domingo, 29 de setembro de 2019

Bolo do amor - encontro de bruxos


Sempre tive essa veia "bruxística"! Sim, gosto de banho de ervas, pesquiso sobre chás e seus benefícios fitoterápicos, acendo incenso, leio livros sobre feitiços e energias. Descobri bem cedo que as "bruxas" são mulheres livres, que amavam a natureza e trabalham com ela para a cura dos males do corpo. Usar as energias para fazer o bem fazia com que elas recebessem mais desse bem. Óbvio que muita gente usou de forma errada essa sabedoria, só que isso é assunto pra outra hora.
Desde cedo eu gostava disso e cheguei a procurar grupos de Wicca aqui em Pelotas. Não lembro em que ano foi, mas teve um encontro de bruxos na praia do Totó e eu queria muito participar, ver como aconteciam. Daí fiz o pai e a mãe me levarem lá!
Primeiro tinha uma cerimonia em círculo. Energização, limpeza energética, mentalizações, depois tinha um bolo do amor maravilhoso. Outro dia me deu uma vontade louca de achar a receita e poder fazer aqui em casa, mas das receitas certo que e encontrei nenhuma era parecido com o que me lembro. Tá certo que não lembro quase nada daquele dia! haha
Lembro que o bolo era branco, simples com uvas passa e outras frutas! Bem que  queria lembrar integralmente daquele dia que foi tão bom!
O bolo era delicioso! E peço que se alguém por aí tiver  a receita eu aceito que me enviem!
Uma coisa que foi muito legal foi o pai ter estado lá na roda dos bruxos comigo e a mãe. Como disse foi um dia bem legal!
Nesse dia me senti uma verdadeira bruxa no meio da minha galera!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

"Se um desconhecido lhe oferecer flores isto é impulse"

Este texto é bem antiguinho, mas eu gosto bastante dele! Por isso estou republicando aqui, mas o original é do bloguinho Diafragma!


24 OUTUBRO 2006

Se um desconhecido lhe oferecer flores isto é impulse

Sempre fui muito imaginativa. E sou romântica, apesar de não parecer, eu acho... E gosto de propaganda, não seria publicitária, mas gosto de assistir, de falar sobre. Algumas realmente me emocionam a ponto de me fazer chorar naqueles dias mais downs.
A que lembro melhor da minha infância era do desodorante impulse. Achava-as muito boas e imprescindivelmente românticas. A base era mais ou menos sempre a mesma, uma mulher bonita saindo para o trabalho que passava pela rua por um lindo homem, desconhecido dela, claro, que depois de vê-la passar lhe oferece flores. Lembro especialmente de um em que a mulher é super-independente e está dirigindo seu carro conversível pela estrada e ao passar por um avião, logo o piloto voa sobre seu carro e descarrega uma chuva de flores. Ultra romântico!
Porque estou falando nisso, é que estou numa discussão interessante numa comunidade do orkut que fala sobre O mito do amor romântico. E chegamos, depois de muitos e muitos debates, a conclusão de que uma das formas de perpetuar o mito é o consumismo e a propaganda. Tanto que faz um homem oferecer flores a uma mulher desconhecida, coisa que normalmente só ocorre em ocasiões especiais. Algumas dirão até que só ocorre quando eles aprontam alguma...
Enfim, já cheguei a sonhar em usar impulse e ter um desconhecido a me oferecer flores. Mas isso foi quando tinha meus nove ou dez anos. Hoje não posso usar desodorantes com perfume e o único homem que me ofereceu flores foi meu ex-namorado e no natal. Conclusão... somos românticas no entanto o amor romântico é cheio de fatores que o determinam, ou ele é maravilhoso e perfeito ou é impossível.
Não, não estou desanimada com o amor, sei que ele existe, mas já me convenci que não desta forma.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Paixão adolescente

