quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O gosto

Eu sou uma pessoa que não gosta de tudo que os outros gostam. Parece que sou do contra, mas não é. Apenas não gosto! Respeito o gosto alheio, só não gosto de certas coisas que vira e mexe são moda ou são gostadas por todos. Por exemplo, algumas mulheres se sentem atraídas por homens de farda (polícia, bombeiro, militar, brigada) eu nunca gostei, nunca fiquei de olho, se o cara era do tipo que eu achava bonito, achava bonito se era feio... bom não era a farda que mudaria minha ideia, pelo contrário. Na época do Top Gun Tom Cruise era o galã do momento, muitas mulheres caiam de amores, nunca fez minha cabeça! Tom Cruise de militar??? Não, obrigada! Agora, depois de uma
certa idade até enxergo algum charme nele, mas não é meu preferido. Leonardo de Caprio também foi o bambambam! Aquele que fazia as adolescentes gritarem e tirarem foto da tela do cinema, mas não fazia meu gênero, a começar porque era loiro, de olho verde, todo certinho. Como ator? Maravilhoso! Devia ter ganho o oscar antes, mas não é o tipo de beleza que me faria a cabeça. Agora passado os anos...
Pois é, meu gosto é diferente. Aliás como diz aquele velho ditado "gosto e bunda cada um tem a sua"! Isso vale para avaliar belezas físicas ou belezas artísticas. E até avaliar artisticamente um profissional do ramo. No meu caso a avaliação seria totalmente amadora e muito, muito pessoal. Por exemplo, eu amo o Jack Nicholson e o Morgan Freeman. Amo de paixão e olho qualquer filme estrelado por eles. Pode ser até aquele filme que o povo todo diz que é uma bosta, eu dou cartaz sim, dou audiência mesmo. Já Jim Carey... Entenderam? O meu gosto pessoal não influencia nem é influenciado pelo gosto dos outros, aliás, nem mesmo pelas críticas profissas. Se gosto gosto e ponto final!
É a mesma coisa com desenho, pintura, escultura e por aí a fora! Não vou discutir se é ou não arte, se é ou não bonito, apenas acho que a ARTE NÃO DEVE NUNCA SER PROIBIDA.
Eu não gosto de filmes pornôs. Já digo assim, não vi nenhum mais de 15 minutos, se é que chegou a tal, acho escroto e fora da realidade. Acho uma bosta mesmo e não sinto nenhuma excitação. Mas não acho que devam ser proibidos. Os filmes que são feitos pela indústria, não aquelas gravações que são jogadas na internet por homem escroto e machista para expor a mulher, ou por pedófilos que ficam trocando experiências. Estes devem ser proibidos e os culpados punidos com rigor.
Não li 50 tons de cinza, por exemplo, mas não é o tipo de leitura erótica que me agrada. Sou muito mais Zélia Gattai em Crônicas de uma namorada, ou Jorge Amado ou Izabel Allende ou meu amado Gabo. Existe muito tesão na escrita destes últimos e está presente em vários livros. Livros que tem histórias além da f*da. Histórias próximas da realidade. No caso do Gabo histórias de um realismo fantástico! Não preciso do empresário engomadinho que exerce poder sobre uma jovem inexperiente e com visíveis sintomas de abuso. Mas não passou nunca na minha cabeça proibir qualquer livro por retratar amor, sexo ou a vida de uma forma diferente do que eu penso.
Também não vou ofertar qualquer filme, livro, série ou peça de teatro para qualquer dos meus sobrinhos sem analisar se eles tem capacidade de compreender aquela peça de ficão. Isso deveria ocorrer na casa de todo mundo. Tipo, crianças menores de 14 anos, não deveriam assistir big brother, na minha opinião. Talvez isso seja muito mais nocivo do que a exposição queer. Não que eu tenha achado alguma coisa bonita. Não achei! Mas compreender e avaliar a capacidade intelectual das crianças a respeito do que irão ver numa obra de arte é função dos pais. Mesmo que a escola convide para um passeio o estudante só vai com a permissão dos pais. Até hoje vai o bilhetinho pro pai ou a mãe assinar, dizendo quando, onde e do que se trata o passeio. Criar uma criança é dureza, requer disposição, interesse e muito boa vontade. Criar um sujeito crítico e que sabe a diferença entre o que é bom ou ruim, o que deve ou não ser feito é mais ainda. E é nossa obrigação. Os caráteres não são formados a partir, apenas do que dizemos que pode ou não pode, até porque eles testam os limites. Ele é formado pelo nosso exemplo. Não é dizer que não pode ver o sexy hot e ser pego no flagra. É explicar claramente, sem moralismo ou meias verdades porque não pode.
