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domingo, 6 de outubro de 2019

Epílogo

Epílogo é um capítulo extra, após o "the end", e nos conta como as personagens seguiram "a sua vida"! Ele traz aqueles detalhes que ficamos curiosos para saber quando o livro acaba! Aquela pergunta "será que a Cinderela e o príncipe foram mesmo felizes para sempre ou ela acabou indo de volta para o borralho?" A verdade é que os ciclos se  fecham e as histórias seguem acontecendo! Na vida sempre tem  epílogo! E como eu sou espírita acredito que depois da morte também tem!
Essa foto representa minha alegria restaurada! E essa felicidade não tem nada a ver com as cachaças!
Quando estava no final do meu relacionamento ficava pensando como seria minha vida depois do fim. Como que eu ficaria, como reagiria ao ver meu ex com outra pessoa. Confesso que essa foi uma grande parte do meu sofrimento, e também dos argumentos que usava comigo mesma para adiar o rompimento definitivo. Eu sabia que esse passo teria que ser dado por mim, pois no meu entender o outro já tinha deixado claro que não queria mais. Mas eu tinha esperança de que "acordasse" e mudasse de atitude, que voltasse ao que era no início, sei lá, esperança de que tudo ficasse harmonioso e feliz como no início. Não deu! Também acontecia de eu sentir uma certa responsabilidade sobre como ele ficaria.
O lado bom de ter epílogo na vida é que todas as arestas mal aparadas do relacionamento, as quais não conseguimos acertar porque a dor era muito grande, já foram corrigidas enquanto o epílogo estava sendo escrito! E realmente conseguimos transformar um amor/relacionamento morto em amizade. Falamos sobre todas as mágoas e questões não resolvidas! Colocamos pra fora aquele entulho que só nos fazia mal e não permitia que a alegria fluísse.
Foram conversas bem difíceis! Tocar pontos tão delicados, questões que não queríamos admitir nem pra  nós mesmos. Mas sabíamos que para realmente fechar o ciclo só quando tudo fosse encarado de frente, quando tomássemos consciência e admitíssemos nossas falhas em voz alta, ou texto no zap. hahaha Estas conversas tiraram o peso que sentia em meus ombros. E aquela coisa que me fazia sentir responsável por ele deu lugar a uma grande alegria por vê-lo superar traumas e medos. Não foi nada fácil exorcizar estes demônios! Ao mesmo tempo que sofri e chorei junto com ele, senti que era importante que aquelas coisas me fossem confidenciadas. Eu era parte daquele momento que deveria ser superado, assim como ele foi parte dos meus momentos de superação. Agora sinto-me muito mais feliz por ver que ele se reergueu e que nosso final de relacionamento foi realmente um fechamento de ciclo em que aprendemos coisas de que necessitávamos. Essas conversas me ajudaram, pois eu não queria que as coisas simplesmente fossem guardadas sem necessidade. Agora podemos seguir adiante, cada um no seu epílogo particular, com marcas de aprendizados, mas sem rancores.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

#365 Dias de Notícias Boas #8 O AMOR TEM MUITAS VERSÕES

O amor tem muitas versões, mas nenhuma delas é nó que sufoca, pelo contrário geralmente é laço e é liberto. É claro, que humanos que somos, queremos muuuito ser correspondidos em todo o amor que damos, mas... nem sempre conseguimos o que queremos. E a principal característica do amor verdadeiro e querer ver o outro bem, com a gente (que maravilha!) ou sem a gente (lágrima nos olhos, coração apertado, mas a certeza de que lá adiante esta pessoa vai estar feliz e nós por ela). Isto é desapego! Não quer dizer que não devamos querer ter reciprocidade. No entanto a maturidade nos faz perceber que não a ter e nutrir  ódio ou raiva só causa mais dor. É saber que passaremos por um luto, por algum sofrimento e até dor, mas que vai passar.
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Um amor desprendido acontece entre familiares, amigos, casais. E foi um amor destes que ajudou uma mulher que queria muito ser mãe ter seu filho nos braços. Lá em Pernambuco a Gabriela Souza queria um bebê, tentou algumas vezes, mas não tinha condições de gestar a criança e abortava espontaneamente, o que lhe doía demais. Pensou em entrar na fila de adoção, afinal podemos ser mães de coração, basta ter amor pra isto. Mas um dia ela fez um desabafo no feice e uma amiga virtual resolveu que podia ajudar no desejo da Gabriela. Foi então que, depois de matutar, Danielle Figueiredo ofereceu-se para ser barriga solidária.
O processo foi cuidadoso, mas correu super bem e depois de nove meses vieram ao mundo Martim e Pilar, enchendo a vida de Gabriela e do marido Eduardo Breckenfeld.
Podem dizer o que quiserem da humanidade eu não escuto, pois apenas um ato de amor verdadeiro, de caridade (tal qual aquele que Jesus pediu pra nós) é capaz de levar alguém a ajudar outro alguém de uma forma tão generosa como esta. O amor existe e sei que tem muita gente que ainda não aprendeu a amar. O bem também existe, mas acontece de forma discreta. Nós nos impressionamos com a violência e com o sofrimento porque a dor é grande e repercute muito mais. Não é que não devamos nos impressionar e agir para acabar com a dor. É que não devemos perder a esperança. O amor existe, tem muitas versões e se procurarmos bem todo dia veremos uma declaração de amor a nossa frente.

