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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Recebi flores lindas de presente

Eu acredito que o mundo devolve aquilo que a gente dá, umas semanas atrás distribui flores para os amigos, e na quarta feira recebi umas belezucas do Vaz. Amei! Dente de Leão, Flor de maracujá (do mato) e florzinha do campo. Sinto-me infinitamente agradecida.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Otimismo e boa vontade

Gerbera é uma das minhas flores favoritas pelas suas cores vibrantes!
Embora eu seja otimista não vivo no "jogo do contente" tal qual a Poliana. No meu entendimento ser otimista é acreditar que as coisas vão mudar, que elas são boas e que tudo tem um aprendizado. Não é apenas ver o lado bom e pronto. É também compreender que existem coisas erradas ou ruins e analisar para entender e mudar, se é o que queremos. Para mudar é necessário boa vontade. Não vou falar sobre o livro, pois eu não o li. Não considero muito que Poliana seja uma resignada. Sei lá, o que considero como resignação é não lutar contra o que não pode ser mudado, e não se desgastar tentando voltar o tempo ou modificar um fato consumado. Mas resignar-se, aceitar que aquilo é como é, não significa ficar inerte. Eu posso aceitar que minha família é pobre e não vão poder pagar uma faculdade cara pra mim. Resigno-me, aceito. No entanto, tem outras maneiras para chegar ao estudo que quero tentando bolsa de estudos, trabalhando no dia e estudando a noite, enfim... Resignar-se não é acomodar-se. Pelo menos eu penso assim.
Os mosquitinhos dão vida quando usados como coadjuvantes nos buquês. Mas são singelos e belos solitos!
Por isto, decidi, há algum tempo que serei positiva, otimista. Cortei palavras e gírias que não tem um significado bom. Por exemplo, porque dizer "pior" quando posso dizer "é verdade" e "realmente"? Não divulgo notícias tristes, embora algumas vezes faça comentários ou críticas a respeito de alguns aspectos da mesma. Faço todo o possível para ser coerente e agir conforme as coisas que eu digo. Vigio meus pensamentos e mando pra bem longe intrusos que tentar dar vazão a tristeza, discórdia ou desconfianças. Neste coco quem manda sou eu. Procuro ser grata a tudo e principalmente ser grata com aqueles que gostam de mim, pois não tem tesouro mais valioso que carinho e amor. Divulgo iniciativas fraternas e caritativas de todo o tipo.
Prímula era uma das quais não conhecia! Me apaixonei!
Eu acredito na humanidade. Reconheço que tem coisas erradas e algumas pessoas perdidas achando que estão fazendo grandes progressos pessoais prejudicando outros. São uma minoria, mas ganham destaque porque geralmente são ousados e prejudicam muitos. O fato destes existirem não podem balançar as minhas crenças e convicções, por isso é preciso agir e eu decidi mudar as coisas em mim para ver o mundo com outros olhos. Aceitar as coisas e buscar a simplicidade é um passo importante na minha caminhada.
Helicônias são exóticas!
Nestes últimos dias estamos no final da campanha pelas eleições presidenciais e para governador. O povo tá descontrolado tanto de um lado como de outro. São muitas acusações, diz-que-me-disse, palavrório e promessas vazias. Respeito a decisão de cada um quanto ao seu voto, mas preferi me abster. Decepcionei-me muito com a política nos últimos anos, quem me conhece sabe que são muitos os motivos. E ainda tem as coligações que não me descem na goela tamanha incoerência que apresentam. Então uma amiga lançou uma campanha linda em que se "dá flores" aos amigos. Eu que adoro flores de todo tipo entrei contudo e descobri flores maravilhosas das quais nunca tinha ouvido falar ou visto. Embora as previsões de muitos problemas no futuro, seja com qual candidato eleito, eu opto pela esperança de que breve as coisas irão mudar. Principalmente porque sei que as pessoas estão se conscientizando. Sendo assim ofereço flores a vocês para colorir e perfumar seus dias!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ramalhete #Primavera

Eu tive uma vó adotiva que partiu há uns 19 anos eu acho. A vó Didi era minha vizinha, morreu um ano depois que eu completei 15 anos, se não me engano dois dias depois do meu aniversário de 16. Fiquei bem triste, pois apesar de não existir um laço de sangue, ela era minha vó e existia um laço de amor, um laço de coração que nos unia e ligava, pra sempre.
Passei muito tempo da minha infância com ela, por aqui ou lá fora no Piratinizinho, como dizia o Vilmar, filho dela. Foi um tempo muito bom, do qual tenho saudade e vez por outra conto aqui.
A vó Didi sempre me fazia um ramalhete com esta... não sei se é uma flor isto, mas ela juntava algumas e com o talinho fazia um laço. Eu adorava aquele presentinho tão singelo e carinhoso!

