segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mi Corazón

Algumas vezes eu penso que deixei de fazer algo na minha tragetória de vida. É, que deixei de fazer ou que não sei mais como fazer. Na adolescência eu vivia cercada de pessoas da minha idade, mas sempre deixava a bagunça da sala nas festinhas das coleguinhas para ir pra cozinha conversar com as mães ou os pais. Me apaixonava a cada semana e a cada uma era um cara diferente, que não sabia que eu existia. Mas eu morria de amores e depois de um tempo eu já estava apaixonada por outro.
Hoje em dia considero que tenho poucos amigos, mas são bons e verdadeiros. E estes amigos estão, a maioria morando noutras cidades, o que me dá uma baita saudade e uma pequena sensação de solidão.
Ainda tenho uma facilidade de fazer "novos amigos", converso muito, faço festa, danço me divirto, mas sinto uma pequena angústia que me aperta o coração. Estou refletindo muito, pensando e tentando responder estas perguntas que me perseguem e acabar com esta angústia que me aflige. Taí duas ou três, ou quatro resoluções para 2009, cuidar do corazón, responder as perguntas, acabar com a angústia, desarmarrar laços que me fazem mal e reatar laços dos quais sinto muita saudade e me fazem muito bem.

Havaianas

Hoje, apesar da chuva, me senti na propaganda da Havaianas. E olha que estava de botas. O mais engraçado é ser considerada a coisa mais linda de um bairro no qual raramente vou. E depois de ter dito que não morava no tal bairro. Enfim... valeu o elogiu da manhã chuvosa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Faz o que tu queres pois é tudo da lei"

Não gosto de realit shows, com exceção do programa ídolos que assisti quase todas as apresentações, no geral não gosto de assistir nem as propagandas. No caso do famoso BBB, não assisti nenhuma das edições, e me orgulho muito disso. E no final destes jogos só dá pra reafirmar aquilo que metade de nós já sabemos e admitimos a humanidade está em desequilíbrio, principalmente emocional e mental. Observe o que os participantes dessa tal casa costumam fazer, bebem em excesso, batem boca, fazem sexo em baixo de edredons com as cameras ali e depois choram pelo que fizeram, dizem que foi sem pensar. Desequilíbrio total!
E também tem aquele em que as mães vão morar cinco dias na casa de outra família e após este tempo recebem um prêmio de R$ 25 mil. Confesso que assisti vários destes. O último que vi foi por curiosidade e interesse na vida e na ideologia hippie. No episódio a esposa de um delegado de polícia, mãe de seis filhos trocou de casa com uma mãe hippie, que estava grávida do sexto filho. Acho que as mães se sairam muito bem. Fiquei chocada foi com o marido da hippie que se comportou como o dono da verdade, dando a impressão de que aquela história de é proibido proibir não é tão verdadeira assim. O delegado de polícia, senhor Kazú respeitou a opção de vida de Desirée, confessou que imaginava os hippies pessoas dadas ao sexo e drogas e completou que teve esta imagem completamente deletada. Já o Alceu, o senhor hippie, morador da aldeia de Arembepe demonstrou exatamente o que o estereótipo apresenta, pessoas que não se banham e cheiram mal, que não tem compromissos e que usam drogas adoidados.
Ok, ele estava no mundo dele e a Auriene bem que tentou se adaptar, cuidou das crianças da casa e fez um esforço enorme, sendo meio perua, para dormir tranquila e viver na paz e no amor. Mas o Alceu se mostrou bem preconceituoso para quem prega a liberdade e o proibido proibir. Tanto ele quanto outros homens da aldeia acharam a Auriene "pati" e deixaram bem claro que não concordavam com o jeito dela. Agora, se é proibido proibir, se cada um deve fazer o que quiser, porque a mulher não podia andar de salto alto na areia e se maquiar o quanto quisesse? A ideologia não é a liberdade? Ele quis defender o estilo de vida dele e passou dando lições de moral na Auriene, como se ele fosse o dono da verdade. Em nenhum momento ela quis mudar o modo de vida dele ou da família dele, ao contrário fez as coisas como eles faziam, com um toque dela. Enquanto ele dizia que não dava bola pra dinheiro, levou toda a comunidade e os filhos para almoçar num lugar e quem acabou pagando a conta foi a Auriene. Assim é fácil não querer dinheiro, desde que tenha alguém que banque.
Na verdade eu já achei estranho ser hippie e participar de um programa assim, onde o grande fundo é o prêmio em dinheiro. Ele não quis ajudar a mulher que estava chegando e fez exatamente o que ele condena nos outros pré-julgou Auriene.
Eu não mudei minha imagem dos hippies, é um movimento que praticamente não existe mais, mas gosto da ideologia, da paz, do amor, da liberdade. Mas como em todos os lugares e situações sempre tem alguém que é exceção.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Reflexões da vida