Não sei se já contei por aqui, mas na minha adolescência eu me apaixonava toda as semanas! Claro que algumas paixonites duravam um pouco mais! Aconteceu com uns dois ou três colegas de escola. A paixão era rápida porque algumas desilusões aconteciam antes mesmo de chegar a conhecer bem o guri! Outras eram mais longas porque o outro era uma pessoa legal, daí durava o tempo de descobrir que ele gostava de outra. A fossa também era rápida, afinal de contas na adolescência é tudo rápido! Com o passar do tempo as paixões tornaram-se mais longas e as fossas também!
Dessa época tive duas grandes paixões um colega de aula e um guri de outra turma, que é dois anos mais velho que eu. Essa semana eu reencontrei ele quando chamei um uber e ele era o motorista. É engraçado porque na época do colégio me disseram que ele tinha horror de mim. Aquilo acabou comigo de verdade! também superei em uma semana! hahaha chorei bastante, mas superei.
Ele era muito bonito na adolescência, tinha as coxas mais lindas que eu já tinha visto na vida! Sério! Era tipo coxa de adulto só que num adolescente de 14 anos! Um espetáculo realmente! hahahaha Acredito que ele continue com as pernas bonitas, afinal é professor de artes marciais! Além disso todas as últimas vezes que o encontrei ele estava sentado dirigindo. Mas, confesso que tô curiosa! hahaha
Bem, a gente se conheceu no colégio e sempre achei ele bonito. Na verdade eu e metade da escola! O que resultava nele "se achar" um pouco, acrescente a isso o fato de ser um guri, dava um cara bem metido. Então que minha melhor amiga na época era alguém de quem ele não gostava (soube disso só muito anos depois!) e alguém sabendo que eu gostava dele veio me dizer que ele me detestava. Como disse fiquei arrasada!
Anos depois numa festa famosa da cidade encontrei com ele e acabamos ficando. Foi nesse dia que descobri que era da minha amiga que ele não gostava! A gente até se falou algumas vezes depois desse reencontro, mas eu achei que ele continuava metido a besta e não dei corda.
Depois encontrei outras vezes por acaso na rua, ou nalgum lugar e nos cumprimentávamos e só. Agora que voltamos a nos encontrar por conta do uber! No encontro desta semana descobri que minha paixão de adolescente já casou por cinco vezes! Fiquei chocada! hahaha Pela quantidade de vezes, mas principalmente por conhecer alguém que realmente quer encontrar o amor, ou pelo menos vivê-lo como disse o poetinha "eterno enquanto dure"! Claro que debochei da cara que pra alcançar o Fábio Júnior faltava pouco! E gostei do fato de ele ter levado numa boa, sem se constranger ou melindrar! Soube também que tem três filhos! Aquela ideia do cara exibido se desfez. E achei muito legal isso!
Quando cheguei em casa contando sobre isso minha mãe lembrou das tantas e tantas vezes que falei nele horas a fio! haha Eu dividia com minha mãe todas as paixões e desilusões! Não sei se ela lembra de todas as bobagens (que eram tão importantes pra mim naquela época)!
Como era véspera  do meu aniversário fiz uma pequena retrospectiva nas minhas paixonites de adolescência e fiquei pensando, com base em como está esta "paixão" em especial, como será que não estão os outros... hahaha sim, como disse não sei como estão as pernas dele , mas tá careca (o que não é um problema na minha opinião! E na dele também porque uma vez ele disse que preferia testosterona do que cabelos, então... imagino que seja um careca jovem feliz!
Sei que a outra paixão importante da minha adolescência segue fisicamente igualzinho aos tempos de colégio! Cabelos compridos e bem bonito. Conversei pelo face com ele tempos atrás e continua uma pessoa muito querida, gentil e carinhosa. Foi muito bom reencontrá-lo nas redes sociais e descobrir que ele realmente virou um artista como, aliás, desde a época do colégio já se esperava!
A minha parte destrambelhada quer procurar nas redes sociais todos os colegas que eu considerava bonitos no colégio pra ver se dentro dos meus padrões sem padrões seguem caras bonitos. E a minha parte lúcida ainda tá me impedindo de fazer isso! hahaha
Vou contar uma coisa pra vocês: o beijo dessa minha paixonite de adolescência era bom demais!

foto do google imagens - Cena do filme "Meu primeiro amor". Filme que eu adoro!!!!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Conhecer-se

