quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Dia 5 - gerenciamento de tempo para escrita

 Vamos começar falando bem sério?! Com uma bebê de dois anos e dois meses, que ainda mama, ter tempo sobrando é bem difícil. Tentei escrever pela manhã, enquanto ela ainda dormia, alguns dias deu certo, mas noutros não! Pensei em escrever a noite, depois que ela dormisse e também não deu muito certo. hahaha 

Então a opção é escrever quando é possível! Desta forma fico sem a pressão de ter que escrever. Outra coisa que ajuda é não colocar a escrita como uma obrigação. Escrever um diário é ótimo, ajuda a compreender sentimentos e organizar ideias. E saber que para fazer isto precisamos de um tempo para leitura, pesquisa e escrita é fundamental. Para tal pretendo colocar na minha agenda um tempinho, mesmo que mínimo para escrever, mesmo que não publique diariamente. 

Então é isso. Dia 5 de exercícios de escrita. Cheguei a metade do curso, mesmo fora do tempo, mesmo que os dez dias acabem se tornando 15 ou 20. Mas a presistência é a chave! Seguimos! Até!


#escritatividade #lura10dias

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Dia 4 - Exercício de escrita - diário

 O exercíco é manter a escrita diariamente. Para tal optar por escrever um diário é a melhor forma de manter este exercício, reservando alguns minutos por dia. Estou tentando, vamos ver se consigo. A proposta da Lura é postar no instagram, mas gosto mais de realizar minha escrita por aqui.

#escritatividade #lura10dias

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Dia 3 - Compromisso de escrita

"Eu, Danieli Bispo Guadalupe, declaro que escreverei todos os dias por um mês inteiro, faça sol, faça chuva. Não pensarei nas melhores desculpas do mundo e sei que isso é para o meu benefício. Podem me cobrar daqui trinta dias 😍!"

  #escritatividade #lura10dias

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Dia 2 - Escrita livre

 

Escrever livremente é uma experiência bem interessante. Sempre lembro de uma fala do Mário Quintana, na qual ele diz que sua técnica de escrita era ir colocando as ideias no papel de forma aleatória, sem tentar escrever uma história específica. Depois disso ele relia seus escritos e via o que tinha ali, muitas vezes haviam mais de um poema ou história.

Logo que fui pra faculdade de jornalismo tentei esta técnica várias vezes. Em algumas ocasiões obtive textos bem legais, cheios de criatividade. Outros eu escrevia no calor da emoção, seguindo a ideia de pôr tudo no papel, conforme ia sentindo, transmitindo tudo que sentia. Desta forma acredito que escrevi minhas histórias mais tocantes.

Estas técnicas também me ajudam a não ter medo de escrever coisas sem sentido. Sou muito cricri, e acabo sempre querendo que as coisas saiam perfeitas, com sentido, enfim... Escrever assim, como se fossem várias palavras e frases soltas, me deixa um pouco apreensiva, mas com o desenrolar do exercício tudo vai se encaixando e o texto fica bom.

Gostaria de poder escrever diariamente, mas nem sempre é possível devido a maternidade! Os planos são sempre perfeitos no papel, na prática as coisas são bem diferentes! Em alguns dias a coisa flui bem, a bebê dorme e consigo ler, escrever e até me exercitar. Em outros a coisa foge completamente do controle. A função do mamar ocupa todo o tempo disponível, depois precisamos brincar, dançar e cantar e as “obrigações” não obrigatórias costumo deixar para lá.

#escritatividade #lura10dias


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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Exercícios de escrita


Há quase três anos, quando descobri minha gravidez, tudo mudou. Minha vida se transformou completamente, desde meu corpo até minha forma de pensar e ver a vida. Ter minha filha faz com que tudo valha a pena! Ela é o maior desafio, o maior presente e o maior amor que poderia ter recebido na vida. Sou muito grata por tudo e poder escrever sobre isto me deixa feliz.

Durante toda minha gestação foi preciso acompanhar de perto, pois era de risco. Toda semana fazia um ultrassom com doppler para verificar a oxigenação e o crescimento da minha bebê. A minha respiração e meus batimentos pareciam ficar em suspenso até que eu escutasse o coraçãozinho dela batendo. Quando a médica explicava que estava tudo bem meu coração voltava a bater normalmente e minha respiração também.