Nunca vou esquecer de uma vez assistindo uma propaganda de campanha contra Aids em que eu perguntei pra minha mãe o que era sexo oral. Eu devia ter uns oito, nove anos. Ela disse que eu ainda era muito nova pra saber e que quando eu fosse maior me explicaria. Eu aceitei a resposta porque ela não mentiu. Mas acabei descobrindo o que era em conversas com colegas, e no próprio colégio onde haviam várias campanhas contra a Aids. Atualmente pouco se vê falar sobre HIV/Aids na televisão, não há campanhas sistemáticas como havia na minha infância e adolescência. Não é por acaso que estejam sendo notificados tantos casos entre jovens. Porque está acontecendo? Não é pela ideia de que já existem remédios e agora a Aids não mata. Não é não! É porque não se fala, não se orienta, não tem campanha na televisão pra provocar o debate na mesa do jantar. É por isso! É porque surgiu um moralismo que dita que tudo é feio e errado, mas que como bem antigamente acontecia, o moralismo tá de cueca, porque a boca fala uma coisa e as atitudes mostram outra.
Tá faltando muita coerência por aí! Não quer que o filho aprenda com exposição que mostra sexo, pois bem, conversa com ele. Orienta, prepara pra vida. Essa é tua obrigação como pai ou mãe. Não fica achando que vai ter uma hora certa. A hora certa é quando o filho pergunta. O filho perguntou? Beleza, responde de forma simples o que tu achas que ele vai compreender. Geralmente eles se dão por satisfeitos. Se surgirem novas perguntas, responde. Não tem certeza se deve falar sobre aquele assunto ou não sabe um jeito mais light de falar dele, faz que nem a mãe, diz que quando ele for maior vai explicar. Só não foge do assunto. Não deixa pra escola, porque, na escola tá tudo sendo proibido. Se o livro mostra o aparelho reprodutor masculino as mães puritanas vão lá reclamar e dizer que a escola tá falando de pornografia. Se o boneco vem com pênis fazem campanha pra fechar a fábrica, se se fala em educação sexual e a escola entrega uma camisinha pras criaturinhas verem como é, os pais surtam e vão lá fazer protesto dizendo que a escola tá estimulando o sexo.
Para completar o pacote de como despreparar seu filho pra vida os pais não participam das reuniões, não conhecem os amigos dos filhos, não conversam e muitas vezes nem sabe onde os filhos estão porque estão muito ocupados no mundo deles. Quando acontece alguma coisa fica a pergunta a culpa é de quem? Quer levar pro culto, pra missa, pro centro espírita? Ótimo, leva, dou o maior apoio, se for da vontade deles ir, claro! Mas esclareça! Não cria teu filho como se ele estivesse numa redoma na qual está protegido, a vida não é assim, tu devia saber bem disso!
Termino com a seguinte conclusão, era uma exposição que não tinha quase nenhuma visibilidade, (pelo menos eu não tinha ouvido falar até o fechamento da mostra) agora tem. Por conta da pressão e do fechamento muitas mídias estão falando e mostrando as obras que tanto estão sendo criticadas. (Já pensou que teu filho já deve ter visto alguma delas???? )
Quem não ia ver porque não tinha interesse talvez tenha ficado bem curioso e resolva ver na internet. Aliás, outra cidade já se prontificou a receber a mostra. Então...

Fotos da internet achadas pelo google imagens

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Quarenta anos

É engraçado como as coisas tem uma dimensão quando somos crianças e outra quando crescemos. Começa pela ideia de que os pais são grandes! Conforme vamos crescendo e nos aproximando da altura deles, eles já não parecem tão grandes assim. A mesma coisa acontece com os espaços onde costumávamos brincar. E com os números! Ah! Os números... queridos amigos estudiosos da matemática e aritmética os números assustam! Ou talvez só nos confundam um pouco. É que começamos a vida com apenas um dígito e com o passar do tempo estes dígitos vão aumentando e se agrupando com outros e parecem um numerão. Isto acontece com os números da idade e da balança. E eles vão nos causando medo conforme o período da vida. É, tem período em que os dígitos da balança são mais importantes, tanto quando  estão baixos quando estão altos. Tipo boletim até uma fase, balança até outra fase, idade até outra, boletos até outra, extratos do banco até o fim da vida!
Lembro que quando eu era criança e fazia as contas de quantos anos eu teria no ano dois mil pensava comigo: nossa! No ano 2000 eu vou estar velha! O detalhe é que naquele ano eu completei 23 anos e me achava muito jovem e mal tinha começado a vida!
A ideia de que 20 anos é muito para uma criança deve ser porque apenas contamos os anos. Não temos ciência de que os anos não são apenas quantitativos, eles também são QUALITATIVOS. Quando cheguei nos anos 2000, além de me surpreender que o mundo não tinha acabado (graças! a Deus!) também me surpreendi de ser uma jovem recém saindo da faculdade que não tinha casa, nem marido, nem filhos e nem ideia de que rumo iria tomar depois que pegasse o diploma! Eu me sentia muito inexperiente e sem nenhum preparo para a vida. Eu tinha alguns sonhos e uma leve idealização de como talvez, fosse se desenrolar minha vida. Pra ser sincera nada aconteceu nem perto do que tinha idealizado.
