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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Após a Chuva - Lygia Barbiére -

Sabemos que não existem coincidências na vida! Todo o acontecimento tem algum propósito! Seja o sorriso de um estranho na rua, o ônibus que passou antes ou aquele livro que vira e mexe alguém fala pra gente ou a aparece no feed de notícias como sugestão de leitura! No meu caso o livro que vem e vai é "Mulheres que correm com os lobos"! Tem aparecido demais pra mim nas mídias sociais! Até no livro "Após a chuva", que estou lendo atualmente! Neste trabalho da Lygia o livro é objeto de um grupo de estudos frequentado pelas personagens principais, Laíssa, Joaquim, Najla e Caio!
A história principal é a de Laíssa, uma psicóloga que descobre, no dia do seu aniversário de casamento (ou seria namoro?), que o marido a traía. Daí em diante sua vida dá uma guinada e ela não só muda sua vida e relacionamento, mas se aprofunda na sua própria história e questões emocionais.
Com ajuda dos amigos Najla, Caio e Christel descobre mais sobre si mesma do que poderia imaginar! Nunca havia passado pela sua cabeça que a consulta atípica de sua paciente Tereza, daria tantos desdobramentos na sua análise sobre a paciente e também na sua autoanálise! Na história Laíssa sempre se depara com o livro "Mulheres que amam demais" e toda vez que ele lhe cai nas mãos ela, por algum motivo, o coloca de lado. Até que  ao ajudar a amiga Najla numa pesquisa para o doutorado se depara com o livro e, desta vez, decide lê-lo.  E percebe que todas as evasivas que teve para evitá-lo estava justamente no seu inconsciente, pelo fato de intuitivamente saber pressentir que tinha muitas características das mulheres que amam demais. Por isso acabava evitando de enfrentar seus próprios sentimentos, repelindo o livro pelo título que lhe causava má impressão.
O tema central deste romance da Lygia Barbiére são os sedutores e suas "vítimas", mulheres que de forma geral amam demais. Ambas características são síndromes psicológicas que vão se formando durante muito tempo no inconsciente. Joaquim é o sedutor, aquele que seduz, que ama estar apaixonado, fazer com que as mulheres se apaixonem, mas que não consegue amar! Num primeiro momento nenhuma das personagens percebe que estas características da vida física
são consequências  e causas de situações espirituais.
O livro fala de questões bem atuais como redes sociais e também traz muito embasamento teórico sobre as síndromes, os desajustes e  bastante referencias de livros e estudos para quem ficar curioso sobre o tema. Ainda não terminei a leitura, mas acredito que logo terei que ler "mulheres que correm com os lobos", afinal, não é por acaso que ele surge e ressurge na minha vida! Certamente tem algo nele que preciso aprender!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Nas voragens do pecado - Parte final

 Tenho lido bastante nos últimos tempos! Gostaria de ter uma organização melhor do meu tempo livre para aproveita-lo ainda mais. Mas... apesar de virginiana, esse quesito estou devendo.  Mesmo assim tenho lido bastante! Este livro demorei um pouco mais em torno de dois meses e meio! Não é de difícil compreensão, mas é bom ler e refletir conforme a história se desenrola! O final é surpreendente, pelo menos foi pra mim! 
O tema central da história é o perdão! É a necessidade que temos de perdoar os outros, a nós mesmos  e jamais buscar a vingança. Numa época e numa corte em que a intriga, a inveja, a vingança e o assassinato se faziam de forma corriqueira, perdoar talvez fosse realmente algo impensável. A Rainha mãe, Catarina de Médici defendia o trono de seus filhos com unhas, dentes e eliminação dos oponentes. Claro que Luís de Narbone uma ameaça tão próxima ao trono não passaria impune. Com ajuda de Ruth de La Chapelle tudo ficou mais fácil para a ela. Pois ela eliminaria um inimigo sem precisar se expor. No momento em que a huguenote  é descoberta e que Monsenhor de B tenta intervir pelo pupilo e sua esposa, a rainha-mãe percebe que tem tudo o que precisava para capturar  De Narbone. Principalmente porque já havia acordado com Ruth como tudo seria feito para apanhar o formoso Capitão da Fé. A interferência do Monsenhor acaba por dar mais isenção a Catarina, que fica como que sem saber, assim como todos os outros, o que aconteceu com o casal. 
No entanto, o fim de Luís foi encarcerado numa masmorra no próprio castelo, local insalubre, úmido e de pequena área e baixo, na qual o pobre Capitão da Fé não podia sequer ficar de pé. Soube ele que fora entregue pela sua amada, pois a rainha fez questão de entregar-lhe o bilhete que recebera preparando -a para a chegada de De Narbone. Apesar da dor ele perdoou sua amada. 
Já Ruth, apesar de ter escapado das garras da rainha não conseguiu escapar da própria consciência. Casou-se com seu prometido Frederico. No entanto, sua consciência e o fantasma da amiga Otília a atormentavam, tornando-a enferma. Sua culpa trazia para perto de si a amiga e obsessora que não a perdoava, pois acreditava que Ruth havia ajudado Luís a fugir da prisão. É em torno destes três personagens  que a história se desenrola. Com eles e suas trágicas histórias que compreendemos a necessidade do perdão, da fé verdadeira e que os laços de amor são eternos.
Vale a pena a leitura! 