Fonte: Zero Hora

terça-feira, 22 de setembro de 2015

#365 Dias de Notícias Boas #7 AMOR

O amor é o maior sentimento do mundo! É aquele capaz de tudo! Foi o único pedido do Cristo "amai-vos uns aos outros"! Mas o amor é uma coisa simples, mas é complicado senti-lo de verdade no meio de tanto sentimento mesquinho e egoísta que enganadamente chamamos de amor. Chamamos de amor o apego, a paixão, o sentimento de posse. E acreditamos firmemente que eles são amor e cobramos que o objeto do nosso amor nos ame igualmente, na mesma intensidade, com a mesma voracidade. O amor é sublime, o amor é querer ver o outro feliz e bem, mesmo que para isto eu sofra abrindo mão da sua convivência. O amor liberta, permite que o outro seja ele mesmo e tu sejas tu mesma com tuas limitações, medos, angustias e inseguranças.
O amor não força a barra e não cobra retorno. O que acontece é que o amor é tão lindo, tão fantástico que tu pode direcionar teu amor de mil formas, ou de uma só, pra uma só pessoa, mas se for o amor de verdade, que liberte e não prende tu receberás amor de mil formas, de muitas pessoas diferentes. Porque o amor é assim, ele te preenche, te realiza, te torna mais bonito, te faz superar e buscar ser melhor!
O casal Gecié Marlene Franchini e Adão Inácio Nunes são um exemplo. Ela com 73 anos e ele com 69 anos celebraram seu amor na Igreja da Gratidão. Aliás, achei este nome maravilhoso para uma igreja, ainda mais quando as duas pessoas que se casam nela já viveram muitos anos e tem deficiências mentais e físicas. Ah! O amor, este sentimento que te diz e te leva adiante, mesmo que todo o resto diga que não é possível! Ela nasceu com uma deficiência mental e paraplegia, também possui deformidades articulares severas. Gecié não caminha. Precisa do auxílio de uma caixa de madeira e é amparada por Adão. Ele também nasceu com retardo mental, tem deficiência motora, agravada por insuficiência vascular dos membros inferiores. "Já andou em cadeira de rodas e com o auxílio de um andador. Atualmente, para caminhar, apoia-se na caixa da parceira e a conduz a todas as atividades da instituição. Ele é o braço direito dela. O esquerdo também. E as pernas. Ela é o apoio dele, a bússola que aponta para aonde ir. Os dois se completam."
A história de Gê e Adão é linda e quem conta é O Informativo do Vale, através da repórter Cristiane Lautert Soares.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

365 dias de notícias boas - Gente de bem fazendo o bem #2

A internet e as redes sociais tem os seus se nãos, mas também tem o seu lado muito bom se nós as soubermos usar. Existe sim discursos de ódio, picuinhas, bate boca, polêmicas, enfim... mas tem pessoas que fazem destes instrumentos armas para alavancar suas carreiras, seus negócios, ajudar no seu trabalho, ajudar e divulgar boas ações, mudanças e fazer o bem.
Dois gurizinhos lá de Curitiba, estes da foto, resolveram do modo mais simples possível ajudar uma senhora que necessitava de cadeira de banho, rodas e fraldas. Eles viram na televisão (outra vilã nos últimos tempos) o apelo da idosa e ao invés de ficar ali parados resolveram tomar uma atitude, modesta e até ingênua para os adultos, claro. No entanto, como eles são dotados da força do amor e acreditam que são capazes de tudo, começaram seu trabalho de formiguinha vendendo suco pra juntar o dinheiro necessário para auxiliar a idosa.
E o que foi que aconteceu??? A Cintia Scoriza fotografou os meninos a Gazeta do Povo postou na sua página e uma galera ajudou com doações. Resultado??? Conseguiram muito mais do que tinham pensado inicialmente estes grandes guris! Ajudaram a senhora que precisava e mais vários outros idosos.
A Gazeta do Povo em parceria com o Instituto GRPCOM será mapeado os locais da cidade que precisam das doações e levarão até eles. Para isto, quem estiver engajado e puder e quiser ajudar pode levar suas doações de fraldas e cadeiras de roda/banho em NOSSA LOJA, que fica na Praça Carlos Gomes, nº 04, das 9h às 19h. Após este horário as doações podem ser entregues na portaria da Rua Pedro Ivo, 503 até as 22h.
Vamos acreditar o mundo é bão!!!! Que estes meninos sigam acreditam em si e na sua capacidade de ajudar e mudar a situação daqueles que necessitam e que todos nós possamos ser contagiados com esta força!