Essa introdução é só para dar uma noção pra vocês de que, se lá na infância eu achava que com 20 estaria velha, que dirá o que pensava sobre ter 40 anos!!!!! Pois é! As mulheres dessa idade que eu conhecia eram já mulheres velhas (isso na minha infância!). Já eram mulheres maduras que tinham vivido suas escolhas e tinham até sofrido, tinha mulher com 40 anos viúva já há sei lá quanto tempo. E devia fazer bastante tempo porque a gente só conhecia ela por viúva, muitos anos depois que fui saber o nome dela. Então estes numerinhos da idade somados a todo o pré-conceito  de como seria uma mulher de quarenta me fez pensar que... sei lá, eu estaria bem "coroa" nesta época.
Cá estou eu... quarentona! Não sou nada, nadinha do que a sociedade dizia na época que eu era criança e também não sou nada do que a sociedade diz que é a mulher de 40 hoje. Aliás, isso daria um globo repórter! hahahaha A mulher de 40 como é? Onde vive? De quê se alimenta?
Não sou viúva, nem separada, nem casada! Não tenho filhos! Já fui e voltei na fase de dúvida sobre o tempo da maternidade e o tempo que tá passando e deixando a maternidade mais longe. Já ignorei esse tempo! Já engravidei e pensei que ganhei do tempo! Abortei e pensei que o tempo tinha me ganho! E agora não tenho tempo pra dar tempo ao tempo, embora precise me dar este tempo. Decidi deixar quieto e daqui a pouco eu volto a avaliar o tempo. Formei, trabalhei, fui embora, trabalhei, não me adaptei e voltei. Comprei apartamento e fiquei longe da mãe. Resolvemos mudar, vendemos apartamento e mudamos. Daí pra ter experiência na vida nada melhor que construir sua própria casa, detalhe, não sou João de Barro, quase surtei. O pedreiro acabou, mudei. Tem muita coisa pra colocar no lugar, loquiei. Tá quase tudo pronto, descansei. Avaliei o passado, as escolhas, os ganhos, as perdas, harmonizei. Agora tô com quarenta comemorei! Não em grande estilo como estava programado desde os meus 15 anos de idade. Tive uns percalços este ano, por isso a festa a fantasia do 40 foi adiada para os 41.
Agora, olhando pra trás e analisando todos os planos que fiz, a verdade é que só fiz um plano. É o único plano que fiz para o futuro foi comemorar meus 40 anos com uma festa a fantasia, todo o resto que aconteceu e foi muito bom foi sem lista, sem plano, sem idealizar. Deu certo! Amei! A ideia de que depois dos quarenta ficamos velhos desapareceu e deu lugar a ideia muito melhor de que todo mundo com mais de quarenta é bem novo!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os dias após aborto e curetagem

Há dois dias fui realizar a revisão do procedimento de curetagem que fiz no dia 02 de agosto após descobrir que o embrião que eu gestava havia morrido.Fico pensando num termo técnico que não seja morrer para o embrião ou feto na tentativa de afastar a ideia de que um filho morreu. Não consegui achar! Racionalmente feto e embrião parece com algo e não com alguém e consequentemente parece que não é um bebê. Parece, só parece! Não é como ter tido o filho nos braços e ele ter morrido. Não é como ter criado alguém até a adolescência e num dado momento esta pessoa ter desencarnado. Porque quando a gente gesta, pari e cria por um determinado tempo as pessoas a volta entendem que se perdeu um filho. É uma verdade inquestionável que o filho existiu! Mas quando tu gesta até um tempo e este filho  não completa a gestação, ele não se desenvolve de uma semente até um neném fofinho, aquele filho não existe pra quem tá fora. A relação se deu apenas entre mãe e bebê e aqueles mais próximos da gestante.
Então mais uma vez, racionalmente e como espírita eu penso que aconteceu o que tinha que acontecer. Sim, racionalmente isto tá muito claro e jamais necessitaria uma explicação. Mas aqui dentro... ah! aqui dentro tá doendo e tá uma luta entre o cérebro e o coração. Alguns momentos o cérebro domina e a gente compreende até o fato de tá com o choro mais frouxo que o normal e nos auto consolamos com algo como "o luto faz parte" e "chorar é normal tu é humana". Só que eu queria ter superado completamente! Assim o conflito não seria tão grande! Queria já ter decidido se vou tentar de novo ou se vou parar por aqui! Queria não ter que lidar com o fato de que o tempo está passando e depois dos 40 as porcentagens de perda aumentam e as possibilidades de engravidar por método natural diminuem. Ou então saber que vou tentar e que tenho possibilidades de fazer um tratamento para engravidar sem dívidas, ou melhor, sem aumentar as dívidas que já tenho. Queria ficar plenamente feliz com a gravidez de outras mulheres, principalmente não voltando a pensar no interrompimento da minha. Porque é um ciclo sabe? Lembro que perdi, que tive que fazer a curetagem, lembro que faço 40 segunda, e vem as estatísticas sambando na minha cara. Aí eu respiro, penso racionalmente, faço uma prece e choro!
