segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Simplifica...

No estudo da Doutrina Espírita, noutro dia lemos um poema chamado "Simplifica..." do espírito Casimiro Cunha, pelo nosso amado Chico Xavier. Em aula a gente costuma brincar uns com os outros quando alguma pergunta mais casca grossa nos atormenta e sempre tem alguém para lembrar... "simplifica, simplifica". a gente tem o dom de complicar mesmo, talvez a ânsia ou o medo sejam os causadores desta torrente de sentimentos. Basta ver que quando o problema e de outro facilmente resolvemos, opinamos, palpitamos e simplificamos. Ao passo que quando a coisa é com a gente ficamos naquele mimimi danado, naquele "ai como sofro!", "Ai de mim". Não existe receita pronta, cada um tem sua caminhada e seu jeito de caminhar. Mesmo próximos, amanda e querendo ajudar não podemos percorrer a estrada de outro. E nem fugir da nossa!
Porque dei de escrever tais coisas nesta segunda feira cinza? Porque me entristece ver pessoas que se gostam se afastando por coisas pequenas e sem importância. Pedir perdão não te faz um fraco, assim como arrumar brigas intermináveis não te faz um forte. Mas uma coisa devo dizer, arrumar brigas faz com que os outros te achem intolerante. Eu demorei muito tempo para me sentir a vontade em dizer as pessoas de quem gosto que as amo, mas sempre soube que amar é um pacote fechado. A gente não pode escolher o que gosta para amar numa pessoa e deixar o que nos desagrada de fora. Do mesmo jeito que não damos só o melhor de nós a quem nos ama. Muitas vezes damos muito da pior parte da gente e neste momento sabemos que aquela pessoa realmente nos ama, que ela realmente é nosso amigo. Neste pacote fechado de bolachas sortidas tem de tudo! Tem as rosquinhas cobertas de glacê, tem as bolachas maria, tem amanteigados, tem bolachas ao leite e tem até bolachinha recheada (tinha umas sortidas da Isabela que eram uma delícia) e não dá pra chegar no super abrir o pacote e pegar só a que gostamos mais. A gente precisa levar o pacote todo pra casa, mesmo que não vá comer as marias.
Com as pessoas também é assim. Elas tem qualidades (bolachinha recheada) e tem defeitos (talvez a maria, pra alguns, eu gosto). Elas tem gostos diferentes da gente (graças a Deus!) e pensamentos diferentes também (aleluia!). Imagina todo o mundo igual a mim??? Que sou um doce! hahahaha Estaríamos todos enjoados de taaanto açúcar! Ou de cara amarrada porque eu bem posso ser azeda que nem jiló (dizem né, não sei não conheço eu só ouço falar)! E eu gosto que as pessoas gostem de mim, inteira (até porque sou pequenininha, se tirar alguma coisa sobra bem pouco pra amar!). E eu bem sei que é difícil! Mas vale a pena, porque eu aprendi a simplificar (um pouco, ainda não vou pro céu) e se tu me gostar inteira faço um esforção para dar só o meu melhor. É claro que se houver implicância meu pior fica mais evidente. E passei a adotar isto pros meus gostares, pra'queles que eu amo.
Respeito o gosto, as ideias (ainda que discorde), as diferenças, porque meu gosto é meio estrambólico, mas é meu e neste ponto é bem difícil que eu vá mudar. Sim, por exemplo, eu gosto de amarelão, rosão, roxão, verdão, azulão, quanto mais colorido e ão, melhor. Poderia optar pela discrição, mas daí só em ocasiões especiais. haha
Nesta fase de simplificar ficou mais evidente pra mim que cada um tem seu tempo de despertar, de amadurecer e de aprender a amar. É uma pena que algumas vezes se peguem apenas nas coisas ruins e aquilo que não foi legal faz com que esqueçam o tudo que aconteceu de bom, amarrem a tromba e fiquem criando clima. Vamos simplificar a gente também, nada tem que ser que nem comédia romântica, a vida é a vida e só acontece uma vez (em cada encarnação, mas depois dessa, sabe lá quando vamos conseguir outra chance?)

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