O autoconhecimento e o auto-amor nos dão uma segurança que nos ajuda em todas as áreas da nossa vida! Esse conhecimento é simples de adquirir, mas na maioria das vezes não é fácil porque é da nossa natureza complicar as coisas. A gente está enfrentando uma dificuldade de relacionamento, ao invés de sentar, abrir o jogo e colocar para o outro tudo que estamos sentindo, ficamos fechados, sem revelar nossas emoções e imaginando o que o outro tá sentindo, porque o outro tá agindo daquele jeito. Não é fácil admitir que nosso ego tá no comando! No entanto, depois que descemos do pedestal em que nos colocamos e nos despimos da arrogância e da vaidade tudo fica muito simples. Nossas ligações se tornam mais sinceras e nossos laços mais verdadeiros!
Confesso que tenho uma grande dificuldade com o tal "jogo da sedução"! Não sou de me revelar inteira assim para qualquer pessoa, mas meu instinto me revela se o outro é confiável ou não. Desta forma vou me revelando para o outro, mas sem essa ideia de vou dizer que não quero, vou desdenhar para fazer com que o outro me queira! Não consigo fazer isso! Caso o outro demonstre minimamente que não me quer saio de cena e sigo o baile. Posso revelar a ele meu desejo ou sentimento, mas não insisto ao ser "desprezada"! Principalmente porque entendo que não sou uma pessoa irresistível pela qual todos cairão aos meus pés, o outro tem o desejo dele e o livre arbítrio, não ficará comigo só por conta da minha vontade!
Pra chegar neste entendimento sofri bastante! Mas hoje consigo ver as coisas de forma simplificada. Viver o momento de forma consciente faz toda a diferença para que "esses jogos" não interfiram no bem viver. Percebemos que não vale a pena se inquietar por coisas fúteis e passageiras. Que o melhor momento é o presente e ser quem realmente somos, reconhecendo nossa luz e nossa treva nos ajuda a nos melhorarmos cada dia mais. E os relacionamentos se tornam mais fáceis, porque a gente também ficou mais fácil!
Jesus nos disse " conhecereis a verdade e ela vos libertará"! Essa verdade é o autoconhecimento, é o nosso  verdadeiro eu! No instante em que nós enxergamos esse eu mais profundo, com luzes e trevas, nos libertamos de muitas máscaras e nossa vida torna-se mais harmoniosa e feliz.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Uma conversa com Seu Zé