Não bastasse isso, parece que as danadas das estatísticas vem me seguindo. É notícia no face, é reportagem na tevê, é a médica da revisão dizendo que preciso atentar para o prazo de seis meses sem engravidar, mas que também preciso decidir logo se vou tentar e que o método que eu optar para evitar a gravidez por seis meses pode fazer com que demore um pouco mais para engravidar quando já estiver liberada, porque o tempo...
Daí que na minha cabeça racional de virginiana tá uma bagunça e chego a ficar zonza com o choque destas ideias aqui na caixola! O lado bom é que fisicamente está tudo ótimo! Útero recuperando bem e segundo a médica "bem bonitinho"! Nenhuma reação adversa, nem dor... física. Então como se diz por aqui "segue o baile"!
Fico um pouco constrangida quando as pessoas perguntam sobre o bebê e tenho que dizer que abortei. Aliás, esta é a primeira vez que digo/penso/escrevo abortei, porque sei lá, na minha cabeça parece que abortar é algo que se fez por escolha. E a perda é involuntária! Mas o termo técnico é aborto espontâneo. post anterior, eles não querem me chatear, nem me dizer o que fazer, apenas querem que eu não fique triste, querem me ajudar a elevar o moral. Não levo a mal de coração! Mas acabo pensando será que vai dar tempo? Será que vou conseguir? E se acontecer de novo?  Fico constrangida pelo constrangimento do outro. Percebo bem que a pessoa não sabe o que dizer, fica perdida e daí acaba por dizer o velho clássico "tenta de novo". Como disse no
A vida é assim mesmo! Não tem spoiller pra gente saber como que vai ser no próximo episódio, só vivendo pra ver.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Da alegria a tristeza

Há dias penso se escrevo ou não esta minha história. Mas é uma via praticamente inevitável, sendo que minha forma de lidar com a tristeza ocorre de duas maneiras, a primeira que é limpando e organizando as coisas depois de ter chorado muito e a segunda é escrever sobre e assim organizar as ideias e os sentimentos (muitas vezes em meio a muitas lágrimas). Escrever não significa redigir um textão aqui no blog, o ato de escrever para entender meu sentimento pode ser contar por email pra um amigo o que passei, o que senti e o que sinto. Colocar as palavras no monitor, vê-las se formando sílaba a sílaba e reler me ajuda a enxergar o que tô sentindo.
A limpeza e organização funciona como se eu me livrasse da parte ruim da tristeza, é o ato físico de jogar fora a dor, a mágoa, a angústia e a culpa daquela melancolia. Fazer o exercício de mover os móveis de lugar e jogar fora o que não serve mais é muito mais que simbólico, ele me ajuda a me libertar daquela sensação negativa que me pesa. Principalmente porque a minha faxina sempre tem que ter música e quando tem música tem dança e cantoria. E já diz o ditado "quem canta seus males espanta".
A escrita também é parte da organização. Ela ajuda a organizar as ideias, como já disse e me faz perceber o que não serve e como posso agir a partir daquela tristeza.
Desta vez eu não pude fazer a limpeza física, do ambiente, talvez por isso vez ou outra o nó aperte na garganta. Então preciso o quanto antes recorrer a escrita para mandar embora as últimas sensações e medos que ainda restam.
Em menos de um mês eu fui da felicidade extrema a uma tristeza muito doída! Descobri em 6 de julho que estava grávida num teste de farmácia, contei ao meu companheiro, que há muito já estava desconfiado,  no dia seguinte fiz um exame de sangue, que confundiu minhas ideias porque eu não sabia ler o resultado, mas no sábado confirmei a gravidez. Não foi planejada, mas foi muito desejada! No final do ano eu deixei de tomar o anticoncepcional. Primeiro sem contar a ninguém, mas depois resolvi que meu companheiro deveria participar da decisão, no que ele me apoiou, inclusive dizendo que ia mesmo me sugerir parar. Sendo assim, ambos sabíamos que poderia ocorrer uma gravidez. Eu, tendo visto relatos de mulheres que levaram de um ano a mais para engravidar após a parada acreditei que comigo também iria demorar. A notícia foi recebida com muita alegria por todos.
Tão logo fiquei sabendo, virginiana que sou, fui logo procurar meu médico para saber se estava fisicamente bem para a gestação. Fiquei pensando que estando com hipotireoidismo e tendo que tomar remédio para controlar o melhor era constatar se estava tudo bem. Na semana seguinte fui ao médico, que solicitou um ultrassom para saber quantas semanas o embrião teria e como estava se desenvolvendo. Pediu urgência! Ah! Esqueci de contar que estou com 39 anos, aquela idade que as pessoas ao mesmo tempo que incentivam dizendo que és jovem e podes ter uma gravidez tranquila te lembram que pode ter riscos, já que é a primeira. Então corri para o primeiro ultrassom.
Em 12 de julho fui lá para fazer o exame e saber como as coisas iam. Minha primeira pulga atrás da orelha. O médico que fez o exame não disse diretamente, mas disse que naquele tempo estimado as coisas deveriam estar mais adiantadas, deveríamos escutar o coração do bebê e ele estaria mais ativo. Meu mundo balançou e meu coração ficou numa angústia permanente até o próximo ultrassom, sugerido para daqui dez dias.
