Contos de todo o tipo, historinhas da vida real, crônicas do cotidiano, contos, sonhos e desejos, todos mudando conforme as fases da lua.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Recebi flores lindas de presente
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Otimismo e boa vontade
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| Gerbera é uma das minhas flores favoritas pelas suas cores vibrantes! |
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| Os mosquitinhos dão vida quando usados como coadjuvantes nos buquês. Mas são singelos e belos solitos! |
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| Prímula era uma das quais não conhecia! Me apaixonei! |
| Helicônias são exóticas! |
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Ramalhete #Primavera
Passei muito tempo da minha infância com ela, por aqui ou lá fora no Piratinizinho, como dizia o Vilmar, filho dela. Foi um tempo muito bom, do qual tenho saudade e vez por outra conto aqui.
A vó Didi sempre me fazia um ramalhete com esta... não sei se é uma flor isto, mas ela juntava algumas e com o talinho fazia um laço. Eu adorava aquele presentinho tão singelo e carinhoso!
Dedico a canção a todos os meus amigos, aqueles que estão bem pertinho, aqueles que estão morando longe, aqueles que partiram. Longe ou perto, vendo diariamente ou levando anos, fiquem sabendo que guardo todos vocês no coração! E daqui ninguém tira, vocês estão seguros!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
#Primavera - Vejo flores em você
Ela nasceu do nada. Como se fosse o Alecrim, nasceu sem ser semeada! É muito delicada! Começou em um pé, mas este ano apareceu outro, pouca coisa mais adiante, no costadinho do murinho que cerca a área lá de casa.
A natureza! Ah! a natureza!
Minha mãe, mesmo sem saber de que planta se tratava não quis arrancá-la. Não se arrependeu! Realmente é uma florzinha muito bonitinha.
Caso siga assim, ano que vem teremos outra muda e se assim suceder vamos ter uma área cercada destas flores do campo.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
#Primavera e as lindas #FloresDoCampo
Eu nunca comi os bibis que postei alguns dias atrás, e como disse meu amigo Vaz, com o uso de agrotóxicos tão comum hoje em dia fico meio receosa de prová-los. Estas histórias das flores me fazem lembrar quando eu era criança e a minha mãe me contava que tomava banho de valeta. Eu ficava imaginando como é que ela e as minhas tias tinham coragem de se jogar naquelas águas. Demorei muito tempo até entender que na época em que a minha mãe morava no mato, localizado aonde hoje é o bairro Dunas, as águas que corriam nas valas, hoje cheias de lodo e insetos, naquela época eram apenas a chuva.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
#Primavera perfumada
É tanto cheiro bom no campo! E as formas e cores das flores sempre me surpreendem!
Se internet tivesse cheiro, estaríamos inebriados com o perfume destas belíssimas espécies.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Bibi - #Primavera com flores do Campo
Esta florzinha das fotografias, em especial, são flores da infância dos meus pais, são parte da história da minha Vó Mália. Eles me contaram que comiam as batatinhas dos bibis. Meu pai disse que comia crua. Minha mãe e minha vó disseram que elas cozinhavam os bibis para comer. A mãe disse que a batatinha tem sabor semelhante ao pinhão.
Minha vó, depois de adulta, jamais comeria tal iguaria. Ela não come carne de caça, tampouco comeria bibi. Galinhas e frangos criados em casa não são comidos por ela. Preás, tatu ou outro animal deste tipo provocam um certo nojo nela.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
#Primavera, as duas flores de Castro Alves
AS DUAS FLORES
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
#Primavera e as flores do campo seguem regadas a poesia
Livros e flores
Machado de Assis
Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?
Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?
Augusto Branco
As pessoas são muito reativas: costumam retribuir exatamente aquilo que recebem. Retribuem o bem com o bem, e o mal com o mal. Mas tu, para seres imensamente feliz, procederás diferente:
Retribua com flores a todas as pedras que te atirarem.
Haverá um momento em que as pedras de teus inimigos acabarão, e assim eles só poderão atirar em você as próprias flores que receberam de ti.
Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
#Primavera, Cecilia Meireles
Delicadas florezinhas do campo. Elas são tão pequeninas, mas tão belas!
Primavera
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Esta é uma
primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e
só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores,
com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem
dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Primavera
Cecília
Meireles
A primavera chegará, mesmo que
ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para
recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da
mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a
preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e
deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e
todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Texto extraído do livro "Cecília
Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de
Janeiro, 1998, pág. 366.
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