Fonte: Informações Gazeta do Povo e foto Cintia Scoriza

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre o amor

Ultimamente vejo muita gente pedindo mais amor, coisa que um barbudão há milênios atrás dizia que era o único mandamento, amarmos uns aos outros. Mas tem quem pense que amor é coisa de outro mundo, que amor de verdade só de mãe, aliás, em alguns presídios os caras tatuam isto na pele tamanha dureza daqueles lugares e mostrando que "os brutos também amam", pelo menos suas mães. E realmente o amor materno é algo que representa o amor de verdade. Há exceções, claro, tem quem não tenha vindo a este mundo preparada para ser mãe, ok! Mas aquelas mulheres que se dispõe a serem mães tem dentro delas a semente do amor, daquele que parece ser ideal e utópico de respeitar o outro apesar de todos os defeitos e diferenças, daquele faz com que se abra mão de determinadas coisas para a felicidade do ser amado.
É amor de mãe que te faz crescer, que te aponta os caminhos e te guia para que sigas tuas próprias escolhas com liberdade apesar de o coração estar apertado. O Amor, do qual falou o barbudão JC é assim. Amar é admitir que não tem condições de criar um filho e dar para adoção. É trabalhar de sol a sol e mesmo cansada ter tempo de revisar os temas, dar bronca, dizer não e mandar tomar banho e escovar os dentes. É dar tarefas e ensinar sobre responsabilidade.

A primeira vez que assisti "Minha vida por meus filhos", um filme antigo que deu inúmeras vezes na sessão da tarde chorei que deu gosto. Aliás, choro sempre e tanto que quando o filme tem momentos tocantes meus sobrinhos e meu namorado ficam olhando pra mim pra ver as lágrimas começarem a rolar. E se espantam quando eu não choro! Este filme é lindíssimo e conta a história de uma mulher que depois de dar a luz seu décimo filho descobre um tumor em estágio avançado. Com esta descoberta sua primeira atitude é buscar famílias que queiram adotar seus filhos e mantê-los em contato. Só de lembrar já me dá vontade de chorar! Gente, quando que fragilizados por uma doença terminal nós deixaríamos o egoísmo de lado para cuidar do bem estar e do futuro daqueles que ficariam? Ela conversa com os possíveis pais adotivos e conforme vai encontrando as novas famílias as despedidas vão acontecendo. Como nos casos de adoção ainda hoje, os menores são os primeiros a serem desejados, mas aos poucos todos são acolhidos por novos lares.
E a maior lição do filme é que para amar de verdade é preciso querer e superar o egoísmo e a vaidade.
No filme "Lado a lado", Susan Sarandon interpreta uma mãe, paciente terminal de câncer, que busca um bom entendimento com a futura esposa do ex-marido, pensando no bem estar dos filhos após sua morte. Mas não seria muito melhor que as pessoas tivessem esta consciência mesmo sem estarem doentes? Se por qualquer motivo tua relação com o pai dos teus filhos não deu certo, que pudessem ter uma convivência tranquila pelo bem das crianças. Mas é difícil, porque o egoísmo, a mágoa, o rancor muitas vezes se coloca na frente do bem estar dos próprios filhos, que são usados para machucar o outro, para punir.
Os filhos não são armas, não são um bem de um ou de outro. Filhos são a comprovação de que, ainda que agora tu não tenhas mais "aquele amor", um dia ele existiu e está cristalizado na forma de um filho. E a mágoa, a raiva, o rancor não podem ser maiores que o amor pelo seu filho.
Vai ter quem diga que eu não tenho filho, por isto que falo assim. Mas espero sinceramente que eu pense assim quando/se tiver filhos e pense no bem do outro sempre que eu amar alguém. Porque eu já compreendi que no amor não cabe preconceito, egoísmo, ressentimento, mas mesmo que ainda existam estes sentimentos na tua forma de amor, não deixe de amar, pois o exercício do amor nos faz melhores amantes ou seria amadores, ou quem sabe amorosos?
Tem até umas piadinhas dizendo "aquilo que te dá frio na barriga é montanha russa o amor é outra coisa", por exemplo. E realmente o amor é outra coisa.  É  uma coisa muito boa e que vale a pena sempre, leve o tempo que levar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Amar não é difícil

