o livro "O pequeno príncipe" na minha visão tem vários toques que se afinam a doutrina espírita. As músicas do Dominguinhos pra mim são românticas demais. Curto o balanço gostoso da sanfona dele. Daqui um tempo, com certeza ela estará tocando em dueto com o Gonzagão. Que Dominguinhos tenha muita luz!

"Tenho Sede (Dominguinhos)
Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem o teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede o teu amor
Se não me deres posso até morrer"

Foto google imagens.