Sou uma espiritualista! É, vou no centro espírita, estudo a doutrina, trabalho no passe, mas creio e faço coisas que não constam na Doutrina codificada por Kardec. Acredito em ervas e suas energias seja através de banhos ou chás! Não vejo problemas em utilizar uma imagem ou um amuleto para concentrar o pensamento e ligar-se com o altíssimo. Sei que Deus está nos lugares mais variados da natureza e que seus elementais estão lá para nos auxiliar no que necessitarmos. Nada disso é condenado pela codificação, mas também não é aceita pela federação espírita.
Tenho um pé em cada barca, penso eu algumas vezes! Então começo a ler as obras básicas e livros que falam do surgimento da umbanda e um véu se descortina! Sempre fui no terreiro, sou batizada lá! Sou afilhada de Itagiba  e sinto muita alegria quando estou lá ouvindo os pontos e observando as giras! Compreendo quando alguém diz que devemos andar de pés descalços na grama, tomar um banho de mar e um banho de ervas, sinto toda minha energia renovada quando entro numa cachoeira!  Porque será que pensei que estava com um pé em cada barca?!
Sei que é porque minhas lembranças de infância sobre religiosidade me levam pra um centro umbandista, mas comecei a descobrir o espiritismo num centro espírita e a partir daí procurei mais sobre a umbanda e mais sobre a doutrina espírita. Minha espiritualização tem fundamento nas duas!
No passe que trabalho faço minhas preces para que aqueles que vem em busca de auxílio recebam o que vieram buscar, dou um pouco da minha energia animalizada e o maior "trabalho" fica a cargo da espiritualidade. No centro de umbanda as pessoas podem conversar com o espírito que dá o passe através do médium e desta forma recebe orientações para resolver os problemas que enfrenta.
Sempre gostei de conversar com os guias, ouvir seus conselhos e orientações. Quase nunca perguntava coisas sobre meus problemas, deixava que a intuição me guiasse ou que o guia me dissesse as coisas sem que eu perguntasse, afinal, sempre acreditei (acredito) que tem gente com problemas mais graves para ocupá-los.
Desta forma sempre recebi a orientação de que precisava como "leia mais livros espíritas", "use menos roupas escuras e beba mais água", "estude, prepare-se, tá na hora de trabalhar" ou "fica tranquila nesta idade o coração dói mesmo, mas logo passa"!
Aí que em Campinas fui conhecer seu Zé Pilintra! Um ser de luz que te olha nos olhos e transmite uma grande doçura e um pouco de malandragem! Um ser cheio de alegria e de riso fácil! Começou perguntando se eu estava bem ao que respondi que sim! Ele falou que eu sempre ia no centro e não perguntava ou pedia nada e eu respondi que tinha mais a agradecer e que eles tinham pessoas com mais dificuldades pra ajudar do que eu. Então ele me contou que não existe isso de meu problema e menos grave ou tem menos importância! "Cada um tá na sua caminhada e tem um aprendizado e as dificuldades são importantes para o crescimento não pelo tamanho que elas tem, mas pela forma que cada um passa por elas!"  Algumas vezes o problema é pequeno e ainda assim podemos pedir auxílio para passarmos por ele com mais sabedoria!
Seu Zé me mostrou a mim mesma de uma forma que eu nunca tinha me visto! E cá pra nós precisava me ver assim! Tinha me perdido um pouco de mim! Agora me reencontrei! Retornou a mim uma paz e uma alegria das quais estava com saudade! Uma felicidade que me permitia rir e cantar na rua sem vergonha! Por isso, se me ver na rua sorrindo que nem boba é a minha meditação sorridente, que aprendi em "comer, rezar, amar", a gente sorri com o fígado e com a cara!
E as dúvidas que tenho sobre as barcas estão pouco a pouco se elucidando e creio que logo saberei em qual barca preciso ficar! Sou lhe muito grata seu Zé! Saravá!

Foto do google imagens

terça-feira, 16 de julho de 2019

E aí, e as novidades?

Essa pergunta é corriqueira quando encontramos pessoas que há tempos não vemos! Eu geralmente respondo que não tem nada de novo, tudo mais ou menos igual no vai e vem da vida! Claro que isso só ocorre quando é com pessoas sem muita intimidade ( e aqui o fator tempo não conta muito!). Já quando o encontro é com pessoas com intimidade e laços de amizade profundos essa pergunta não é nem feita, porque pulamos direto pros assuntos que nos fazem gargalhar, pras fotos dos filhos, sobrinhos e cachorros, pras receitas de comidas, bolos e sobremesas, pros comentários da vida amorosa (que deu ou não certo!), pros filmes, livros e séries que estamos assistindo e pras músicas bregas que ouvimos durante a faxina e que nos fez lembrar daquela festa que a gente foi e foi muito louca! E esse laço de afinidade e amizade é fortalecido com uma camada impermeabilizada de amor!
Eu tenho muitas novidades pra contar! Dos perrengues com casa, término de relacionamento, a intenção de voltar a estudar, a prática e os estudos do espiritismo, algumas tristezas da área política e a alegria imensa de poder contar e ver, mesmo que pela rede social, as crianças a minha volta crescendo e sendo felizes! Aliás, estas alegrias, pequenas do dia-a-dia, que são na verdade a felicidade que não percebemos, são sempre colocadas na frente de qualquer treta na minha narração das novidades! Porque meus amigos, eu sei quando vocês estão tristes e sobrecarregados e contar meu problema não vai amenizar o de vocês. Mas falar do quanto meu sobrinho é piadista e que falou uma coisa muito engraçada e sagaz durante o exame de faixa vai te fazer, por dois segundos esquecer a tua tristeza. Quem sabe até depois das bobagens que vamos falar tomando café ou bebendo cerveja tu não volte a olhar teus problemas de um jeito que te faça sentir menos sobrecarregado. Eu sei, eu também choro! Aliás, a primeira coisa que faço é chorar! Até aproveito para perguntar aos amigos que entendem de astrologia, isso seria por causa do meu marte em câncer????? Primeiro eu choro, depois eu brigo e depois eu choro de novo, porque sei lá...
E é justamente porque eu choro que me coloco aqui como um ombro pra ti chorar se quiser! Tenho pra ti um abraço acolhedor, mesmo que seja pelo zap, juro que prometo que faço o melhor para que te sintas acolhido! E se não quiser falar nada, rir de nada, nem chorar e quiser apenas ficar quieto também estou aqui, te percebendo, mandando uma boa vibração, fazendo uma prece e até pesquisando ervas, simpatias e assemelhados pra que tu consigas te re-energizar, te fortalecer e até arrumar um emprego.
Estou aqui pra ouvir as novidades, me alegrar com as tuas conquistas e recordar as coisas boas (e não tão boas!) do passado! Tô aqui pro que der e vier, com ou sem novidades!
Não estava sabendo muito bem sobre o que escrever hoje e essas palavras me vieram assim uma seguida da outra, uma grande inspiração! Fui eu quem escreveu, mas com certeza quem me inspirou sabe que, algum de vocês que me leem talvez precise do meu carinho, abraço, ombro ou acolhimento. Portanto, chama aí, não te acanhe!