Eu tinha tanto medo de amar, não de amar, porque eu amava, mas de demonstrar, dizer, viver aquilo tudo porque era desconhecido e o desconhecido dá medo. E se eu tivesse que mudar muita coisa na minha vida, e se eu tivesse que mudar muita coisa em mim, descobrindo que eu não era aquela pessoa tão legal, tão bem resolvida, tão "perfeita" como minha mãe achava? Mas que mentira, minha mãe nem acha que sou perfeita e fala dos meus defeitos na minha cara. Tá, mas e se meus defeitos não fossem só aqueles de que ela falava, e se fossem maiores ou mais graves do que a minha mãe dizia? Será que eu conseguiria conviver comigo descobrindo tanto mais coisas a meu respeito? Porque minha mãe conhece cada defeito meu, sabe quando estou bem e quando estou triste, quando estou brava e quando estou cansada. Ela me conhece há tempo demais e apesar de conhecer meu íntimo, me ama imensamente. E ama, não como se eu não tivesse defeitos, mas me ama na esperança, na solidariedade e na certeza de que posso corrigir cada um deles. Ela enxerga em mim alguém melhor. Alguém que eu às vezes não enxergo. Mas com o amor que tem por mim ela vê.
Então tem a questão do amor próprio. Não podemos amar ninguém se não nos amarmos.
Eu ainda não perdi totalmente o receio de demonstrar o amor que sinto, vejam bem, não é mais medo! Consigo me arriscar um pouco. Tive um encontro feliz que me levou a mudar bastante coisa na minha vida. Começou por minha mudança pro meu apartamento. Passa por ceder em algumas coisas, reconhecer limitações, enfim...
Não sei o quanto o outro me ama, apenas sei o que eu sinto. Algumas vezes isto basta, outras, como ainda tenho aqueles terríveis defeitos, não é suficiente. E isto ocorre geralmente naquela época do mês em que os hormônios me atacam e a TPM fica a mil. O corpo inchado, pernas pesadas e a irritação fazem parecer que nada tá certo. Então eu me dou conta e tendo controlar. Às vezes saem algumas reclamações e cobranças, noutras me sinto carente e choro muito. Por tudo... por qualquer coisa! Aí eu ganho alguns abraços apertados e tudo vai voltando ao "normal" novamente.
E eu me encho de coragem e penso, "de que vale a vida se não for pra amar as pessoas?" Amar não é difícil, a gente tem dentro esta capacidade mágica. O difícil é não nos deixarmos levar pelo que idealizamos como amor. É esta idealização que nos faz descrer das coisas. Vamos perder o medo de amar! Vamos nos desarmar e AMAR!

sábado, 15 de novembro de 2014

Para ajudar não tem idade - Um mundo melhor depende de nós

A primeira vez que ouvi falar de Ryan Hreljac pensei logo na expressão "o que é bom nasce feito". Não sei se vocês perceberam mas eu amo ditos e expressões populares e sempre uso sem moderação para ilustrar meus textos. E esta expressão representa bem o, hoje, rapaz Ryan que salvou milhares de pessoas de morrerem de sede ajudando a abrir poços na Africa. Com apenas seis anos de idade Ryan resolveu ajudar crianças  africanas que precisavam caminhar vários quilômetros para conseguir um pouco de água potável. Durante uma aula a professora contou que milhares de crianças africanas ficavam doentes ou até morriam por não ter acesso a água potável. Falou sobre as péssimas condições de saneamento. O garoto se comoveu com a história e perguntou a professora quanto custaria um poço d'água na África. Ela disse que seriam 70 dólares, pois lembrou da ONG WaterCan . O menino chegou em casa entusiasmado para ajudar e pediu o dinheiro para a mãe. Como condição para dar o dinheiro a mãe exigiu pequenos serviços. Depois de juntar o dinheiro mãe e filho foram a ONG para comprar o poço, mas descobriram que sairia bem mais caro.
Ryan não se deu por vencido e convenceu amigos e familiares a juntarem-se a ele. No final da empreitada conseguiram arrecadar 700 dólares, ainda não era o suficiente, mas a WaterCan comprometeu-se a pagar o restante.
Depois disso ele criou a fundação Ryan's Well (poço de Ryan) e desde então permitiu que mais de meio milhão de pessoas tivessem acesso a água potável. Ryan segue trabalhando e viajando o mundo todo para arrecadar apoios para os poços. Esta é uma história que vale a pena ser contada e divulgada mundo a fora. São estes exemplos de amor e caridade que devem ter publicidade. Nós precisamos, assim como Ryan, saber que milhares de pessoas morrem de sede, fome, peste e doenças e que podemos fazer algo, mesmo que pequeno. Não devemos nos intimidar com o tamanho do gesto que podemos fazer, afinal, um pequeno gesto pode tornar-se um grande movimento. Não dizem que quando uma borboleta bate as asas na Ásia o efeito pode ser sentido do outro lado do mundo? Nos podemos fazer o papel da borboleta e numa pequena ação fazer algo bom do outro lado do mundo.