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Nas voragens do Pecado - parte II

Queridos fiquei uma semana sem conseguir cumprir minha meta de uma postagem por semana, mas foi por motivo sério e real. Sofri uma acidente leve e tive uma queimadura no rosto. Não podia, na semana passada, pegar sol para evitar manchas na pele. Foi uma queimadura superficial, mas que precisou de cuidado. Por isso acabei não conseguindo escrever aqui.
Sigo com estudos, leituras e muito trabalho! hahaha Faz parte né?! E entre minhas leituras mais queridas neste momento está o livro de que já falei  por aqui, da Yvone do Amaral Pereira, Nas voragens do pecado. Quando assisti o filme Rainha Margot fiquei profundamente tocada pela terrível e lamentável noite de São Bartolomeu! Outro livro espírita que traz relatos desta época (também falei no outro post!) é o do Rochester que se chama A Noite de São Bartolomeu. Ambos os livros nos dão uma visão profunda daqueles momentos. Conseguimos perceber o quanto o fanatismo impulsionou atitudes intolerantes tão distintas de Jesus e também como vários homens desconhecedores do amor e do bem aproveitaram-se destas batalhas entre cristãos e huguenotes para cumprirem suas vinganças pessoais e mesquinhas.
Nesta segunda parte do livro, Ruth Carolina, na personagem de Otília de Louvigny faz-se surda aos apelos e influências do irmão Carlos e segue a ideia de vingança plantada em sua alma pela cunhada de quem pegou o nome emprestado. Não percebe a pobre moça que, desta forma, coloca-se nas mãos da cruel rainha Catarina de Médici. Luis de Narbonne completamente envolvido pela sedução da falsa Otília entrega-se totalmente a ela e decide deixar sua prometida carreira eclesiástica para tomá-la em matrimônio e desta forma confortar o coração dorido que nunca recebeu amor.
Catarina percebe que sua, por hora, protegida era audaciosa e conseguiria realizar seu desejo de acabar com De Narbonne. A monarca chegara a contemplar a ideia de manter a moça junto de si, não fosse o fato de ter adotado o nome de Louvigny morta!
De outro lado Ruth Carolina vive o conflito de uma jovem que sente e compreende que o amor de De Narbonne a ela devotado é verdadeiro e isto a faz balançar em sua vingança. Não tivesse sido sua família destroçada pelo Capitão da Fé ela admite que poderia amar Luis.
Após as bodas perceberemos que a pobre menina fica mais solitária do que anteriormente, pois mesmo seus amigos e servidores acabam por afastar-se dela.
O livro tem mais de 300 páginas, mas a leitura é fácil e agradável. A escrita de Charles através da mediunidade de Yvone é de boa compreensão, mesmo que remeta a período tão distante, com nomes de nobres e reis. Continuo indicando a leitura. Provavelmente farei nova postagem sobre a terceira parte. Aguardem!

terça-feira, 23 de abril de 2019

"Nas voragens do pecado"