Tenho tentado avaliar minha vida. Não na busca de me envaidecer com as conquistas que tive, mas para entender quem realmente sou, porque fiz determinadas escolhas e de onde surgiram certos medos e dificuldades que tenho tentado superar. Olhando para trás vejo que as conquistas são muitas, mas algo que eu havia deixado um pouco de lado agora me faz falta. E é este o primeiro item da listinha de 2009, superar os medos paralizantes. Depois vem tentar fazer coisas sem pensar, pensar, pensar, pensar, pensar. Tem coisas que são resolvidas pelo coração de forma muito mais fácil e sem traumas, enquanto que ficar matutando, matutando causa desconforto e dúvida e a ação torna-se impossível com tantas dudas.
Quanto a opção número um da lista de resoluções de final de ano da mulherada, emagrecer pelo menos 3 quilos (no mínimo) já comecei com exercícios localizados e reeducação alimentar. o fato é que estamos no verão a salada impera. O caso vai ser quando o inverno chegar e você não estiver junto a mim. Aqui nos pampas o inverno é rigoroso e as comidas acabam sendo pesadas e fartas. Mas nisso vou pensar mais tarde.
Minha busca real deste novo ano é harmonizar-me. Quero encontrar a serenidade dentro de mim, quero encontrar equilíbrio, força, coragem e me libertar de certas minhocas que tenho na cachola. Vou apenas deixar "os macaquinhos no sótão", para não perder a porção maluquinho que tenho.
Acho que é isto, são resoluções muito mais internas do que externas. Mas vai ser muito bom pra mim, além do que é necessário.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Resoluções? Planos??

Fiquei até um pouco envergonhada por não ter feito nenhum plano para este novo ano. Depois pensei bem e resolvi que vou pensar mesmo no ano anterior para depois fazer as resoluções deste ano. Claro que emagrecer uns quilos está na minha lista, bem como está na lista de 99,9% das mulheres. Na verdade o objetivo disso é ter uma vida mais saudável, ter uma boa alimentação com menos porcarias enlatadas e embutidos e todas estas coisas. Mas a resolução mais importante pra mim é realmente mudar aquelas coisas em mim que me incomodam e prejudicam minhas relações pessoais. Não quero me tornar uma outra pessoa, quero me tornar uma pessoa melhor, em paz consigo, serena e de alma leve. Quero encarar a vida com franquesa, paciência e sem estresse.
Depois de rever minhas resoluções do ano passado vou tentar refletir o que deu e não deu certo e porque. Também quero que meus planos sejam trimestrais, vou listar coisas simples e vou avaliar os resultados neste período. Depois eu coloco a listinha por aqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Decepções e alegrias

Eu não sou efusivamente positiva, tão pouco sou sonhadora. Na verdade eu acredito que o pensamento é sim um imã que atrai coisas boas e ruins, conforme a nossa freqüência. Mas não vivo como a Poliana fazendo o jogo do contente, embora racionalmente eu compreenda e entenda que tudo tem seu lado bom algumas coisas magoam fundo e não há pensamento positivo que diga o contrário até o tempo passar e levar com ele a tristeza.
Sendo assim me vejo como uma pessoa com o pé no chão, que crê que sonhar é importante e tem sonhos, mas que não vive deles. Até por que, como cantam uns artistas de rua aqui de Pelotas "quem vive de sonho é o padeiro e quem sonha que tá mijando, acorda mijado". De tudo isso o que me conforta é que no final das contas o saldo positivo é muito maior do que o negativo. Mesmo existindo mágoas e decepções. Há poucos dias eu tive uma decepção, magoou fundo, fiquei triste e tal. Me decepcionei comigo por ter avaliado tal pessoa de forma tão errada. Resolvi rever minhas atitudes, meu jeito e quero realmente mudar algumas coisas. Mas em relação a esta pessoa específica não encontrei pisada na bola de minha parte. Enxuguei as lágrimas e segui em frente.
Uma vez ou outra surge a situação da decepção, mas eu dissipo ela com a mão e penso no quanto estou feliz em rever um amigo que há dois anos eu não via. A verdade é que não podemos prever coisas que envolvam outras pessoas, pois suas reações são imprevisíveis. Eu sempre penso, quando uma situação assim acontece que o diálogo na frente do espelho é, na verdade um monólogo. O verdadeiro diálogo saí de dentro da cabeça de outra pessoa.
Então, num balanço rápido de final de ano posso dizer que ganhei muito mais do que perdi. Vivi momentos muito bons e alegres, concluí uma especialização e estou pensando em mestrado ou doutorado, reencontrei amigos, fiz outros novos, aprendi receitas novas, perdi alguns medos. Para o próximo ano até já tenho uma listinha com coisinhas para mudar, amigos para reencontrar, passeios para fazer, risadas para dar. As decepções, é claro, é possível que surjam. Mas o saldo de alegrias com certeza será maior.
Bom natal pra todos e um ano novo cheio de paz e muitas alegrias.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Voltar pra escola