Então com 37 semanas fui para o hospital para o parto. Inicialmente a ideia da médica de plantão era induzir o parto, mas no final foi feita uma cesariana. Após o nascimento dela tive uma hemorragia e precisei retirar parte do útero. Durante a recuperação recebi minha filhinha para a primeira amamentação. Esta foi a primeira grande dificuldade, pois devido ao baixo peso o esforço que a bebê fazia para mamar a levava a perder mais. Isto me deixava muito apreensiva. Foi com muito esforço que conseguimos aprender e o mamar se tornou algo fácil e prazeroso para nós duas. É bem cansativo! Mas vamos indo! Há dois anos minhas manhãs se tornaram muito mais felizes!

#escritatividade #lura10dias

quinta-feira, 16 de março de 2023

Reflexãozinha de volta ao bloguinho!

 


Tantas linhas percebo no meu rosto!

Linhas que foram surgindo com o tempo! Algumas fruto do riso, da gargalhada de galpão! Outras resultado do choro! Sim, do choro de anos! Desde que me conheço por gente choro por tudo, até de alegria! E tem outras, ainda, que são vincos das mais variadas expressões faciais que faço! Como diz aquele meme “segurar a língua eu seguro, já a cara…” Muitas mulheres até mais jovens que eu recorrem aos procedimentos estéticos para evitar todo esse mapa de emoções que vai surgindo no nosso rosto e corpo com o passar das experiências. É a nossa história na nossa cara, literalmente! Compreendo quem não goste, quem prefira o botox, a harmonização facial, a extensão de cílios, a micropigmentação da sobrancelha! Mas eu detesto agulhas, bisturi só quando é imprescindível para a saúde! Vou usando meus “predutos ” ( piada interna), tomando água, fazendo exercício, chorando e sorrindo! Já pensei que meu corpo não era perfeito, sempre preciso emagrecer. A mudança foi depois que gerei a Milla! Se o meu corpo foi capaz de produzir uma pessoa, que É perfeita, quem sou eu pra dizer o contrário!? Quem me desenhou, já canta o Armandinho, foi Deus! Ele é um artista, quem sou eu pra querer retocar uma obra Dele?! Eu sei, eu sei, os cubistas também são artistas! Mas, penso eu, que é melhor ser uma obra do Picasso, que o erro de alguma harmonização facial que deixa todo mundo com o “mesmo rosto“! Isso não é uma crítica à ninguém, apenas uma reflexão de alguém que, como boa filha de Oxum, não se importa com o que os outros pensam (afinal, isso é problema deles!), e gosta de ser “exclusiva”! 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Trauma de infância



 Não sei se já contei pra vocês, é possível que sim, mas quando eu era criança/adolescente eu tinha pavor do Mendes Ribeiro! Não suportava a voz, a cara, o topete! Simplesmente detestava! Pra quem não faz ideia de quem seja o distinto, ele era um comentarista do Jornal do Almoço, tipo Lasier Martins (só nunca tomou um 220 no ar!😝😂). Era assim uma espécie de dono da verdade, apontava, criticava, tinha um apontamento pra cada coisa da política. E era deputado federal pelo PMDB, tirem as suas próprias conclusões!

Eu não suportava escutá-lo! Principalmente porque meu pai adorava e na hora que ele ia fazer seu comentário não podíamos dar um pio. Coisa que pra mim é muito difícil! Embora hoje em dia eu tenha aprendido a não falar quando algo me desagrada, pois eu ainda não sei dizer o que me desagrada sem brigar. Também sou muito conversadeira e a hora do almoço, quando tá todo mundo reunido é o melhor momento pra falar, assim todo mundo já fica sabendo de tudo junto. 

Teve um dia que eu discuti com meu pai por causa dele! Não sei qual era a novidade que eu queria contar e fui silenciada porque o Mendes Ribeiro ia trazer sua palavra de sabedoria e moralidade. Não me aguentei, quem me conhece sabe que segurar a língua e a cara quando não gosto de algo é difícil. Então... eu retruquei, "já que ele é tão bom, sabe tanto, é tão maravilhoso, porque não faz nada pra mudar as coisas? Porque não doa o salário pra quem precisa?". Eu não aguentava ter que me calar pr'aquele homem, político, falar. Principalmente porque falar era fácil! Ali, na bancada do jornal, podíamos escutar o que ele pensava e defendia, mas na intimidade, quem saberia? 