Neste tempo eu rezei muito! Fui ao meu médico que tentou tirar da minha mente a ideia de um bebê morto no meu ventre, mas enfim, ao mesmo tempo ele já me alertou que caso isso tivesse acontecido eu teria que fazer uma curetagem e tal. Saí com o mundo um pouco mais sacudido e tentando sorrir tirando a angústia do meu coração. Nunca o tempo passou tão devagar! Eu marquei o exame que deu um pouco mais de 10 dias e em primeiro de agosto lá fui eu para o ultrassom. E as coisas estavam iguais ao primeiro! Mesmo tamanho, sem batimentos e com um pequeno sangramento há três dias. A médica foi super atenciosa, um amor comigo, me explicou com a maior calma e compaixão do mundo que o feto estava morto e eu precisava retirar o saco gestacional através de um procedimento com meu médico ou procurando o PS.
Eu chorei! E rezei pra não ficar triste demais, nem ficar me sentindo culpada, nem pensar que eu não vou poder tentar de novo, nem que eu tivesse alguma mágoa ao ver outras mulheres grávidas neste momento. Meu maior medo foi ficar com mágoa, porque eu sei que estas coisas são parte de um grande aprendizado. Mas a gente é humano e falho e pode sentir coisas assim.
Então contei pro meu namorido o que aconteceu e não consegui não chorar. E contei pra família e me preparei psicologicamente para ir ao PS fazer a curetagem. Aliás tive medo da dor! No pronto socorro foi rápido, logo me passaram para a ginecologia, aqui demorou um pouco. Fiz o relato do caso, levei os exames, examina um residente, examina o médico e então eles me falam que tenho que ficar no hospital porque o procedimento é feito só no dia seguinte. Foram também muito atenciosos me falando com empatia tudo que seria feito e como. Faz a baixa, exames, coloca acesso e espera até a hora de colocar os compridos para provocar a abertura do colo do útero. Pensei, meu Deus me ajude, dizem que a dor é horrível. É mesmo, mas não mais que a dor da perda.
No mesmo quarto que eu duas moças com menos de 30 na mesma situação, mas com as gestações mais avançadas, bebês mais desenvolvidos. Já sabiam o sexo, já tinham escolhido os nomes. Neste momento me senti menos sofredora. Tinha ganho alguns presentinhos, já tinha pensado nos nomes possíveis, mas não tinha escutado o coração! Não tinha sentido vivo aquele ser que eu amava! Era uma semente germinando. Mas elas tinhas caminhado um pouco mais, já tinham enxoval, planejavam o quarto, chá. Senti uma grande tristeza pensando o quanto a dor era maior pra elas. O nó apertou na garganta! Segurei o choro! Fomos companheiras a noite toda, nossas cólicas aconteciam em intervalos muito próximos. E no dia seguinte fomos uma depois da outra pra sala de cirurgia e depois pra recuperação. Lá se foi mais uma manhã e quase toda a tarde comentando o que sentimos, o que choramos.
Cinco dias de repouso, abstinência sexual, revisão e o nó na garganta. A organização que pude fazer neste período foi guardar os presentes que havia ganho, até porque cada vez que olhava pra eles o nó apertava. Fui muito amparada com palavras de amor, carinho e consolo. Várias lágrimas se juntaram as minhas e sentir isto me consolou muito. Recebi palavras de muito amor! E recebi o incentivo de não desistir, embora neste momento ainda tenha um pouco de receio, justamente por não saber porque a gravidez foi interrompida. Acolho o incentivo com carinho, as pessoas não fazem por mal, elas apenas querem que a gente solte aquela tristeza e agarre uma nova chance de felicidade.
Passaram nove dias desse procedimento. Vira e mexe me assaltam pensamentos de como seria... Mas minhas preces foram atendidas pois consegui receber com felicidade sincera a notícia da gravidez de uma amiga querida.
Sigo adiante com o coração ainda dolorido, colocando as coisas que caíram no lugar, o nó está afrouxando e muito amor tem se multiplicado. Quanto as lágrimas, creio que seja inevitável deixá-las cair, faz parte de mim chorar, seja de alegria ou tristeza! Agradeço o apoio e o carinho do meu companheiro, dos meus pais, dos meus sogros, cunhados, irmãos, tios e amigos. Agradeço aos médicos e enfermeiros que me atenderam no São Francisco. Agradeço a Deus e a espiritualidade a oportunidade de sentir esta felicidade, mesmo tendo sido interrompida, também agradeço o aprendizado.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Herculanum - Rochester

Fazer o que né, me apaixonei por Rochester! Admito que não ter algumas explicações sobre determinados encontros retratados no romance me deixa meio desazada! É diferente dos livros do André Luiz, por exemplo, que sempre tem uma explicação de porque fulana e cicrano se encontraram naquela encarnação e naquelas condições. Sinto um pouco a falta destas explicações, mas André Luiz é um repórter da espiritualidade que vem sanar nossas dúvidas e como curioso que é acaba dando bem mais detalhes que outros autores.