Quando me convidaram para fazer o técnico em Contabilidade eu pensei que seria muito chato voltar para uma sala de aula do "segundo grau". Imaginei que não me adaptaria por já ter passado pela faculdade e estar acabando uma pós-graduação em áreas totalmentes diferentes. Confesso que, algumas professoras me dão nos nervos e tratam a todos como crianças de pré-escolar. Mas alguns "coleguinhas" merecem.
Agora estou acabando o primeiro ano do técnico acreditava que teria muita dificuldade em aprender coisas como matemática, estatística e a própria contabilidade. Na verdade matemática ainda está sendo um caroço pra mim, tenho provas pra fazer ainda.
No entanto, o melhor de tudo foi voltar a estudar no mesmo colégio em que fiz parte do meu "primeiro grau", o fundamental de agora. Lembro dos colegas com quem compartilhei quatro anos da minha vida. Guris de quem gostei, amigos que fiz e que guardo no peito mesmo sem vê-los com freqüência. E agora, com o horário de verão chego na escola com os dias ainda claros e vejo aquele Ipê roxo (na verdade eu não sei se é ipê ou jacarandá, mas é um dos dois)florido, com suas florzinhas lilás azuladas e lembro das aulas de educação física, do recreio... tantas lembranças! Não resisti e tiri uma foto de um cantinho especial, da árvore. No muros de um lado ficavam alguns dos guris o Sandro, o Emerson, o Endrigo, o Pichê. Do outro ficava o Marcelo - "Pixote" e a turminha dele. Na quadra de futebol o Jeferson e a turminha dele sempre jogando bola. Na de volei era o Cristiano, o Juliano, o Carlos, o Geléia. Onde eu e minhas amigas ficávamos agora é uma espécie de arquibancada.
A escola tá um pouco diferente, mas no fundo é o Pedro Osório e suas histórias de fantasmas no auditório, de pessoas em forma de espírito nos corredores e aparições do próprio coronel Pedro Osório nos vidros.
Um amigo meu, professor, outro dia comentou que os alunos hoje em dia parecem uns selvagens. Eu mexi com ele que eram "selvagens sem motocicleta". Pensem em como chocou a "juventude transviada" do James Dean e os "selvagem da motocicleta" com Marlon Brando. Agora potencialize isso. Dê uma carga de violência, de falta de limites, de liberalidade, de descontrole. Estes são os alunos de hoje. Não a culpa não é só dos professores, é dos pais também. Os pais deixam os filhos para serem educados na escola, lá eles vão para se instruir, educação, respeito, limites tem que ser dados em casa. Uma das minhas professoras também estava comentando em como as crianças são revoltadas, agressivas, desobedientes. Eu imagino que pra ela deva ter sido horrível, pois se na nossa aula, como todos adultos se alguém fala ela já manda fazer silêncio, imaginem numa sala de segunda série? O mais engraçado foi ela dizendo que não podia liberar os alunos e não tinha como controlá-los em sala de aula, daqui a pouco um disse que ia sair, ela disse que não e ele ameaçou que se jogaria da janela e diria que a professora tinha empurrado ele. Aí de mim se respondesse pra professora! Como dizem aqui pro sul,"o pau comia", levava umas boas palmadas e ficava de castigo.
Mas agora não pode existir castigo assim. Os professores praticamente não podem corrigir os alunos. O que se pode esperar?