Lá fora encontrei as mesmas plantinhas e na mesma hora lembrei da vó Didi, dos verões deitada embaixo da arueira, escutando rádio de pilha e olhando as nuvens no céu. Não pensava em nada, apenas aproveitava aquele momento mágico em que um simples pensamento me levava para qualquer lugar, bastava imaginar.
Ser criança é bom demais! Ainda bem que eu aproveitei o tempo e, principalmente, ainda bem que eu aproveitei a companhia das pessoas que estiveram comigo neste período. Algumas já partiram, mas a gente se encontra. Como diz a música do Milton Nascimento "Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar!"
Dedico a canção a todos os meus amigos, aqueles que estão bem pertinho, aqueles que estão morando longe, aqueles que partiram. Longe ou perto, vendo diariamente ou levando anos, fiquem sabendo que guardo todos vocês no coração! E daqui ninguém tira, vocês estão seguros!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

#Primavera - Vejo flores em você




Ela nasceu do nada. Como se fosse o Alecrim, nasceu sem ser semeada! É muito delicada! Começou em um pé, mas este ano apareceu outro, pouca coisa mais adiante, no costadinho do murinho que cerca a área lá de casa.
A natureza! Ah! a natureza!
Minha mãe, mesmo sem saber de que planta se tratava não quis arrancá-la. Não se arrependeu! Realmente é uma florzinha muito bonitinha.
Caso siga assim, ano que vem teremos outra muda e se assim suceder vamos ter uma área cercada destas flores do campo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

#Primavera e as lindas #FloresDoCampo

A variedade é tanta que já nem sei mais quais as flores que já fotografei e esqueço os nomes também. Quando criança meu primo costumava comer estas florezinhas. Eu também comi, são docinhas. Mas acho muito mais belas do que saborosas, pra ser sincera.
Eu nunca comi os bibis que postei alguns dias atrás, e como disse meu amigo Vaz, com o uso de agrotóxicos tão comum hoje em dia fico meio receosa de prová-los. Estas histórias das flores me fazem lembrar quando eu era criança e a minha mãe me contava que tomava banho de valeta. Eu ficava imaginando como é que ela e as minhas tias tinham coragem de se jogar naquelas águas. Demorei muito tempo até entender que na época em que a minha mãe morava no mato, localizado aonde hoje é o bairro Dunas, as águas que corriam nas valas, hoje cheias de lodo e insetos, naquela época eram apenas a chuva.

Para prevenir-se de algum possível mal ocasionado pela água da valeta elas bebiam um cházinho de macela. É tanta história boa nesta minha família que falta tempo pra escrever tudo. Esta história dos banhos de valeta eu já contei aqui. Mas estou falando de flores, não é mesmo? Então... naquela época, quando eu era criança e um pouquinho antes, quando a minha mami era  guriazinha, havia muito mais flores nos campos. Eram tantas e eu gostava tanto que enchia a mesa da professora com as flores do campo que ia colhendo no caminho da minha casa até a escola.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

#Primavera perfumada


Queria ser capaz de reproduzir o perfume maravilhoso que esta flor espalha pelos campos. Minha flor favorita, pelo odor que despeja próximo de onde está é o jasmim, mas outras flores conseguem me fazer ficar horas farejando que nem cachorro. O Manacá, por exemplo, é uma delas. Lá em casa a gente chama de jasminzinho, pois o cheiro é bem parecido com o do jasmim. A Madressilva, que se não me falha a memória é esta aí de cima. Claro que as rosas, embora não falem, são como dizem a rainha dos jardins.
É tanto cheiro bom no campo! E as formas e cores das flores sempre me surpreendem!
Se internet tivesse cheiro, estaríamos inebriados com o perfume destas belíssimas espécies.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Bibi - #Primavera com flores do Campo

É impossível ver esta florzinha roxa colorindo o gramado sem pensar no dito popular  "o amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas". Eu, como brega assumida que sou, não nego que sinto-me um pouco trouxa quando observo as minhas caras diante das pessoas que amo. Acho muito comovente o sorriso de uma criança, a lágrima de um idoso lembrando das suas vivências. Muitas vezes, na maioria das vezes eu me sinto uma pessoa muito dura, minhas atitudes são rígidas e minhas palavras são ríspidas. Não sempre, claro! Mas são. E eu sou uma baita contradição sou dura, ríspida e rígida, mas choro por tudo e por nada. Tenho uma flor roxa no coração e sinto-me honrada e feliz por tê-la.

Esta florzinha das fotografias, em especial, são flores da infância dos meus pais, são parte da história da minha Vó Mália. Eles me contaram que comiam as batatinhas dos bibis. Meu pai disse que comia crua. Minha mãe e minha vó disseram que elas cozinhavam os bibis para comer. A mãe disse que a batatinha tem sabor semelhante ao pinhão.
Minha vó, depois de adulta, jamais comeria tal iguaria. Ela não come carne de caça, tampouco comeria bibi. Galinhas e frangos criados em casa não são comidos por ela. Preás, tatu ou outro animal deste tipo provocam um certo nojo nela.

Mas ela me contou que quando criança comia os bibis.
Ficou muito lindo o nosso jardim com estas flores. Acabei perdendo a oportunidade de deitar-me na grama e tirar uma fotografia em meio aos bibis da infância dos meus familiares. Que nasçam muitos bibis nos nossos jardins e muito mais flores roxas nos nossos corações. Falando nisso... beijo no coração de cada um de vocês!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

#Primavera, as duas flores de Castro Alves

AS DUAS FLORES

São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
 Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

#Primavera e as flores do campo seguem regadas a poesia


Livros e flores
Machado de Assis

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?




Pedras e Flores
Augusto Branco

As pessoas são muito reativas: costumam retribuir exatamente aquilo que recebem. Retribuem o bem com o bem, e o mal com o mal. Mas tu, para seres imensamente feliz, procederás diferente:

Retribua com flores a todas as pedras que te atirarem.

Haverá um momento em que as pedras de teus inimigos acabarão, e assim eles só poderão atirar em você as próprias flores que receberam de ti.


Teu Segredo
Clarice Lispector

Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

#Primavera, Cecilia Meireles

Delicadas florezinhas do campo. Elas são tão pequeninas, mas tão belas!

Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.