Herculanum é um romance maravilhoso! Gente, quem já assistiu algum documentário, ou mesmo assistiu ao filme Pompéia vai adorar. Óbvio fala lugar, do que levou a erupção do Vesúvio e outras coisas. É um romance que  fala de personagens afetados por todos estes acontecimentos e outras que tiveram suas vidas alteradas a partir destes acontecimentos.
O que achei fabuloso foi descobrir, no prólogo, que a história de Rochester está sendo contada sem que a gente perceba. Não vai ter spolier não, calma!
Então em breves linhas a história se resume um pouco a três famílias patrícias (romanas) amigas que vivem em Herculanum. Algumas personagens são pessoas do povo, plebeus ou não-romanos que estão ligados pelo amor ou pela vingança aqueles patrícios. O ponto culminante é a erupção do Vesúvio o aniquilamento das cidades de Pompéia e Herculano e a vida das pessoas que conseguiram salvar-se da lava, da fumaça sufocante, das pedras e do vapor assassino.
Considero que Caius Lucilius é o personagem principal desta aventura. É durante sua fuga de Herculano que tomamos conhecimento da existência, naquela região, de um discípulo de Jesus, quem vem a salvar a vida de Caius e convertê-lo ao cristianismo. Este discípulo é o centurião que converteu-se após conhecer Jesus. Ele conta sua história a Cáius e mais tarde vem a batiza-lo junto com Sempronius.
Para mim é difícil falar de um livro sem contar detalhes e pormenores, pelo medo de dar spoiler e contar detalhes muito importantes, não contarei mais nada. Apenas indico muito fortemente que o leiam.
A escrita de Rochester é simples e clara. As personagens são fortes e suas histórias incitam muitas reflexões sobre as paixões humanas, os vícios e as virtudes. Algumas ligações podem ser intuídas pela maneira como são narrados os encontros e as sensações das personagens umas com as outras. Como é o caso de Gundica e Virgilia, por exemplo. Todas as ligações são de outras reencarnações.
Além do romance em si é muito forte a impressão que sentimos diante da narração da erupção do Vesúvio, das cinzas tomando conta da cidade, dos vapores venenosos, das pedras que saltavam do vulcão antes da lava se derramar sobre as cidades e tudo que nelas continha.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Meu primeiro Rochester - A noite de S. Bartolomeu

Já ouviu falar da noite de São Bartolomeu? Pois então, foi um grande massacre que começou após a cerimônia de casamento da princesa Margot na França. O casamento arranjado pelo rei Carlos IX tinha o objetivo de acabar com as disputas entre católicos e protestantes, visto que Margot desposaria Henrique III que era protestante. O rei Carlos tinha em um dos líderes do movimento protestante um grande amigo, a quem tratava como pai. Sua simpatia não foi suficiente para acalmar os católicos em sua ira, que pelas costas do rei tramou a carnificina que teve início assim que Coligni (o amigo do rei e líder protestante) foi assassinado.
Óbvio que em meio a autorização para que católicos executassem protestantes muitos homens aproveitaram-se deste momento para matar seus inimigos. Alguns personagens deste livro aproveitaram para matar credores, adversários políticos e rivais no campo afetivo.
Neste livro Rochester nos conta sobre uma história de amor ambientada neste período e que tem seu ápice na Noite de S. Bartolomeu. Diana D'Armi a jovem filha do Barão João D'Armi  (um viúvo perdulário) abandona sua filha aos cuidados de sua nova esposa Lourença. Esta uma mulher egoísta, mesquinha, vaidosa e promíscua que troca de amante com grande facilidade é justamente quem leva  o seu algoz para casa. O barão de Mailor torna-se amante da baronesa D'Armi num momento em que se encontra financeiramente mal. Ele também não consegue explicar a estranha influência que Lourença exerce sobre ele. Neste encontro a pérfida mulher trama o casamento de Diana, na época uma criança por volta dos 4 anos e dona de uma herança que desperta muitos interesses, com Mailor e após o acerto de uma certa comissão para o pai da noiva, faz-se o casamento da menina. Depois disso a pobre não tem mais amparo! O marido a abandona a própria sorte numa floresta, o pai a vendeu como mercadoria e a madrasta sempre que pode manipula os homens para ganhar algo com Diana.
Todos aqueles que a deveriam auxiliar a abandonam ou a traem. Mas por alguma força ela consegue superar os perigos e descobrir toda a trama que se desenrolou até o momento em que toma consciência sobre sua própria vida.
O livro é rico em detalhes sobre o período, nomes, lugares e acontecimentos.
Confesso que senti falta de uma explicação sobre os laços que ligaram Diana a todos aqueles que a prejudicaram jurando lhe amar.