Fonte Papo de homem , Rya's Well e Youtube

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Otimismo e boa vontade

Gerbera é uma das minhas flores favoritas pelas suas cores vibrantes!
Embora eu seja otimista não vivo no "jogo do contente" tal qual a Poliana. No meu entendimento ser otimista é acreditar que as coisas vão mudar, que elas são boas e que tudo tem um aprendizado. Não é apenas ver o lado bom e pronto. É também compreender que existem coisas erradas ou ruins e analisar para entender e mudar, se é o que queremos. Para mudar é necessário boa vontade. Não vou falar sobre o livro, pois eu não o li. Não considero muito que Poliana seja uma resignada. Sei lá, o que considero como resignação é não lutar contra o que não pode ser mudado, e não se desgastar tentando voltar o tempo ou modificar um fato consumado. Mas resignar-se, aceitar que aquilo é como é, não significa ficar inerte. Eu posso aceitar que minha família é pobre e não vão poder pagar uma faculdade cara pra mim. Resigno-me, aceito. No entanto, tem outras maneiras para chegar ao estudo que quero tentando bolsa de estudos, trabalhando no dia e estudando a noite, enfim... Resignar-se não é acomodar-se. Pelo menos eu penso assim.
Os mosquitinhos dão vida quando usados como coadjuvantes nos buquês. Mas são singelos e belos solitos!
Por isto, decidi, há algum tempo que serei positiva, otimista. Cortei palavras e gírias que não tem um significado bom. Por exemplo, porque dizer "pior" quando posso dizer "é verdade" e "realmente"? Não divulgo notícias tristes, embora algumas vezes faça comentários ou críticas a respeito de alguns aspectos da mesma. Faço todo o possível para ser coerente e agir conforme as coisas que eu digo. Vigio meus pensamentos e mando pra bem longe intrusos que tentar dar vazão a tristeza, discórdia ou desconfianças. Neste coco quem manda sou eu. Procuro ser grata a tudo e principalmente ser grata com aqueles que gostam de mim, pois não tem tesouro mais valioso que carinho e amor. Divulgo iniciativas fraternas e caritativas de todo o tipo.
Prímula era uma das quais não conhecia! Me apaixonei!
Eu acredito na humanidade. Reconheço que tem coisas erradas e algumas pessoas perdidas achando que estão fazendo grandes progressos pessoais prejudicando outros. São uma minoria, mas ganham destaque porque geralmente são ousados e prejudicam muitos. O fato destes existirem não podem balançar as minhas crenças e convicções, por isso é preciso agir e eu decidi mudar as coisas em mim para ver o mundo com outros olhos. Aceitar as coisas e buscar a simplicidade é um passo importante na minha caminhada.
Helicônias são exóticas!
Nestes últimos dias estamos no final da campanha pelas eleições presidenciais e para governador. O povo tá descontrolado tanto de um lado como de outro. São muitas acusações, diz-que-me-disse, palavrório e promessas vazias. Respeito a decisão de cada um quanto ao seu voto, mas preferi me abster. Decepcionei-me muito com a política nos últimos anos, quem me conhece sabe que são muitos os motivos. E ainda tem as coligações que não me descem na goela tamanha incoerência que apresentam. Então uma amiga lançou uma campanha linda em que se "dá flores" aos amigos. Eu que adoro flores de todo tipo entrei contudo e descobri flores maravilhosas das quais nunca tinha ouvido falar ou visto. Embora as previsões de muitos problemas no futuro, seja com qual candidato eleito, eu opto pela esperança de que breve as coisas irão mudar. Principalmente porque sei que as pessoas estão se conscientizando. Sendo assim ofereço flores a vocês para colorir e perfumar seus dias!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A pressão do tempo fértil! Uma pergunta que não cala!

Nunca tive medo do tictac do relógio, mesmo pensando, quando era criança, que no ano 2000 seria uma velha. Ainda bem que nos enganamos não é mesmo? Lembro de uma vez em que fiz as contas para saber quantos anos ia ter em dois mil e pensei gente nós vamos estar velhas! E hoje, com 36 anos me acho muito jovem. Daí eu tomei uma caipiras a mais, fiquei uns dias numa ressaca estranha e resolvi procurar um médico. Antes de receitar qualquer tratamento o Dr pediu vários exames de sangue e uma ultrassonografia do abdome para saber se estava tudo bem.  Descobri que preciso fazer uma cirurgia para retirar a vesícula.
Também descobrimos que tenho um cisto, pequenininho, no ovário direito. Depois de constatar isto fui fazer os preventivos anuais com a gineco. Inicialmente está tudo bem, fizemos o pré-câncer anual e trocamos a pílula para inibir o crescimento do cisto. E foi nesta hora que foi feita a pergunta fatídica: 
_Tu queres engravidar? Porque ano passado dissestes que sim e agora? Está com 36, tem que ver em seguida, porque depois fica mais difícil engravidar e as chances do bebê nascer com problemas também aumentam. 
Então tive a sensação de ouvir um tictac. Talvez tenha sido meu coração! Respondi que não sabia ao certo. Que sabia que o tempo estava passando (mas na verdade não estava sentindo deste jeito!) e que recém havia começado um relacionamento e que ele já tem filhos e não quer mais. Fiquei meio com uma sensação de estar prestes a ser reprovada numa prova. Meu Deus! Eu não sei esta resposta!
Talvez algumas pessoas achem que sabem. Várias já me disseram que tenho um grande potencial para ser mãe, que isto é visto com meus sobrinhos. Outras atiraram suas opiniões na minha cara dizendo que eu tinha que ter a revelia do meu companheiro se ele não quisesse. 
E uns dias atrás, antes da consulta médica,  estava conversando com minha prima exatamente sobre isto, de como algumas pessoas se sentem no direito de opinar sobre escolhas tão sérias das vidas alheias. Pra nós mulheres ao mesmo tempo em que existe um moralismo e um torcer de nariz para mulheres que tem filhos por produção independente, tem a cobrança de que se é mulher tem que ser mãe. É obrigatório que se explore o seu lado materno.
Mas e quando a gente não sabe a resposta? Penso se faz parte da minha missão ser mãe! Me sinto despreparada, como sempre. E sei que não tem como, não existe curso ou manual de como ser mãe, educar, cuidar, enfim. E aí bate um medo! Não tenho resposta. Só sei que sou capaz de amar muito e incondicionalmente, isto eu sei porque eu amo os meus sobrinhos assim. Mas esta é a única certeza que eu tenho, de que sou capaz de amar. Será que basta?? 
E de repente esta pergunta não me sai da cabeça e de um minuto pra outro fiquei com o tictac me acompanhando na mente, batendo, batendo, batendo... Não sei a resposta! O tempo de plantar tá se esgotando e para tal preciso da resposta pra pergunta que não cala. Daí neste dia sim, me senti um pouco velha como diria a Larissa. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Desejar não é o mesmo que planejar

