segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sou a mulher maravilha, ou não

Calma, antes de mais deixem que eu esclareça, não estou me achando não. O título é uma homenagem a minha heroína de infância. Confesso que nas minhas preferências ela vinha depois do incrível Hulk, de quem eu tinha um pouco de pena, pois ele era um incompreendido (na minha avaliação) e todos o perseguiam e o irritavam, até que ele ficasse verde e quebrasse tudo. Pura identificação!!!! A mulher maravilha era toda bonitona, uma das únicas mulheres da liga da Justiça, sempre maravilhosa, sempre uma maravilha. Não me idenficava muito não. Nunca me achei charmosa ou elegante. Sempre fui de falar alto, esbravejar quando irritada, me alterar quando vejo injustiças, enfim... muito mais Hulk, só que menos verde.
Mas o título do post vem por outro motivo, nada a ver com minhas semelhanças psicológicas com este ou aquele personagem de histórias em quadrinhos. O caso que vou relatar é verídico e engraçado. Agora, relembrando o fato, me passou pela cabeça de que a pequena dor no ombro que estou tento há dias se deva a ele. Bem, vamos ao relato.
Alguns dias atrás, acho que umas três semanas, por aí, fui com meus pais para o nosso sítio, na colônia de Pelotas (para quem não é daqui fica difícil compreender esta expressão, mas a colônia nada mais é do que a zona rural da cidade, a expressão também pode ser substituída por "Lá fora", ao que se refere a fora da cidade, centro urbano).  Quando chegamos ainda fiquei mais um pouco dentro do carro. Estava com muita preguiça e sono. Como minha sobrinha não havia ido conosco, fui no banco de trás, aonde geralmente ela exige a presença da minha mãe. Fiquei por ali, enquanto meu pai e minha mãe descarregavam a camionete que vinha cheia, como de costume, ração para as galinhas, comida para os cavalos, coisas compradas para o final de semana.
Após alguns minutos de preguiça dentro do carro, peguei minha sacola, com coisas apenas para o final de semana e desci. E qual não é a surpresa? O carro saiu andando, descendo o pequeno declive e eu tive que agarra-lo a unha, quase. Não tinha idéia de que tinha tanta força. Pedi ajuda, claro. Mas meu pai, com as mãos cheias de sacolas queria que eu puxasse o freio de mão, sendo que pra mim, da porta trazeira seria impossível tal façanha. Na minha cabeça, se eu voltasse para dentro do carro aí sim é que ele sairia em disparada e entraria na horta. Isto se não fosse parado pela amoreira. Mas, vai saber né?
Fiquei ali, tentando manter o carro firme. E meu pai me olhando com cara de que eu tinha que ser ágil. Resultado??? Tive que dizer pra ele, vai me ajudar ou solto o carro???
Gente do céu, foi uma coisa muito estranha!!! Minha mãe quase morreu rindo da minha cara, tentando segurar o carro, logo eu, pra quem ela dá as sacoles mais leves quando vamos ao super.
O mais engraçado é que muitas vezes tive que ajudar a empurrar carros. Tentar mantê-los em algum lugar foi a primeira vez. Confesso que empurrar é mais fácil! E eu que queria ser a Mulher Maravilha quando criança. Acho que mesmo acreditando ser um desenho animado, nunca teria conseguido imaginar que iria segurar um carro. Pelo menos não assim. Afinal, parecendo tanto com o Hulk talvez o mais provável fosse jogar o veículo contra alguém que me tivesse perseguindo.

Um comentário:

Jocelaine disse...

Oii..dani qdo li esse texto, comecei a rir sozinha, imaginando a cena, e realmente concordo com vc, apesar de ser uma mulher maravilhosa, o seu jeitinho, principalmente qdo está brava, lembra muito o Huck, e com certeza menos verde. Bjos
E vc apesar de ter abandonado a profissão, melhor ter deixado de lado, continua escrevendo muito bem. Parabéns o blogger está ótimo.