Dei graças a Deus quando ele parou de fazer comentários no jornal. Daí veio o Lasier, mas desse meu pai não gostava! hahaha Por conta do Mendes Ribeiro, criei um forte ranço com comentarista ou especialistas que viram unanimidade. Mesmo que goste da pessoa, me incomoda profundamente quando a mídia começa a tratar aquela personalidade como uma sumidade num assunto, principalmente porque, muitas vezes, e este é o caso do ex-deputado e comentarista, a criatura está ali, apenas, explanando a SUA opinião. Não tem estudo, não tem dados científicos, tem a sua vivência e a sua opinião. 

Por causa disso eu parei de ler e assistir programas com o Carpinejar! Eu gosto dele, vejam bem! Inclusive leio seus livros e crônicas.  E adoro, me emociono! Mas nos programas de televisão começaram a tratá-lo como um exímio conhecedor do amor, dos relacionamentos, um expert em tudo que tinha a ver com isto. E ele realmente tem ótimas colocações, que ocorrem a partir da sua percepção pessoal. Não quer dizer que a verdade dele é a única ou é absoluta. É um ponto de vista, existem outros mais abertos e outros mais intransigentes. Todos certos ou errados, depende de quem vai ouvir. 

Óbvio que levei alguns anos para superar o trauma com o comentarista do jornal do almoço! Até hoje detesto que me mandem calar pra que possam escutar a televisão! Eu respeito quando a pessoa está assistindo um filme ou programa, eu aguardo o intervalo. Mas quando me manda calar pra escutar qualquer coisa que vai repetir daqui a pouco ou pra ver algo que já viu... um demônio falador que vive dentro de mim se revolta e aí sai debaixo! Já vou logo avisando, se evocar esse demônio aguenta o rojão! 

Apesar do trauma com o comentarista eu resolvi fazer jornalismo! hahaha Aliás, acredito que fiz uma boa escolha, embora não atue! Quem sabe escrevo um livro qualquer dia?! Mas tudo isso porque agora quem me causa ojeriza é o Samuel Vettori! Nossa! Não aguento os comentários dele, os faniquitos que tem no ar! Justamente por ter feito jornalismo acho que é demais! Não vou falar naqueles outros que comemoram morte de pessoas que cometeram crimes, porque né?! Comemorar morte não tem nem o que dizer!

Não acho que os comentários do Samuel sejam sem nexo! Apenas considero que são instigadores da raiva, da desesperança, do descrédito. É óbvio que um homicídio é algo que causa profunda indignação em qualquer um, se não causa algo tá errado com aquela pessoa. Acontece que instigar a raiva é algo de que não necessitamos, principalmente em horário nobre. Isso já acontece praticamente 24 horas nas redes sociais! Além disso, como jornalista penso eu, que se tu apontar todos os fatos, sendo explicito em relação as atrocidades cometidas, não é necessário fazer comentários exaltados! A partir do relato as pessoas irão se revoltar. Não precisa jogar mais gasolina no fogo! 

Considero importante que quem está a frente de um programa com boa audiência seja próximo da população que assiste. E esse moço é! Mas inflamar as revoltas, dizer que vivemos terrorismo, ficar mostrando várias e várias vezes imagens de execução em plena hora do almoço é demais.

Inclusive, lembro dele da época da faculdade. Não duvido nada que tenhamos batido boca nos corredores da católica! hahahaha Mas disso não lembro! 😜 Talvez eu ainda continue com uma ideia romântica do jornalismo! Vai ver ainda não aceitei essa ideia de que pode-se dizer tudo, mostrar tudo, mesmo que não se tenha informações  suficientes ou provas contundentes.  Mas digo tudo isto porque toda esta energia, os comentários raivosos mexem comigo. Eu já sou naturalmente irascível e quando assisto este jornal fico ainda pior! Até por isso evito assistir telejornais. Mas tem vezes que é inevitável! 



Imagens retiradas do google