Algumas pessoas acham estranho uma mulher não planejar para sua vida casar e ter filhos. Mais estranho eu acho é que as pessoas creiam ser comum ou correto, ou normal, ou sei lá, que alguém planeje algo que depende, invariavelmente de outras pessoas. Sim, não posso planejar, simplesmente me casar com 25 anos, sendo que para tal é necessário que outra pessoa também o queira. Também não posso planejar ser mãe aos 26, pelo mesmo motivo. Sim, eu posso partir para uma produção independente, mas no caso precisaria de um parceiro eventual, ou de um doador. Em ambas situações não é possível realizar MEU PLANO sem que outra pessoa participe. E daí já acho que se outra pessoa está envolvida não pode ser MEU PLANO, deve ser NOSSO.
Uma coisa é desejar, é ter vontade de um dia casar e ter filhos. Outra bem diferente é planejar as coisas criando expectativas que talvez nunca venham a se realizar. Quando alguém me pergunta sobre casamento e filhos, geralmente destacando meu jeito com as crianças ou meu extinto materno latente, fico pensando na Susanita, amiga da Mafalda que já tem em mente com quem (profissão e status social) irá casar, quantos filhos terá e a profissão deles.
Tenho que rir porque pra mim a Susanita nada mais é que uma doida. Engraçadíssima! Mas conservadora e completamente maluca que na infância planejou sua vida de dondoca. Aliás, não planejou só a sua vida, mas também a dos filhos. E sofre com certas situações que podem vir a acontecer (ou não).
Veja bem, não tenho nada contra pessoas que desejam casar, ter filhos, cachorro, casinha branca com cerquinha. Apenas eu não tenho nenhuma lembrança de ter tido, algum dia na vida, estes desejos. Pra mim estas coisas não são metas ou planos. Acho que podem acontecer ou não.
É claro que numa sociedade ainda muito machista como a nossa o pensamento de que mulher é para ser do lar é muito presente. Para muitas mulheres (e vejam bem não concordo ou descordo) o casamento é a garantia de uma vida tranquila financeiramente, mesmo que tenha que se submeter a alguns caprichos machistas. Mas na minha casa, justamente para não necessitar sujeitar-se a outra pessoa, fui estimulada a estudar, ter uma profissão e buscar ser uma mulher independente e livre, para escolher o que bem quisesse para minha vida. Fui estimulada a buscar independência não só pela minha mãe, mas também pelo meu pai. É claro que as motivações deles são diferentes.
Eu gosto de criança e sem falsa modéstia sei que seria uma boa mãe, ou pelo menos tentaria ser a melhor possível. No entanto, sempre pensei no quão importante é para uma criança ter a presença do pai e da mãe na sua vida. E por isto a produção independente nunca me pareceu uma ideia muito plausível. Mas não tô falando de uma situação em que a mulher engravida, mesmo que sem se prevenir, sem querer. Caso acontecesse comigo assumiria certamente. Mas como sempre tive muito medo de que isto ocorresse tomava as precauções. E nas vezes em que tive uma dúvida, mesmo que remota, usei a pílula do dia seguinte.  Fui na farmácia comprei e tomei. Depois de saber que é um método abortivo fiquei com certo receio. Mas agora já foi. Talvez um dia eu venha engravidar, mas não tenho ideia se ocorrerá ou não. Não fiz nenhum planejamento a curto ou a longo prazo para isto. E acredito do fundo do meu coração de que se for pra ser, será no tempo certo. Neste momento não me sinto preparada, embora pareça e algumas pessoas achem que estou.
Quanto a casar com todo o ritual, a pompa e a circunstância, nunca fez meu gênero. Existe possibilidade de um não-casamento como lançou a ideia a Niara. Ou morar junto, ou namorar para sempre. Também não sei nem tenho ideia. Como espírita sei que devo ter planejado tudinho lá na erraticidade e como fui abençoada pelo dom do esquecimento deixo que as coisas aconteçam no momento que devem acontecer.
Desculpem o desabafo. Faz bastante tempo que rumino estas questões todas na minha cabeça e no meu coração e comigo pelo menos as coisas só ficam realmente claras quando as coloco no papel e definitivamente pra fora. Agora sim está tudo cristalino! ;)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