Minha leitura atual se ambienta na França de Catarina de Médici!Uma rainha cruel, que sob o manto da defesa de Deus e da igreja organizou um massacre de luteranos e calvinistas. Sempre que leio ou assisto filmes sobre a  "noite de São Bartolomeu" sinto-me profundamente chocada com a capacidade de usar o nome de Deus para matar pessoas! Óbvio que essa foi uma boa desculpa para muitos se livrarem de desafetos seus, adversário políticos, rivais no coração de alguma dama, enfim...
Nesse romance espírita psicografado por Yvone do Amaral Pereira a história que se desenrola se dá após o ataque do capitão da Fé, Luis de Narbonne, a família de huguenotes Bretencourt de La-Chapelle. O ataque culmina acontece após o filho mais velho da família, Carlos negar-se a apresentar-se diante do capitão e renegar sua fé. A chacina não poupou ninguém! Foram executados adultos, crianças, patrões, empregados, vizinhos e amigos presentes no culto do evangelho que Carlos realizava todos os domingos para estudar o evangelho de Jesus.
Sem desconfiar de nada Luis de Narbonne  crê ter aniquilado a família, mas uma sobrevivente existe. Ruth Carolina, que após jurar no leito de morte da amiga de infância e cunhada Otília de Louvigny, vai a corte em busca de vingança.
Tramas na corte, jogos de interesse, uma Rainha que controla com mão de ferro os filhos fracos que herdariam o trono fazendo todo o possível para afastar os perigos de golpe de filhos bastardos ou sucessores indiretos, como os Valois. A primeira parte conta como se deu a chacina dos La Chapelle, como ficou Ruth desamparada e como arquitetou todo o plano de vingança a moribunda Otília de Louvigny, que teve seu sonho de amor ceifado pelo assassinato de Carlos, seu noivo e irmão de Ruth.
Esta parte também nos ambienta na Paris de 1572 e conta-nos o encontro entre de Narbonne e aquela que seria seu amor e perdição.
Yvone do Amaral Pereira nos dá muitos e ricos detalhes sobre as relações, sobre os locais e as pessoas. Vale muito a pena a leitura.
Outra obra que fala do mesmo tema é o livro de Rochester "A noite de São Bartolomeu" do qual falei aqui. Apesar de apenas estar no início da segunda parte posso perceber que a busca pela vingança aprisionou as almas destas três personagens de forma muito avassaladora. Assim que concluir venho até aqui comentar essa segunda parte!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Moura - Eulália Bueno

Estou acabando de ler este romance espírita e estou arrebatada por ele. Devorei as páginas muito rápido, fazia tempos que não me prendia tanto num livro!Aliás o último, digo, penúltimo que estava lendo abandonei por não estar fluindo tão facilmente a leitura!
Esse livro é muito gostoso de ler e de fácil entendimento. Super didático para quem nunca ouviu ou estudou sobre a doutrina espírita e traz várias referências bibliográficas para quem quer saber mais sobre.
O prefácio é uma explicação fantástica sobre o romance espírita! Tem citações de textos de Kardec falando sobre romances espíritas lá no século passado, retrasado! E conta a maravilhosa história de amor de Rodrigo e Esther, ele um general mouro que invadiu a Espanha com seu exército e tomou a cidade de Toledo. Ela uma jovem cristã, filha de Alda, uma mãe muito rígida e temente a Deus que era totalmente contra os mouros (com o andamento da história entende-se porque) e de Urbano o mais famoso fabricante de espadas da época.
Ambos enfrentam dificuldades com as famílias por causa das diferenças de religião e raça. Rodrigo rompe com o pai ao apenas cogitar a possibilidade de pegar como esposa uma cristã. E a mãe de Esther desencarna de ódio ao apenas cogitar a possibilidade de sua única filha unir seu coração ao um mouro e ter uma família. A trama é bem amarrada e cada situação de conflito nas relações (tanto no mundo espiritual quanto no carnal) vem embasado em explanações do livro dos espíritos, dos médiuns e outras obras clássicas desta doutrina. A obra fala de obsessão, de vingança, resgastes, reencarnações, os perigos de deixar-se levar pela raiva e o rancor, os riscos dos julgamentos e da força do amor, único remédio capaz de curar verdadeiramente as chagas da alma.
Fala também do quanto a religião está ligada a forma como a usamos para nos ligarmos a Deus, do que a forma como cada um demonstra sua fé, pois é algo íntimo, individual e único. Realizar as orações no lar, ligando-se a Alá pode ter uma sintonia maior do que frequentar a missa, receber os sacramentos ou orar na igreja junto ao padre e a vista de todos. Deixa claro que a função da religião é nos conectar a Deus independente da forma como cada credo realiza seus ritos!
Todas as "explicações" são dadas por Thereza a amiga espiritual da jovem médium Helena , que enfrenta algumas dificuldades em relação ao trabalho realizado por outros médiuns na casa espírita que frequenta. As dúvidas de Helena vão sendo sanadas a medida que Thereza a leva para observar o desenrolar da história de Rodrigo e Esther do ano 714 até o desfecho deste amor.
Super indico a leitura!

foto do livro Google imagens