Indico demais a leitura pois a escrita de Rochester é maravilhosa e nos prende fazendo com que a gente não pare de ler.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

10 coisas que os pais devem fazer com os filhos

Existem muitas coisas que eram tabu antigamente! Antigamente, devemos dizer, é bem recente, tipo 30, 40 anos. Recente sim, parece que quando dizemos faz 10 anos, faz 20 anos, as coisas estão láááá longe, mas na verdade as coisas estão bem perto, estão dentro do nosso próprio ciclo de vida! É engraçado, por exemplo, quando uma criança de 10, 12 anos diz, a minha vida inteira, ou toda a minha vida, porque ela viveu ali, dez, doze anos. Se uma década é pouco na história de uma criança, porque na nossa vida é muito???? A experiência da criança vale tanto quanto a nossa, adultos.
É por isso que a gente precisa conversar sempre com as crianças que estão a nossa volta, não só para orientá-las, mas pra aprender com elas. Obviamente que pessoas mais vividas tem experiências importantes e consequentemente alguns conselhos do que fazer e do que não fazer na vida, mas vamos deixar claro que estas vivências não o tornam o dono da verdade,
Por isso é necessário conversar com as crianças contando nossas histórias, nossos erros e acertos, para que eles possam saber um pouco da vida e fazer suas escolhas com alguma base.
Fiz uma lista de coisas que meus pais fizeram comigo, uma lista de filha, com alguns assuntos espinhentos e outros considerados tabu que acho interessante que os pais falem com os filhos, sem constrangimentos ou repressões.
1 O mais polêmico, constrangedor e difícil imagino para os pais e para os filhos é o SEXO. Desde muito cedo a criança começa querer saber sobre as diferenças entre meninos e meninas, como nasceram, como que a semente chega na barriga da mãe e vira bebê. Então é bom falar a verdade e com clareza. Dizer que o filho é muito jovem pra saber daquilo e cortar o assunto pode fazer com que a curiosidade aumente mais. Fala a verdade! Aliás, uma dica básica, a verdade é o melhor caminho sempre. Mesmo que doa, e ela dói!
É óbvio que tu não vai mostrar um filme de sexo pra criança.  Quando ela perguntar: "Como nascem as crianças?" Não me venha com repolho ou cegonha. Diz que o pai tem uma semente, a mãe tem outra e quando eles namoram as sementes se juntam e a criança começa a ser gerada. O namoro é algo que dependendo do tamanho da criança vai gerar uma outra pergunta, mais ou menos cabeluda. Crianças pequenas entendem namoro como, por exemplo beijo na boca. Tá bom, responde que sim e deu. Quando ela quiser saber mais alguma coisa ela vai perguntar, pode acreditar.
2 Porque meninos e meninas são diferentes? Porque todas as pessoas são únicas e diferentes. E todas são especiais. Homens e mulheres tem órgãos diferentes para a reprodução, para poder ter filhos, se quiserem um dia. Eles podem perguntar sobre gurias que gostam de gurias e guris que gostam de guris. A coisa mais importante a dizer neste caso é que acontece, que faz parte da diversidade das pessoas e que é amor e toda forma de amor é bonita. NUNCA, nunca diga pro seu filho que homem gosta de mulher, mulher gosta de homem e o que tá fora disso tá ERRADO. Porque dependendo da idade do seu filho, das dúvidas que ele tem naturalmente durante a adolescência isso vai tornar a vida dele muito difícil. Veja bem, quem pergunta sobre homossexualidade não necessariamente tem dúvida sobre a SUA. Muitas vezes ele tem amigos ou vê colegas que sofrem bulling por serem afeminados e querem ajudar este amigo. Colocar seu filho contra gays e lésbicas não impedirá que ele seja e muito provavelmente o tornará infeliz, porque a adolescência é uma época difícil da vida da gente. Eu sei porque a minha foi bem chorosa! Além disso é natural que existam dúvidas. aliás a gente tem dúvida de tudo, se é adulto ou criança, se o que sente pela amiga é só amizade ou se é amor, porque a gente sente ciúme dos irmãos mais novos, porque nossos primos podem fazer um monte de coisas que a gente não, porque eu não sou todo mundo? Determinar para os adolescentes que ele não podem ser/fazer alguma coisa sem um bom argumento criará muitas outras dúvidas e dores , algumas vezes. E consequentemente infelicidade. E eu tenho toda certeza do mundo que a coisa mais importante pra ti é saber que teu filho é feliz. Então... converse com a mente aberta!
3 Quando teu filho começar a te perguntar sobre sexo, prazer e etc, não diz pra ele que é ruim. Assim como no tópico número 1, isto pode causar mais curiosidade. Fala a verdade, que é bom. Verdade melhor sempre mesmo que doa? Pois é. Diz que é bom, que só pode ser feito quando tiver  A PERMISSÃO DOS DOIS ENVOLVIDOS. Fala que precisa tomar alguns cuidados muito importantes, um deles  É O USO DO PRESERVATIVO. Para os meninos diga que: NÃO É SEMPRE NÃO. E para as meninas diga que QUALQUER TOQUE NÃO CONSENTIDO É ABUSO SIM E DEVE SER DENUNCIADO. Fala pra ele que os parceiros devem conversar sempre para se conhecerem e para saber sobre o que gostam. E QUE QUEM GOSTA RESPEITA O OUTRO SEMPRE TAMBÉM. Isto não é incentivo, tampouco consentimento para que os filhos façam sexo. É uma orientação para QUANDO (porque eles irão fazer sexo um dia) eles estiverem prontos para isso saibam que precisam se prevenir de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e abusos!