De amor e do que eu não sei dele

Embora algumas pessoas busquem conselhos amorosos e sobre relacionamentos comigo (e eu não entendo direito porque, afinal não tenho relacionamentos, quanto mais que possam servir de exemplo) tenho claro que não entendo muito, pra não dizer nada, destas coisas. Apenas analiso as pessoas em questão e dou minha opinião pessoal e sincera (por isso se alguma vez te dei conselhos e te sentisse magoada, desculpe, não foi a intenção). Meu relacionamento mais longo foi de um ano e onze meses, mas estávamos há quilômetros de distância nos vendo a cada quatro meses. Depois disso outros encontros vieram, mas nada muito longo, com detalhe que os mais longos sempre foram a certa distância.

Percebi, aconselhando e analisando amig@s e, principalmente a mim mesma, que geralmente tanto quanto o outro nós, que dizemos estar com tudo claro em nossa mente, na verdade estamos tão perdidos ou mais que o outro. Compreendi que quando alguém começa um relacionamento dizendo que não quer nada sério é melhor deixarmos para lá, porque geralmente quando concordamos que também não queremos "nada sério" acabamos nos apaixonando e querendo o que antes não queríamos. E algumas vezes culpamos o outro, embora ele tenha sido claro desde o primeiro momento.
 Entendi que quando não abrimos um espaço para conhecer o outro e deixá-lo entrar na nossa vida (veja bem, deixar entrar e não TORNAR-SE A NOSSA VIDA) acabamos atraindo para perto da gente pessoas confusas, enroladas em outros relacionamentos ou que não tem interesse em ter um. Por isso eles vem e somem com a mesma rapidez e facilidade. E a gente muitas vezes sofre um monte sem entender afinal o que fizemos de errado.

Na minha opinião o primeiro erro é tentar enganar a si mesmo. Quer namorar? Então admita pra si mesma primeiro que o quer. O auto engano é muito ruim. Namorar é muito bom! Por que envergonhar-se de querer algo bom? Além disso, quando temos claro e admitimos isto não caímos na cilada do "não quero nada sério, gata". Porque muitas vezes a gente quer, mas não quer perder a chance de ter um tempinho com o cara e acreditamos que talvez ele possa mudar de ideia, daí nos envolvemos e nos apaixonamos. E sofremos quando ele vai embora ou some.

Outra coisa que fazemos com facilidade é nos iludirmos. Muitas vezes não conhecemos as pessoas, mas damos asas a imaginação acreditando que elas são como na nossa mente. Só a convivência nos faz conhecer alguém de verdade. Então, quando encontrar alguém interessante, não imagine, converse para saber como ele realmente é.

Também não sei direito como se abre um espaço para outro na nossa rotina, não sei bem como fazer isto, admito. Mas creio que levar e deixar as coisas acontecerem devagar é um bom começo. Eu sei que quando se é arrebatado pela paixão existe (não sei porque) uma urgência que as coisas aconteçam logo, rápido, já. Não sei explicar porque, mas acho que a ansiedade não é legal e atrapalha bastante.

Não existe manual de instrução nem receita que te ajude a fazer as coisas bem certinhas para no final dar certo (e o que é dar certo?), aliás eu não gosto muito de algumas colunas que trazem textos como se a pessoa fosse grande expert no assunto. O que serve pra mim nem sempre servirá para os outros. Aliás, na maioria das vezes não vai servir mesmo. E este relato serve principalmente para que eu compreenda meus erros mais comuns, todos relatados acima, e o entendimento de por onde posso começar a mudar. Acredito que qualquer tempo, ou todo tempo que tu tens de relacionamento é bom, deu certo. Afinal de contas o que é dar certo? Casar, ter filhos, ficar juntos até ficarmos velhinhos? Mas e os bons momentos que se viveu, os lugares que conhecemos, as conversas que tivemos, a amizade que construímos não serve para ser guardada como lembrança de um relacionamento que terminou, mas que deu certo porque fomos felizes?

Parece uma utopia, eu sei. Uma viagem na maionese. E eu alertei que não sei muito do amor. Então... me perdoem. Porque pra mim o relacionamento só não dá certo quando deixamos a mágoa e o rancor destruir os momentos felizes e alegres que tivemos. Sim, quando gostamos e levamos o fora sofremos, ficamos tristes e magoadas. Com o passar do tempo (o senhor da razão) percebemos que pode ter sido melhor assim. Recuperamos nossas boas memórias e as velhas mágoas vão parar na lata do lixo. Foi um relacionamento que deu certo, só não teve foram felizes para sempre (e tem muita gente que contesta isto, porque como saber o que significa ser feliz pra sempre?). O relacionamento que não deu certo é aquele em que se fez o contrário, ficamos tão magoadas que jogamos no lixo as boas lembranças e ficamos só com as mágoas, os rancores e a ideia de vingança. Não foi dessa vez, será da próxima. Não guarde a mágoa, lembre do que disse o poetinha Vinícius de Moraes "que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure".