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Após a Chuva - Lygia Barbiére -

Sabemos que não existem coincidências na vida! Todo o acontecimento tem algum propósito! Seja o sorriso de um estranho na rua, o ônibus que passou antes ou aquele livro que vira e mexe alguém fala pra gente ou a aparece no feed de notícias como sugestão de leitura! No meu caso o livro que vem e vai é "Mulheres que correm com os lobos"! Tem aparecido demais pra mim nas mídias sociais! Até no livro "Após a chuva", que estou lendo atualmente! Neste trabalho da Lygia o livro é objeto de um grupo de estudos frequentado pelas personagens principais, Laíssa, Joaquim, Najla e Caio!
A história principal é a de Laíssa, uma psicóloga que descobre, no dia do seu aniversário de casamento (ou seria namoro?), que o marido a traía. Daí em diante sua vida dá uma guinada e ela não só muda sua vida e relacionamento, mas se aprofunda na sua própria história e questões emocionais.
Com ajuda dos amigos Najla, Caio e Christel descobre mais sobre si mesma do que poderia imaginar! Nunca havia passado pela sua cabeça que a consulta atípica de sua paciente Tereza, daria tantos desdobramentos na sua análise sobre a paciente e também na sua autoanálise! Na história Laíssa sempre se depara com o livro "Mulheres que amam demais" e toda vez que ele lhe cai nas mãos ela, por algum motivo, o coloca de lado. Até que  ao ajudar a amiga Najla numa pesquisa para o doutorado se depara com o livro e, desta vez, decide lê-lo.  E percebe que todas as evasivas que teve para evitá-lo estava justamente no seu inconsciente, pelo fato de intuitivamente saber pressentir que tinha muitas características das mulheres que amam demais. Por isso acabava evitando de enfrentar seus próprios sentimentos, repelindo o livro pelo título que lhe causava má impressão.
O tema central deste romance da Lygia Barbiére são os sedutores e suas "vítimas", mulheres que de forma geral amam demais. Ambas características são síndromes psicológicas que vão se formando durante muito tempo no inconsciente. Joaquim é o sedutor, aquele que seduz, que ama estar apaixonado, fazer com que as mulheres se apaixonem, mas que não consegue amar! Num primeiro momento nenhuma das personagens percebe que estas características da vida física
são consequências  e causas de situações espirituais.
O livro fala de questões bem atuais como redes sociais e também traz muito embasamento teórico sobre as síndromes, os desajustes e  bastante referencias de livros e estudos para quem ficar curioso sobre o tema. Ainda não terminei a leitura, mas acredito que logo terei que ler "mulheres que correm com os lobos", afinal, não é por acaso que ele surge e ressurge na minha vida! Certamente tem algo nele que preciso aprender!