4 Converse com seus filhos sobre o toque, o beijo e a permissão. Crianças também se sentem culpadas quando sofrem abusos e acabam não falando por medo e vergonha. Além disso tem o fato de que os abusadores ameaçam a criança com a morte dos pais. Diga que se um toque não for agradável e causar desconforto deve falar com os pais. Fale que ninguém pode tocar suas partes íntimas. Aproveita pra mostrar o vídeo do lado, ele é muito bom pra ajudar as crianças a entenderem o que é toque bom e o que é toque ruim.Conversar sobre isso vai ajudar para que ela  se senta a vontade para conversar contigo sempre que tiver dúvidas. Porque a coisa funciona assim: se  a criança tem dúvida e pergunta pro pai e ele manda perguntar pra mãe e a mãe diz que ele é muito pequeno pra saber ele vai perguntar pro amigo mais velho e isso pode dar certo e o amigo ser o cara que sabe das coisas, mas pode dar errado e o amigo causar uma baita confusão na cabeça do teu filho.
5 Outro tema difícil são as DROGAS. Mas, como qualquer tema a conversa é o que ajudará teu filho fazer a melhor escolha. Aqui a verdade também é a melhor resposta. Dizer que é ruim não é um bom caminho, principalmente se por acaso tu fumar ou beber. Fala pra ele que existem vários tipos de drogas e que elas causam danos a saúde, dependendo do tipo mais rápido ou mais devagar. Fala que inicialmente elas causam uma sensação boa e que é atrás desta sensação que os usuários (nunca diga drogados) vão e acabam se viciando. Ninguém se vicia em qualquer coisa que seja se a coisa for ruim e ele não gostar. Então seja honesto! Mostre as consequências do vício. E não julgue aqueles que estão passando por este problema. Eu sempre falei sobre isto com a minha mãe e nunca tive vontade de experimentar das drogas ilícitas, mas tenho certeza que se tivesse experimentado poderia ter contado abertamente pra ela e não seria julgada. Proibir não é uma boa ideia!
6 Fale sobre os idosos. Devemos ensinar as crianças a respeitarem e a valorizarem os mais velhos. Oportunize que eles convivam com os avós. Tá certo que hoje em dia os avós participam ativamente da vida dos netos, muitos fazendo as vezes dos pais levando na escola, buscando e cuidando. Mas é importante falar sobre a necessidade das crianças ajudarem os avós, deixando claro que eles não são empregados deles.
7 Este assunto faz lembrar de outro tema a necessidade de nossos filhos saberem que não tem empregados. Que eles precisam cuidar das suas coisas, limpar o que sujam, manter seus pertences organizados. E caso tenha uma auxiliar que cuide da casa deve deixar claro  que esta profissional tem que ser respeitada. Não é porque tem alguém que organiza e limpa que el@ vai jogar as coisas, sujar e não se responsabilizar pela sua bagunça.
8 Converse sobre as coisas que seu filho gosta e sobre o que não gosta também. Isto vai demonstrar pra ele que estás interessado na opinião dele. Pergunte pelos amigos, pela escola, pelo que gosta de fazer no dia-a-dia. Deixe ele falar e preste atenção! Dedique toda a sua atenção a esta conversa, que pode ser no caminho da escola pra casa, pode ser antes de dormir, pode ser durante as refeições.
9 Falando em refeições... faça pelo menos uma, UMA DAS REFEIÇÕES com teu filho. O melhor seria que fossem todas, mas se não for possível, escolha uma delas e faça, como um ritual. Comam juntos, falem do tempo, do planejamento do dia, de como o cheiro do café é bom de manhã! Enfim, esteja presente em pelo menos uma refeição da criança.
10 Diga pro seu filho o quanto ele é amado e querido. Demonstre com gestos, auxilie nos temas da escola, jogue bola, brinque de quebra-cabeça, assista o filme ou a série favorita DELE, ande de bicicleta, faça piqueniques, ensine a cozinhar, convide ele e os amigos para fazerem trabalhos, festa do pijama e dormidão em sua casa. Dá trabalho, faz bagunça, mas são lembranças que nunca serão esquecidas. Caso teu filho seja adolescente deixe ele ir nas festinhas, no cinema ou shopping com os amigos. Leva e busca ele, claro, mas deixa ele ficar lá só com os amigos, aprendendo a se cuidar. Isso vai ajudá-lo a ter autonomia. E isso fará muita diferença quando ele precisar se virar sozinho. Sei disso porque fui um pouco protegida e tem algumas coisas com as quais não lido tão bem, por causa desta proteção.
Nenhuma das coisas que tô falando aqui é verdade absoluta. Mas são coisas que eu vivi na minha infância e adolescência e me fez muito bem. É experiência própria! Perceber que muitos jovens não tem nada disso na sua vida e estão adoecendo emocional e psicologicamente me causa enorme tristeza.