Dizem que a gente não deve desistir, mas dar um tempo na caçada é legal. Aproveitar este tempo para o autoconhecimento é o melhor caminho. De amor não sei nada, só sei que amar faz bem. Foi o que Jesus nos pediu e o que muitos outros (como Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier) mais do que nos dizer, nos mostraram ser o caminho. Vamos amando o exercício leva ao aprendizado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Declaração de amor

É estranho como conseguimos lembrar de coisas que parecem tão distantes com a força e a nitidez daquelas que aconteceram ontem. Muitas vezes as recordações vem aos borbotões sem que, aparentemente, nada as tenham trazida. Noutras vezes observar uma fotografia faz com que surjam toda a atmosfera presente naquele momento vivido. Meu tio ontem me mostrou a fotografia dos meus primos, ambos já vivendo na espiritualidade. Quando o Laudemir partiu, precocemente para nós que aqui ficamos, eu tinha apenas três anos e alguns meses e tenho lembranças muito vívidas dos momentos que passei com ele. Lembro, inclusive de um sonho que tive ao saber que ele tinha morrido afogado numa outra cidade próxima daqui de Pelotas. Intriga-me o fato de eu lembrar destas coisas. Foram muitos momentos felizes e ele sempre me deu muito amor. Observar sua fotografia, o rosto jovem, os cabelos cacheados um pouco grandes e a seriedade do seu olhar dá uma saudade! Vontade de abraçar sabe? Aquele abraço profundo em que a troca de energia, amor e carinho é tão grande que nos sentimos protegidos, aliviados dos cansaços, saudáveis e amados.

Talvez ele já esteja aqui, entre nós. Afinal já se passaram 33 anos... Mas a saudade que tenho não é melancólica, não tem tristeza. É só saudade! Entende? É lembrar daqueles momentos com um sorriso na cara e o pensamento de "ainda bem que vivemos isto" e tem a gratidão de ter tido o prazer de conviver, mesmo que pouco, com alguém capaz de amar a gente só por amar.

E meus tios tiveram força para seguir mesmo com toda a dor, que veio aumentar mais com a partida do Miguel, alguns anos mais tarde. Com este sim convivi muito tempo. Um primo querido que pensava que era meu irmão mais velho e queria mandar em mim. Nunca vou esquecer quando ele disse que não gostava do meu cabelo curto porque eu parecia uma mulher. Das proteções que damos aqueles que amamos... E o mais engraçado que quando ele me disse isto eu já estava com 18 ou 19 anos, trabalhando no escritório e cursando faculdade. Eu já era mulher pra mim, mas acho que nunca cheguei a ser pra ele, pra quem eu continuava criança.
Olhando pra trás percebo que também já faz muito tempo que ele partiu, deixando saudade.

Eu tenho muita sorte porque tenho e tive próximo de mim sempre muitos primos. Amigos primeiros da vida inteira, com quem brincava na infância, com quem briguei muitas vezes, com quem comecei a sair, com quem há cumplicidade e carinho mútuo apesar da distância e de quem sempre sabemos algum secreto ou história engraçada e da qual o primo tem vergonha. Posso dizer, já que hoje é dia dos namorados, que ajudei a formar dois casais que amo muito, a Graciela e o Jeferson e a Camila e o Alessandro. Fui "cupido" destes dois amores lindos que deram dois frutos mais lindos ainda o Nicolas (da Negra e do Jeferson) e o Camilinho (da Camila e do Alessandro).
E é tanta gente de quem falar que tenho medo de esquecer alguém, tanta gente pra quem declarar meu amor. O Nei, a Cris, a Ana, a Maribel e a Grazi, o Preto (de quem eu não sabia o nome até meus sete ou oito anos, agora eu sei é Flávio), o Vinícius, a Nara, a Preta, a Lilica, a Adriane, o Duda, o Andi, a Márcia (que também se foi cedo),  a Fabiana, a Vivi, a Gilda (quanto aprontamos!). Tem todos os filhos do Chicão, tem os primos dos primos com quem a gente acampava todos os verões da infância, tem os filhos dos primos segundos, tem os primos dos irmãos por parte de pai. É minha família é grande, tanto por parte de pai quanto por parte de mãe. Tem problemas como todas tem, desentendimentos, rusgas, mas tem uma coisa que supera tudo isto e o nome desta coisa é AMOR. É o que une toda esta gente e faz as festas animadas, os encontros em qualquer lugar engraçados (inclusive nos velórios dos familiares queridos). Agradeço muito por ter toda esta gente na minha árvore genealógica, no meu face, no meu orkut, nas redes sociais, nas virtuais e principalmente no coração. Hoje declaro, descaradamente, meu amor aos primos, primas, sobrinhos, irmãos, pais, vó, tios e tias. P'raqueles que estão aqui ao alcance da minha vista e p'aqueles outros que estão na espiritualidade. Amo vocês!